M 8 é uma das mais belas nebulosas do céu. A primeira vaz que a avistei foi utilizando um binóculo de origem duvidosa ( ruby coated) de 15x80mm. Apesar do aparelho ela pareceu beíissima para mim. Um pouco mais colorida do que deveria mas ainda assim bastante extensa e com o aglomerado aberto em seu interior bem aparente. Partindo de Kaus Borealis e se seguindo a via láctea a nebulosa é facilmente percebida a olho nu. Estava em um hotel no Litoral Sul do Rio em um ambiente suburbano.
A nebulosa da Lagoa como é conhecida foi descoberta por Hodierna circa 1654. Ela se faz acompanhar pelo aglomerado aberto Ngc 6530 o qual teria sido percebido por Flamsteed em 1680. Cheseaux, Lacaille , Gentil e finalmente Messier a redescobriram . Sua entrad no catalogo Messier data de 23 de maio de 1764.
Se encontra 5.200 anos luz da terra. E brilha com 6.00 mag. No limite do olho humano. Apesar disto é facil de se perceber. Acredito que a magnitude esteja um pouco acima do real. É um objeto bem alto no hemisfério sul e que se apresenta muito baixo nas latitudes boreais. Isto explicaria a magnitude.
Uma nebulosa que de latitudes austrais se compara a M42...
Translate
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Observando M8
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Observando M6 e M7
M6 e M7 são os dois objetos Messier juntos a cauda da constelação de Escorpião. Foram alguns dos primeiros objetos que observei. Como cabem no mesmo campo binocular e M7 é facilmente visível a olho nu mesmo em areas suburbanas são alvos ideais para o iniciante. M7 é conhecido também como o Aglomerado de Ptolomeu. M6 como o aglomerado da Borboleta.
M7 é um monstro . M6 mais delicado. Ambos são visíveis com um binóculo 10x50 em ambiente urbano.
M6 foi descoberto ( descrito?) por Hodierna antes de 1654. Posteriormente foi catalogado por Cheseaux , Lacaille e finalmente Messier em 23 de maio de 1764. Seu formato lembra claramente os contornos de uma borboleta e brilha com magnitude 4,2. Facilmente percebido a olho nu. Distante 1.600 anos luz. Cobre um area de cerca de 12 anos luz. Cerca de 80 membros.
M7 é conhecido e catalogado por Ptolomeu no sec.II. Uma area enevoada junto a cauda de escorpião. Sobrevive até a condições extremas de poluição luminosa. Brilhando com 3.3 de magnitude já observei em locais de extrema poluição luminosa. Sempre mostra algo. Mesmo que não se resolva ( o que é muito difícil.) . Foi também incluído nos catálogos de Hodierna, Halley,Lacaille e Messier.
Há cerca de 800 anos luz possui cerca de 80 estrelas mais brilhantes que 10 magnitude. Cobre uma extensão Linear de 18 a 20 anos luz.
São ambos alvos binoculares e M6 se resolve com pequenos telescópios.
M7 é um monstro . M6 mais delicado. Ambos são visíveis com um binóculo 10x50 em ambiente urbano.
M6 foi descoberto ( descrito?) por Hodierna antes de 1654. Posteriormente foi catalogado por Cheseaux , Lacaille e finalmente Messier em 23 de maio de 1764. Seu formato lembra claramente os contornos de uma borboleta e brilha com magnitude 4,2. Facilmente percebido a olho nu. Distante 1.600 anos luz. Cobre um area de cerca de 12 anos luz. Cerca de 80 membros.
M7 é conhecido e catalogado por Ptolomeu no sec.II. Uma area enevoada junto a cauda de escorpião. Sobrevive até a condições extremas de poluição luminosa. Brilhando com 3.3 de magnitude já observei em locais de extrema poluição luminosa. Sempre mostra algo. Mesmo que não se resolva ( o que é muito difícil.) . Foi também incluído nos catálogos de Hodierna, Halley,Lacaille e Messier.
Há cerca de 800 anos luz possui cerca de 80 estrelas mais brilhantes que 10 magnitude. Cobre uma extensão Linear de 18 a 20 anos luz.
São ambos alvos binoculares e M6 se resolve com pequenos telescópios.
