quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Cometa C / 2012 S1 ( ISON)- Será que é desta vez?

   Ikeya-Seki (1965)- O mais brilhante do Seculo e quiçá em milenios
(Mag. -10)


Eu comecei a observar o céu de uma forma mais obsessiva quando descobri um catalogo elaborado por um caçador de cometas. Desta forma sempre que um cometa se apresenta eu tento avista-lo. Quando me dizem que este vai ser o cometa mais brilhante de todos eu fico doido. Talvez mais brilhante que o Ikeya. Como cantam por aí: Tomara meu deus tomara...
O cometa C/2012 (ISON) irá se encontrar em seu periélio em exatamente 1 ano (escrevo estas linha no dia 28 de novembro de 2012) e se anuncia como o cometa mais brilhante visto por algum ente vivente.
Ele foi descoberto pelos astrônomos russos Vitali  Nevsky e Airton Novichonok com imagens obtidas  em 21 de setembro de 2012. Eles usavam o telescópio de 400 mm  do Observatório Kislovodsk , o qual faz parte da “ Russias International Scientific Optical Network.”  ISON..
Cometas já fizeram de bobos astrônomos de muito mais experiência que eu. Mas o astrônomo é antes de qualquer coisa um forte. E como um bom conquistador do inútil a esperança é o que nos move.
Desta forma vamos ao que importa. Como serão as condições de observação do que pode vir a ser o maior espetáculo da terra em 2013.
Nunca é suficiente lembrar que é perigoso olhar objetos muito próximos ao sol. Use de prudência. Como dizem os americanos:“at your own risk”...

Como já diz o nome o periélio é o momento que o cometa se encontra mais perto do sol Assim sendo o cometa vai estar a menos de 2º do sol. Cuidado para não ficar cego. Mas ele provavelmente dará um show no amanhecer. Seu horizonte leste tem que ser limpo. No Rio eu recomendo estar na Pedra do Arpoador. Brilhando (segundo o Stellarium) com impressionantes -6.37 ele vai ser visível e espetacular mesmo com o sol atrapalhando. Ele estará extinto para -2.8. Ou seja, visível mesmo de dia. E sua cauda vai ser uma coisa de doido...
Amanhecer de 28 de Novembro 2013

Mas meu plano de voo começa bem antes disso.

20 Outubro de 2013

Um pouco mais de um mês antes disso, no dia 20 de outubro, ele vai se encontrar do lado de marte no horizonte leste. E estará brilhando com 8ª Magnitude bem perto de marte. Fácil alvo Binocular.
04  Novembro de 2013

No dia 04 de novembro de 2013 ele cruza a barreira da visibilidade a olho nu em ambientes escuros. Estará cruzando o reino das Galáxias entre Leão e Virgem e brilhando com Magnitude 5.9.
Agora as coisas começam a acontecer bem rápido. Ele vai pular uma magnitude a cada três dias ou menos.
18 de novembro 2013

No dia 18 de Novembro ele se encontrará ao lado de Spica (Alpha Virgo) e Brilhando com 2.8 de Magnitude.

E este é meu esboço de observação.  Baixe os elementos orbitais do ISON no Stellarium ou no CdC e fique , assim como eu,tentando descobrir qual será o melhor momento par ver o show...
Grosso modo em outubro e novembro ou eu só vou dormir quando amanhecer ou eu vou ter de acordar por volta das 04h00min AM.
Depois do Periélio...

Depois do periélio a posição vai ficar ruim especialmente aqui das terras austrais. Embora sua cauda enorme provavelmente ainda possa fazer o show. Ele vai estar se pondo antes do sol e você deve aí ir buscar um horizonte oeste liberado. Cuidado com o sol.
Aguardando ansioso...
P.S- 25 de agosto 2013 . Tudo indica que o espetáculo será bem mais modesto do que o previsto...

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O Falso Cruzeiro


               

              A primeira constelação que aprendi a reconhecer foi o Cruzeiro do Sul. E assim achei que nunca mais ia me perder. A segunda não era uma constelação. A Falsa Cruz, ou o Falso Cruzeiro, é um asterismo formado por estrelas de Carina (Quilha) e Velorum (Vela).  E assim aprendi que se perder pode ser bem fácil.

