sábado, 29 de janeiro de 2011

Astrolog- 28 de janeiro 2011

Búzios 28 janeiro 2011


Seeing 3

Newtoniano 150 mm

Continuando a leitura de minha revista (Sky and Telescope) vejo um artigo devotado a Touro. Uma das mais antigas constelações. Talvez a mais antiga. Os babilônios já notavam a semelhança.

Como não poderia deixar de ser início buscando por M1, a nebulosa do caranguejo. Um equivoco. Com os olhos ainda mal acomodados não vi nada. M1 nunca é fácil para mim.

Vamos à busca de novidades. Ngc 1647. Partindo de Aldebarã. Com a buscadora não acho nada. As Hyades desconcentram. Com a ocular de 25 mm parto novamente de Aldebarã. Funciona. Um interessante aglomerado galáctico. Dezenas de estrelas, não muito condensado. Com leve concentração central. Pouca. Olho pela buscadora e percebo tênue claridade.

Me canso do Touro. M1 se recusa a mostrar sua cara.

Olho para o Sul e percebo diversos objetos do Catalogo Lacaille a olho nu. Em um rápido tour observo os meus já velhos conhecidos. Plêiades do Sul, a nebulosa de Carina, Ngc 3532, Caixa de Jóias e por fim IC 2391. O Ultimo é um dos meus aglomerados favoritos. O vi pela primeira vez aqui em Búzios usando um binóculo de 15x80 de muito baixa qualidade. Não o localizava em nenhum dos mapas que possuía. Posteriormente o localizei com o Cartes Du Ciel e descobri o Catalogo Lacaille.

Retorno para o norte. M 78 é uma pedra no meu sapato. Tentarei uma técnica nova. No livro Skywatch Phill Harrington propõe uma boa idéia. Coloque Mintaka no centro da ocular e espere.

Faço uma simulação no Stellarium e percebo que pode funcionar. Em 13 minutos saberei.

Dá certo. Percebo claramente a nebulosa e três estrelas envolvidas. Bem pequena. Ocular 25 mm. Com a Barlow não vejo nada. E com a 10 mm percebo mais claramente as estrelas que a nebulosidade. Use pouca magnificação.

Vou novamente a M 35. Pretendia localizar Ngc 2129. Não acho nada. Já vai baixo ao horizonte.

Uma visita a Câncer. M 44 se espalha por uma área enorme. Percebe-se a olho nu.



Uma rápida visita a Saturno com 240 X e encerro a noite. Bastante proveitosa ainda que com certo vento. M 78 me deixou muito feliz. A mais de dois anos me iludia.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Astrolog 27 janeiro de 2011- estrelas duplas e outras cositas más

O Nuncius ainda insiste e mantém uma assinatura da Sky and Telescope. De Papel.


Me esforço para aguardar sua chegada e evito fazer o download gratuito que é facilmente obtido.

Este mês (edição de fevereiro de 2001) Uma das matérias de capa foi sobre as melhores estrelas duplas de inverno (para os boreais).

O Nuncius nunca foi muito afeito ao esporte. Trabalhar com grandes aumentos, pouco eye relief, seeing...

Mas a tal matéria me convenceu a realizar (pelo menos em parte) o tour apresentado.

Búzios 28 de janeiro de 2011

Equipamento: Refletor newtoniano 150 mm 1200 mm DF

Oculares SP 10 mm, 17 mm, 25 mm e Barlow 2x

Seeing – 2,5

Transparência Boa



A noite bem ventosa.

Resolvo começar pela primeira oferta do artigo. Rigel. A estrela mais brilhante de Orion. Apesar de tanta imponência eu nunca a tinha observado com aparelhos...

È uma estrela dupla. Só consegui resolver com 240x. Uma parceira bem pequena e de luz branca a cerca de 190º. Entre sete e oito horas. Foi mais difícil do que previsto pela matéria da S&T.

Próximo passo é Beta Monoceros. Mais fácil. Apesar de ser necessário estar com os olhos mais adaptados para iniciar a navegação. Demorei um pouco para localizar algo entre Sirius e Alnitak. Você (eu) só vai ver duas estrelas nesta área do céu. Beta é a mais brilhante e mais próxima a Sirius. Resolve-se em um sistema triplo de sóis esbranquiçados. 120x

Próxima tentativa é Sirius. Não consigo resolver. A matéria diz que a sua companheira, no momento, esta se afastando de Sirius A e deve se tornar alvo mais fácil r durante os próximos anos.