Observando M 4
O Aglomerado Globular M4 é uma lembrança especial para o Nuncius. Foi o segundo (o primeiro foi Ngc 4755, A Caixa de Jóias de Herschel) D.S.O. que ele observou. Havia acabado de comprar seu primeiro telescópio. Um Celestron Firstscope de 70mm e uma montagem equatorial que batia em média 2 pontos na escala Richter.
Havia descoberto Charles Messier e só pensava em observar todo o seu catalogo. M4 me parecia uma otima escolha. Bem próximo a Antares e segundo todos os alfarrábios um objeto fácil de se localizar.
Condições ideais. Estava em Próximo a Teresopolis, no Vale dos Frades. A Fazenda onde eu estava trabalhando toda apagada. Nenhuma luz em um raio de kilometros. Neste mesmo dia vi mais dois objetos do catalogo. Mas isto já é uma outra história.
Centralizo em Antares e depois de olhar a gigante , obter algum foco , calculo um salto pela pequena buscadora L.e.d. e olho na ocular de 20 mm . Nada. Tento de novo e escaneio com a ocular. Percebo a mancha . Começo a perceber que procuro por coisas muito mais tenues do que imaginava. Mas orgulhoso percebo que no céu adjetivos como longe , distante, claro , escuro e alguns mais ganham dimensões astronomicas.
M 4 é de fato bem facil de se localizar. É um bom objeto para o iniciante se lançar em caça de " Faint Fuzzies" . Ele é visivel a olho nú de locais bem escuros e destacá-se do fundo com a menor ajuda óptica. Mesmo em ambientes urbanos já o percebi com Binóculo de 10x 50 com facilidade.
M4 é um dos aglomerados globulares mais próximos ( talvez o segundo mais próximo) . Está a "apenas" 7.200 anos-luz.
Foi primeiro observado por Cheseaux em 1746. Foi posteriormente redescoberto e incluido em seu catalogo por Lacaille em 1752 ( Lac I.9) e por Messier em 8 de maio de 1764.
Foi o primeiro aglomerado resolvido como estrelas por ele. Herschel posteriormente resolve todos os aglomerados de |Messier.
Em 1987 foi descoberto um pulsar dentro de M4. Uma estrela de neutrons rodando ( e pulsando) 300 x por segundo. mais veloz que o Pulsar de M1.
Um aglomerado com muita história.
Havia descoberto Charles Messier e só pensava em observar todo o seu catalogo. M4 me parecia uma otima escolha. Bem próximo a Antares e segundo todos os alfarrábios um objeto fácil de se localizar.
Condições ideais. Estava em Próximo a Teresopolis, no Vale dos Frades. A Fazenda onde eu estava trabalhando toda apagada. Nenhuma luz em um raio de kilometros. Neste mesmo dia vi mais dois objetos do catalogo. Mas isto já é uma outra história.
Centralizo em Antares e depois de olhar a gigante , obter algum foco , calculo um salto pela pequena buscadora L.e.d. e olho na ocular de 20 mm . Nada. Tento de novo e escaneio com a ocular. Percebo a mancha . Começo a perceber que procuro por coisas muito mais tenues do que imaginava. Mas orgulhoso percebo que no céu adjetivos como longe , distante, claro , escuro e alguns mais ganham dimensões astronomicas.
M 4 é de fato bem facil de se localizar. É um bom objeto para o iniciante se lançar em caça de " Faint Fuzzies" . Ele é visivel a olho nú de locais bem escuros e destacá-se do fundo com a menor ajuda óptica. Mesmo em ambientes urbanos já o percebi com Binóculo de 10x 50 com facilidade.
M4 é um dos aglomerados globulares mais próximos ( talvez o segundo mais próximo) . Está a "apenas" 7.200 anos-luz.
Foi primeiro observado por Cheseaux em 1746. Foi posteriormente redescoberto e incluido em seu catalogo por Lacaille em 1752 ( Lac I.9) e por Messier em 8 de maio de 1764.
Foi o primeiro aglomerado resolvido como estrelas por ele. Herschel posteriormente resolve todos os aglomerados de |Messier.
Em 1987 foi descoberto um pulsar dentro de M4. Uma estrela de neutrons rodando ( e pulsando) 300 x por segundo. mais veloz que o Pulsar de M1.
Um aglomerado com muita história.
Observando...
Quando resolvo observar o céu acabo que seguindo uma especie de Ritual. Respeito de forma organica uma série de etapas que permitirão um melhor aproveitamento de meu tempo junto a ocular . Bem como um maior conforto.
Invariavelmente começo com um rudimentar alinhamento polar. As pessoas tendem a observar sempre nos mesmos locais. Desta forma você pode determinar pontos nestes espaços que vão permitir um rápido e eficiente alinhamento. Eu ,por exemplo, observo sempre em Búzios. O Muro da casa esta quase perfeitamente orientado Leste - Oeste .
Com o tempo percebi que o mestre de obras não tinha sido cirurgicamente preciso. O alinhamento polar perfeito é com o eixo levemente( bem levemente...) deslocado. O eixo do telescópio forma um triangulo retangulo com uma hipotenusa que encontra o Cateto maior (muro) quase no infinito. Com o tempo você consegue alinhar o telescópio quase de primeira. Um bom alinhamento polar é fundamental para que você possa realmente observar objetos. Se você os perder pode localiza los novamente com o movimento de um único eixo com facilidade. Objetos muito ténues se perdem facilmente...
Eu , particularmente, só observo utilizando duas buscadoras em meu telescópio. Uma de L.E.D e uma de auxilio ótico ( ou 10x50mm ou 6x30mm). A primeira me permite achar rapidamente a area do céu que procuro e a segunda me permite navegar com precisão entre as estrelas .
Depois confiro o alinhamento de minhas buscadoras. Sempre em uma estrela bem brilhante. Começo utilizando uma ocular de 25 mm e depois ajusto ainda mais utilizando uma 10 mm. Um bom alinhamento de buscadoras é indispensável. Uma buscadora mal regulada vai levar a muitas frustrações.
Outra questão é preparar o arsenal para esta navegação. Em geral utilizo um bom Atlas Celeste e um programa planetário. Indico o de autoria de Will Tirion. Sky Atlas 2000.0 . Outra opção boa, ainda que mais limitada e´o Guia Ilustrado Zahar Astronomia de Ian Ridpath Como programa utilizo dois de forma igual. O Stellarium e o Cartes du ciel. Ambos disponiveis gratuitamente na web. A apresentação do Stellarium é imbativel . Mas o Cartes du Ciel conta com maior data base.
Gosto também de ter sempre por perto um binoculo 10x50mm. Pode ser um bem barato. Nada que voce precise se preocupar em deixar cair , bater e etc... Ele vai servir para dar rapidas escaneadas na região que voce pretende explorar mais a fundo com seu telescópio.
Invariavelmente começo com um rudimentar alinhamento polar. As pessoas tendem a observar sempre nos mesmos locais. Desta forma você pode determinar pontos nestes espaços que vão permitir um rápido e eficiente alinhamento. Eu ,por exemplo, observo sempre em Búzios. O Muro da casa esta quase perfeitamente orientado Leste - Oeste .
Com o tempo percebi que o mestre de obras não tinha sido cirurgicamente preciso. O alinhamento polar perfeito é com o eixo levemente( bem levemente...) deslocado. O eixo do telescópio forma um triangulo retangulo com uma hipotenusa que encontra o Cateto maior (muro) quase no infinito. Com o tempo você consegue alinhar o telescópio quase de primeira. Um bom alinhamento polar é fundamental para que você possa realmente observar objetos. Se você os perder pode localiza los novamente com o movimento de um único eixo com facilidade. Objetos muito ténues se perdem facilmente...
Eu , particularmente, só observo utilizando duas buscadoras em meu telescópio. Uma de L.E.D e uma de auxilio ótico ( ou 10x50mm ou 6x30mm). A primeira me permite achar rapidamente a area do céu que procuro e a segunda me permite navegar com precisão entre as estrelas .
Depois confiro o alinhamento de minhas buscadoras. Sempre em uma estrela bem brilhante. Começo utilizando uma ocular de 25 mm e depois ajusto ainda mais utilizando uma 10 mm. Um bom alinhamento de buscadoras é indispensável. Uma buscadora mal regulada vai levar a muitas frustrações.