Como ultimo alvo resolvo visitar Sigma Orionis. Um objeto que consta em quase todos os meus livros. E que nunca tinha visitado. Fácil de localizar a partir do cinturão de Orion forma um triangulo com Alnitak e Alnilam na buscadora. Resolvo três estrelas a 120x; Melhor em 240x. Emoldurado por outro sistema múltiplo . Veja desenho.

Deixei algumas das ofertas para o dia de amanhã. Estrelas Duplas é um bom programa e desenvolve habilidades distintas da observação de céu profundo. São menos sensíveis a problemas de Poluição Luminosa e mais sensíveis a questões de seeing. É FUNDAMENTAL UM TRIPÉ BEM ESTAVEL.

Já é mais tarde e parto a caça de alguns aglomerados com meu Binóculo. 10x50mm

M 45 e Hyades. Sempre espetaculares. São objetos binoculares. Pouca magnificação e grande campo são necessários para se observar estes aglomerados galácticos em toda sua grandeza.

M38 e M36 em Auriga. São objetos Telescópicos. Denunciam-se na buscadora, mas se resolvem somente com mais magnificação. 60x . M38 esta para M36 como M7 esta para M6. M36 parece-me mais distante.

O próximo objeto da noite foi M35. Um belo espetáculo junto a HIP29655 em Gêmeos. 60x

Visito M42 de Binóculo. Um passeio por Orion é espetacular com o pequeno binóculo. Campos estelares e aglomerados por todos os lados. Muitas estrelas brilhantes.

Ngc 4755, A caixa de jóias. Um espetáculo a 120x. Conto dezenas de estrelas. É um dos mais belos e também mais fáceis aglomerados abertos.



Omega Centauro - É impressionante. Em 120 x resolve-se em centenas de estrelas pelas bordas. É enorme. Cobre todo campo da ocular.Em 240 x é até estranho. De clara origem galáctica.

Por fim Saturno nascendo ao leste. Dispensa comentários. Três (quatro?) luas. Dione , Réia, Titã e Tétis. Estrutura nos Anéis com 140x. Neste momento a lua começa a nascer a Leste. Já vai bem tarde. Amanhã tem mais. Outra matéria da S&T me chama atenção. Que soltem o touro...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O Catalogo J.E.S.S. de Objetos Estelares- Estrelas Duplas de José Eustaquio

As Estrelas Duplas de José Eustaquio


José Eustaquio também deixou entre seus poucos manuscritos um especialmente interessante: Sistemas Múltiplos.

Tanto ele como Dom João não eram grandes interessados em estrelas múltiplas. Ou pelo menos não deixaram muito material relacionado ao assunto.

Os escritos de José foram muito mal conservados. Provavelmente sobreviveram a pelo menos um naufrágio. Depois de Muita luta consegui extrair algumas estrelas que pertenciam a um manuscrito intitulado “Grupos Estelares”.

As primeiras entradas foram facilmente identificadas. Consistiam nas estrelas duplas Encontradas no Cruzeiro do Sul. Assim sendo temos Acrux que se trata de um sistema triplo. Devido ao afastamento do terceiro membro José considerava este um sistema duplo. É facilmente separável mesmo com pequenos instrumentos.

Outra entrada facilmente identificável é referente à Alfa Centauro. Um pouco mais difícil de ser separada.

Uma dupla ótica que ele se referia com especial afeição é a Rubiácea, no norte do Cruzeiro. Com grande separação e forte contraste de cores apresenta belo efeito.

Junto a cinturão de Orion, ele descreve um grande sistema múltiplo. Provavelmente Sigma Orionis fazendo par com Struve 761. Ele descreve um sistema com sete estrelas. A soma dos dois leva a crer que ele associava estas duas estrelas múltiplas como um único asterismo.

Outra entrada duvidosa é Beta Monocerotis. Ele se refere a uma brilhante estrela entre o cinturão de Orion e Sirius. Esta se revela como um sistema triplo com sóis azulados quando vista por seu telescópio.

Há outra entrada que me parece ser possível de identificar. Ele se refere a um sistema duplo de grande contraste de cores junto à cauda do cão. A presença de um “cardume” na região faz-me crer que seja h3945 (John Herschel 3945). Esta é um belo par vermelho e azul. O cardume seria o Aglomerado aberto a redor de Tau Canis Major.

Este manuscrito possui diversas outras entradas, mas encontra-se em péssimo o estado. Continuo trabalhando na recuperação deste alfarrábio e espero em breve poder apresentar mais resultados.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Cão Maior


Cão Maior é um dos cachorros de Orion. Foi posto no céu junto com seu parceiro Cão Menor. Ambos por Zeus como a maioria dos presentes.