Outra questão é preparar o arsenal para esta navegação. Em geral utilizo um bom Atlas Celeste e um programa planetário. Indico o de autoria de Will Tirion. Sky Atlas 2000.0 . Outra opção boa, ainda que mais limitada e´o Guia Ilustrado Zahar Astronomia de Ian Ridpath Como programa utilizo dois de forma igual. O Stellarium e o Cartes du ciel. Ambos disponiveis gratuitamente na web. A apresentação do Stellarium é imbativel . Mas o Cartes du Ciel conta com maior data base.
Gosto também de ter sempre por perto um binoculo 10x50mm. Pode ser um bem barato. Nada que voce precise se preocupar em deixar cair , bater e etc... Ele vai servir para dar rapidas escaneadas na região que voce pretende explorar mais a fundo com seu telescópio.
Por fim gosto de ter um roteiro planejado . Dependendo do que voce for observar você vai precisar de diferente oculares. E nada como as ter organizadas previamente. Quando voce for procurar suas oculares no escuro e quiser preservar ao maximo sua visão noturna voce deve possuir apenas o necessario . Assim não se enrola com diversas oculares e acaba por ter que rastrear M106 pela segunda vez . Quando vou observar principalmente D.S.O . prefiro ter uma Wide field no Telescópio e uma ocular que me permita uma maior magnificação. Porém nada exagerado. Nestes dias posso deixar de lado minhas barlow´s . Elas tornam a imagem muito escura quando caçando por "faint fuzzies" . Ao dobrar o a distancia focal do telescopio elas dobram também o razão focal. Ou seja seu telescópio que é um f8 em um f16. Muito escuro para o céu profundo. Mas se voce planeja ver estrelas duplas ou planetas elas serão de grande valia.
Eu gosto também de ter uma mesa onde posso colocar o Atlas e o Computador . Bem como possuir uma lanterna de luz vermelha para quando necessitar ver o atlas ou qualquer outra coisa. Alguns Lapis HB, h e B e Papel é uma boa idéia para realizar alguns esboços do que foi observado e servir de base para os renders no Photo Shop.
Espero que minhas manias possam ajudar...terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Observando M78
Observando M 78
Outro objeto do catalogo Messier que se mostrou arredio. Foram varias tentativas até de fato conseguir o log..
Na verdade ele se revelou com o uso de uma engenhosa artimanha. Com o uso desta técnica ele é um objeto facilmente localizável.
O instinto nos diz que devemos começar localizando Alnitak na buscadora e a partir desta estrela achar M78. É possível. Porém a região é rica e se perder é fácil. Mas há uma forma muito mais simples.
Centralize Mintaka (a estrela mais ao norte do cinturão de Orion, também chamado de as Três Marias.). Acione o cronometro e em treze minutos M78 estará dentro do campo com uma ocular wide angle ( 25mm ou maior).
Fiquei fascinado com isto e repeti a operação algumas vezes. Uma única vez a nebulosa não apareceu imediatamente. Mas bastou uma leve escaneada para localizá-la. Você vai perceber de forma discreta sua presença em uma buscadora 9x 50 mm.
M78 é a mais brilhante nebulosa de reflexão em todo o firmamento. Magnitude 8.3.
É uma área de formação estelar e apresenta um aglomerado galáctico junto com o conjunto da obra.
Foi descoberta por Mechain no inicio de 1780 e incluída por Messier e seu catalogo em 17 de dezembro do mesmo ano.
A nebulosa pertence ao complexo de Orion que se centraliza junto a M 42 e está a 1600 anos luz da terra.
Como uma nebulosa de reflexão m78 é formada por poeira interestelar que difunde e espalha a luz de estrelas azuis (tipo B jovem). Sua natureza foi descoberta por Vesto M. Slipher do Lowell Observatory em 1919.
M 78 tem quase 4 anos luz de extensão. Voce irá notar algumas estrelas que são responsáveis pelo brilho da nebulosa . São elas HD 38563A, e HDE 38563B, ambas de 10 magnitude visual.
Um belo achado...
Outro objeto do catalogo Messier que se mostrou arredio. Foram varias tentativas até de fato conseguir o log..
Na verdade ele se revelou com o uso de uma engenhosa artimanha. Com o uso desta técnica ele é um objeto facilmente localizável.
O instinto nos diz que devemos começar localizando Alnitak na buscadora e a partir desta estrela achar M78. É possível. Porém a região é rica e se perder é fácil. Mas há uma forma muito mais simples.
Centralize Mintaka (a estrela mais ao norte do cinturão de Orion, também chamado de as Três Marias.). Acione o cronometro e em treze minutos M78 estará dentro do campo com uma ocular wide angle ( 25mm ou maior).
Fiquei fascinado com isto e repeti a operação algumas vezes. Uma única vez a nebulosa não apareceu imediatamente. Mas bastou uma leve escaneada para localizá-la. Você vai perceber de forma discreta sua presença em uma buscadora 9x 50 mm.
M78 é a mais brilhante nebulosa de reflexão em todo o firmamento. Magnitude 8.3.
É uma área de formação estelar e apresenta um aglomerado galáctico junto com o conjunto da obra.
Foi descoberta por Mechain no inicio de 1780 e incluída por Messier e seu catalogo em 17 de dezembro do mesmo ano.
A nebulosa pertence ao complexo de Orion que se centraliza junto a M 42 e está a 1600 anos luz da terra.
Como uma nebulosa de reflexão m78 é formada por poeira interestelar que difunde e espalha a luz de estrelas azuis (tipo B jovem). Sua natureza foi descoberta por Vesto M. Slipher do Lowell Observatory em 1919.
M 78 tem quase 4 anos luz de extensão. Voce irá notar algumas estrelas que são responsáveis pelo brilho da nebulosa . São elas HD 38563A, e HDE 38563B, ambas de 10 magnitude visual.
Um belo achado...
Observando M1
Observando M1
Ontem à noite decidi localizar M1 de qualquer forma. No ultimo log. que apresentei (veja aqui) conto como fracassei miseravelmente na localização destes resquícios de Super Nova.
M 1 é bem tênue e apesar da enganadora magnitude de 8.4 é um alvo difícil em condições abaixo de ideais.
Assim sendo deixei que meus olhos se acostumassem bem à escuridão e tentei evitar todos os focos de Luz que poderia danificar minha visão noturna.
Como de habito comecei regulando as minhas buscadoras e as ajustando da melhor forma possível. Utilizo sempre duas buscadoras. Uma de L.E.D. e minha cara 10x50mm. Com a primeira chego bem perto e com a segunda navego com mais precisão.
Localizo Zeta Tauri. Abro o Sky Atlas 2000.00 (do Will Tyrion) no mapa mais adequado e começo a procura. O problema é que não é possível avistar o menor indicio da nébula pela buscadora. Desta forma me resta centralizar em Zeta utilizando a minha ocular de 25 mm Wide angle e escanear a área que o mapa me indica.
Não chega a demorar. M1 é próxima a Zeta mas nem tão próxima quanto poderia parecer pelo meu mapa. Com o uso de visão periférica percebo a nébula pela ocular. Conforme vou me adaptando a nebulosidade se torna mais clara. É muito tênue. Cobre uma área considerável do centro da ocular. Substituo a 25 mm por uma 17 mm. Percebem-se mais claramente os contornos da Nebulosa. Somente isto. Não percebo estrutura de espécie alguma. Fico olhando e resolvo tentar a 10 mm. A imagem fica mais escura e difícil de perceber. O melhor resultado foi com a 17 mm.
M 1 é chamada pelo apelido de Nebulosa do caranguejo . O formato é bastante obvio. Descoberta em 1731 por John Bevis esta nebulosa é fruto de uma explosão de Super Nova.
Esta foi registrada por astrônomos chineses no ano de 1054 A.D..
Charles Messier inaugura seu catalogo ao redescobrir esta nébula enquanto procurava pelo retorno do Cometa de Halley em 1758. Esta foi a primeira entrada de seu catalogo de objetos que não deveriam ser confundidos com cometas. De fato a nebulosa lembra muito um cometa sem cauda.
Esta localizada há 6300 anos luz da Terra.
No seu coração pulsar uma estrela de Nêutrons. A nébula consiste do material ejetado pela Supernova, tem cerca de 10 anos luz de diâmetro e esta se expandindo a cerca de 1800 km/s.
M1 é enganadoramente fácil de localizar. A menos que você possua um “céu de cristal” ela não será percebida com sua buscadora ou binóculo 10X50. Você deve já estar com os olhos bem adaptados. A nebulosa se expande muito rapidamente e vai se tornando cada vez mais tênue. Quando Messier a inclui em seu catalogo ela era consideravelmente mais brilhante.