O Cão maior é uma das constelações favoritas do Nuncius. Esta época do ano ele anoitece com você. Logo ao inicio da noite ele se encontra em posição confortável a leste. Por volta da Meia noite ele estará praticamente no Zênite. É temporada de caça.

É das poucas constelações que posso imaginar. Parece um cão. Assentada na Via Láctea é reino de aglomerados abertos. Como diria José Eustaquio área de pesca...

Costumo iniciar os trabalhos com Sirius (α Cma). É a estrela mais brilhante no céu noturno, com uma magnitude aparente de −1,46. É o nosso farol.

Bastante próxima (2.64 pc) e apresentando uma companheira que pode ser avistada com telescopios de médio (grande) porte. Ela é perfeita para afinar minhas buscadoras e daí partir em busca do céu profundo . Apresenta uma rica história.

Outras estrelas famosas em Canis Major( seu nome mais nobre) são : Mirzam , Wezen , Adhara e Aludra ( a menos brilhantes delas e que marca a ponta do rabo.)

A partir de Sirius , logo “abaixo” , você vai achar M41. É em geral minha segunda parada. Este aglomerado aberto pode ser notado como uma sutil nebulosidade em locais muito escuros. Brilhando com 4,5 mag e apresenta uma dimensão de 38´. Foi catalogado por Hodierna no Sec. XVII. Aristotles talvez tenha registrado este aglomerado cerca de 300 ac. Isto faria dele o objeto mais tenue registrado na antiguidade.

A seguir costumo fazer o que chamo de Tour de Collinder. São tres aglomerados do catalogo Collinder que se dirgem para cauda do cão em direção a constelação de Puppis.

São eles Cr 121 , 132 e 140 . Todos bem claros e grandes. Bons alvos Binoculares. Fechando o Tour Collinder fica Cr135 ao redor de Pi Puppis .

Voltando para a area em volta do Rabo do Cão não podemos esquecer um dos favoritos do Nuncius :Tau Canis (NGC 2362) . A redor da estrela Tau do cão em belissimo aglomerado em forma de catavento. Devido ao brilho de Tau ele é melhor visto com certa magnificação e com intrumentos maiores. De Binoculo é dificil separar o aglomerado de Tau.

Muito perto podemos ver NGC 2354 . Maior e mais esparso. Mag. 6.5.

Eu costumo utilizar Sirius e Mirzam para achar M47 e consequentemente M46. Assim como Collinder 135 este aglomerados residem em Puppis . Eu os considero sempre parte do tour do Cão. Valem a pena . M47 sera facil na buscadora. M46 esta por perto.

Por fim um alvo bem dificil. Junto a Adhara . Com magnitude 11.2 um dos objetos mais tenues que já vi. Somente com “ averted vision”. Um Ponto . De dimensão estrelar. NGC 2325. No mesmo campo (120x) uma estrela muito tenue. Uma Galaxia na borda da Via Lactea. Descoberta por John Herschel em 1837. Eliptica. Parece um minusculo globular.

Cão Maior apresenta mais segredos . A temporada de caça esta aberta.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

NGC 3114



 Ngc 3114 é um belo aglomerado aberto em Carina. Desenho feito com lápis HB e H e renderado no Photo shop  O detalhes desta observação podem ser vistos em http://www.nunciusaustralis.blogspot.com/2010/12/astrolog-19-de-dezembro-de-2010.html

Visite também http://www.univie.ac.at/webda/cgi-bin/ocl_page.cgi?cluster=ngc+3114

E depois de Layers e mais Layers no Photo Shop ...

sábado, 1 de janeiro de 2011

Porque o ano começa em 1 de Janeiro.

O fato do ano iniciar-se no dia 1 de Janeiro é de certa forma arbitrário. Mas...
A nossa moderna celebração do ano novo nesta data advêm do antigo costume romano de se festejar o Deus Janus neste período. Janeiro vem de Janus.
Este é comumente representado por duas faces . Uma olhando para trás , para o passado e outra para frente ( o futuro).
1 de Janeiro é perfeitamente lógico para se comemorar um outro inicio. Logo após o solstício de inverno (no hemisfério norte) os dias começam a se tornar sensivelmente mais longos. Um fato que é claramente percebido por sociedades agrícolas.
Por fim é também próximo ao momento em que a Terra se encontra mais próxima do sol.
Este ano a terra se encontrará a menor distancia do sol no dia 3 de Janeiro.
Somente no séc XVI que tornou-se comum o ano novo em 1 de Janeiro. Durante a idade média foi habito  se comemorar o ano novo nos meados de Março.

Feliz ano novo.