Um belo objeto que apresenta grande valor para cosmologia. Em seu interior está o primeiro pulsar identificado. É a estrela de nêutron que restou da Super Nova de 1054. Ela emite 100.000 vezes mais energia que nosso sol e possui tamanha densidade que toda matéria presente em nosso sol esta comprimida em uma área pouco maior que o Leblon. Esta energia é que ilumina . a nebulosa.
Bons céus
Ontem à noite decidi localizar M1 de qualquer forma. No ultimo log. que apresentei (veja aqui) conto como fracassei miseravelmente na localização destes resquícios de Super Nova.
M 1 é bem tênue e apesar da enganadora magnitude de 8.4 é um alvo difícil em condições abaixo de ideais.
Assim sendo deixei que meus olhos se acostumassem bem à escuridão e tentei evitar todos os focos de Luz que poderia danificar minha visão noturna.
Como de habito comecei regulando as minhas buscadoras e as ajustando da melhor forma possível. Utilizo sempre duas buscadoras. Uma de L.E.D. e minha cara 10x50mm. Com a primeira chego bem perto e com a segunda navego com mais precisão.
Localizo Zeta Tauri. Abro o Sky Atlas 2000.00 (do Will Tyrion) no mapa mais adequado e começo a procura. O problema é que não é possível avistar o menor indicio da nébula pela buscadora. Desta forma me resta centralizar em Zeta utilizando a minha ocular de 25 mm Wide angle e escanear a área que o mapa me indica.
Não chega a demorar. M1 é próxima a Zeta mas nem tão próxima quanto poderia parecer pelo meu mapa. Com o uso de visão periférica percebo a nébula pela ocular. Conforme vou me adaptando a nebulosidade se torna mais clara. É muito tênue. Cobre uma área considerável do centro da ocular. Substituo a 25 mm por uma 17 mm. Percebem-se mais claramente os contornos da Nebulosa. Somente isto. Não percebo estrutura de espécie alguma. Fico olhando e resolvo tentar a 10 mm. A imagem fica mais escura e difícil de perceber. O melhor resultado foi com a 17 mm.
M 1 é chamada pelo apelido de Nebulosa do caranguejo . O formato é bastante obvio. Descoberta em 1731 por John Bevis esta nebulosa é fruto de uma explosão de Super Nova.
Esta foi registrada por astrônomos chineses no ano de 1054 A.D..
Charles Messier inaugura seu catalogo ao redescobrir esta nébula enquanto procurava pelo retorno do Cometa de Halley em 1758. Esta foi a primeira entrada de seu catalogo de objetos que não deveriam ser confundidos com cometas. De fato a nebulosa lembra muito um cometa sem cauda.
Esta localizada há 6300 anos luz da Terra.
No seu coração pulsar uma estrela de Nêutrons. A nébula consiste do material ejetado pela Supernova, tem cerca de 10 anos luz de diâmetro e esta se expandindo a cerca de 1800 km/s.
M1 é enganadoramente fácil de localizar. A menos que você possua um “céu de cristal” ela não será percebida com sua buscadora ou binóculo 10X50. Você deve já estar com os olhos bem adaptados. A nebulosa se expande muito rapidamente e vai se tornando cada vez mais tênue. Quando Messier a inclui em seu catalogo ela era consideravelmente mais brilhante.
Um belo objeto que apresenta grande valor para cosmologia. Em seu interior está o primeiro pulsar identificado. É a estrela de nêutron que restou da Super Nova de 1054. Ela emite 100.000 vezes mais energia que nosso sol e possui tamanha densidade que toda matéria presente em nosso sol esta comprimida em uma área pouco maior que o Leblon. Esta energia é que ilumina . a nebulosa.
Bons céus
M 1 esta indicada pela seta colorida.(clique para ampliar)
Astrolog 30 de Janeiro 2011
Astrolog 30 de janeiro de 2011
Búzios
Newtoniano 150 mm e Bino 10x50
Seeing 3,5 (pouco vento)
Pode-se perceber a via láctea claramente.
A noite de hoje teve um adendo. Meu primo veio nos visitar e assim preparei uma serie de Show pieces que pudesse localizar facilmente e que fossem bonitos o suficiente.
Começamos pelo falso cruzeiro onde apresento IC 2391. Aglomerado da Pequena Cassiopéia.
Um Salto dentro do Falso Cruzeiro e paramos em NGC 2516. Este impressiona mais. Muito rico.
Apresento Orion ao amigo e os principais landmarks do céu de Verão. Sirius para um lado a
Aldebarã para o outro. Empresto-lhe o binóculo e apresento as Plêiades e as Hyades.
Claro que não podia deixar de apresentar M42, a grande nebulosa de Orion. Impressiona a todos em 120x. Trapézio claramente resolvido.
Um favorito e visitamos M35 enquanto explico a possibilidade de se prever o tempo através da visibilidade de certos aglomerados. Amanhã será um dia radiante.
Uma vez em Gêmeos eu não podia deixar de localizar NGC 2129. Escapou-me ontem à noite. Com o auxilio do Sky Atlas não foi difícil. Ele se revela à buscadora. Bem denso e interessante. Uma versão reduzida de M35. Diria que o caçula dos dois aglomerados mais interessantes de Gêmeos.
Nebulosa de Eta Carina. Sensacional a 120x. Diversas linhas negras e muita estrutura. Aglomerados abertos por todos os lados. Um das áreas mais ricas em D.S.O.s que conheço.
M 78 revisitada para sketch. Impressiono-me como o método de centralizar Mintaka e aguardar a nebulosa de reflexão “se achar”. Extremamente preciso. Fiz um rápido esboço.
Por fim, já só, Visito Câncer. M44 e M67. Com Binóculo 10x50mm. O primeiro é obvio e resolvendo algumas estrelas. O segundo somente uma pequena mancha triangular.
Diversão sim... Começo a vislumbrar o outono as voltas com o Reino das Galáxias. Leão seguido de Virgem já dão suas caras e por volta de 2:00 estão em boa posição. Vai melhorar ainda mais. Saturno nasce e é hora de dormir.
Bons céus.
Búzios
Newtoniano 150 mm e Bino 10x50
Seeing 3,5 (pouco vento)
Pode-se perceber a via láctea claramente.
A noite de hoje teve um adendo. Meu primo veio nos visitar e assim preparei uma serie de Show pieces que pudesse localizar facilmente e que fossem bonitos o suficiente.
Começamos pelo falso cruzeiro onde apresento IC 2391. Aglomerado da Pequena Cassiopéia.
Um Salto dentro do Falso Cruzeiro e paramos em NGC 2516. Este impressiona mais. Muito rico.
Apresento Orion ao amigo e os principais landmarks do céu de Verão. Sirius para um lado a
Aldebarã para o outro. Empresto-lhe o binóculo e apresento as Plêiades e as Hyades.
Claro que não podia deixar de apresentar M42, a grande nebulosa de Orion. Impressiona a todos em 120x. Trapézio claramente resolvido.
Um favorito e visitamos M35 enquanto explico a possibilidade de se prever o tempo através da visibilidade de certos aglomerados. Amanhã será um dia radiante.
Uma vez em Gêmeos eu não podia deixar de localizar NGC 2129. Escapou-me ontem à noite. Com o auxilio do Sky Atlas não foi difícil. Ele se revela à buscadora. Bem denso e interessante. Uma versão reduzida de M35. Diria que o caçula dos dois aglomerados mais interessantes de Gêmeos.
Nebulosa de Eta Carina. Sensacional a 120x. Diversas linhas negras e muita estrutura. Aglomerados abertos por todos os lados. Um das áreas mais ricas em D.S.O.s que conheço.
M 78 revisitada para sketch. Impressiono-me como o método de centralizar Mintaka e aguardar a nebulosa de reflexão “se achar”. Extremamente preciso. Fiz um rápido esboço.
Por fim, já só, Visito Câncer. M44 e M67. Com Binóculo 10x50mm. O primeiro é obvio e resolvendo algumas estrelas. O segundo somente uma pequena mancha triangular.
Diversão sim... Começo a vislumbrar o outono as voltas com o Reino das Galáxias. Leão seguido de Virgem já dão suas caras e por volta de 2:00 estão em boa posição. Vai melhorar ainda mais. Saturno nasce e é hora de dormir.
Bons céus.
Marcadores:
astrolog,
D.S.O.,
Desenho,
logs,
Observação
Assinar:
Postagens (Atom)