            O Falso Cruzeiro é maior e suas estrelas são menos brilhantes que as do original.  O truque para não confundi-los é procurar pelas brilhantes estrelas Alpha e Beta Centauro. Estas apontam para o Verdadeiro.
            O Falso Cruzeiro é formado por (ordem de magnitude) Delta Velorum, Avior (Épsilon Carina), Aspidiske (Iota Carina) e Kappa Velorum.
            Delta Velorum é um sistema múltiplo. Sua componente A tem uma magnitude aparente de 1.97 e sua companheira B tem uma magnitude de 5.5. Seu período orbital é de 142 anos. A estrela A seria ainda uma dupla espectrográfica e assim o sistema se mostra bem complexo. Delta Velorum é a mais brilhante binária eclipsante conhecida.
            Sua estrela principal já abandonou a sequencia principal e possui 2.5 a massa do sol e é 56X mais luminosa que o Sol.

Avior

            Avior (Épsilon Carina) é um sistema duplo. Seus componentes são separados por 0.46´arcsec. Em tese ao alcance de telescópios de 250 mm segundo Dawes e de um pouco maiores segundo Rayleigh.  O mais interessante sobre Avior é que seu nome, apesar de toda a pompa, não é clássico em sua origem. A estrela foi escolhida, no final dos anos 30, pela RAF (Royal Air Force) como uma das estrelas guias de seu Air Almanac. Das 57 estrelas escolhidas apenas duas não tinham nome. E assim, por vontade de sua Majestade, Épsilon Carina virou Avior e Alpha Pavo virou Peacock...
            Aspidiske por sua vez é grego e vem desde a antiguidade. E a estrela é batizada “Scutulum” em latim e “Turais” (تُرَيْس) em Arábico.   Todos estes nomes significam “escudo”. É uma estrela de magnitude 2.2 e é uma estrela super gigante (Tipo A9). Esta situada há 690 anos luz de nós.  Iota Carina vai ser a Estrela Polar sul por volta do ano 8100.
            E finalmente vem Kappa Velorum, que responde (às vezes) também pelo nome Árabe de Markeb. Isto pode ser traduzido como “Algo para se montar”. Trata-se de uma binária espectrográfica que nunca foi resolvida. Se orbitam em cerca de 116 dias e o par se apresenta sob o tipo B2 IV. Uma subgigante que já consumiu o hidrogênio em seu núcleo.  Markeb substituirá Aspidiske e será a Estrela Polar Sul em 9000.
            Mas o mais interessante sobre a Falsa Cruz é que ela traz dentro de seus campos estelares alguns dos mais belos aglomerados abertos que vão se apresentar no horizonte Sul durante o verão.  E isto quer dizer que ,no Observatório  do Nuncius Australis , serão as estrelas da temporada. E, como bons aglomerados abertos, isto significa um monte de estrelas... O Horizonte sul é o mais protegido da poluição luminosa .

            Vamos então tratar dos DSO´s que cercam o Falso Cruzeiro e tentar não se perder em tantas possibilidades.

10x15sec 

            Ngc 2516 é conhecido também pelo apelido de “Aglomerado do Diamante” por seu brilho. É facilmente percebido a olho nu no prosseguimento do eixo maior da Falsa cruz. Junto a Avior.  O aglomerado cobre a mesma área que uma lua cheia e brilha com 3.8 de magnitude.  Deve ter algo como 135 milhões de anos e já apresenta algumas estrelas gigantes vermelhas. É um aglomerado bem colorido e com diversas duplas. É uma descoberta original de Lacaille em sua viagem para a Cidade do Cabo em 1751-52.

IC 2391 10X 15 sec 

            Seguindo no sentido anti-horário chegamos a Delta Velorum e logo ao lado você perceberá Omicron Velorum. Ele é o membro mais brilhante de IC 2391. Este foi o primeiro DSO que eu “descobri”. E assim um eterno favorito. Ele me lembra da constelação boreal de Cassiopéia e o chamo carinhosamente de “Little Cassiopéia”.
            Antes de mim descobriram o aglomerado Al-Sufi por volta de 964 e o Abbe Lacaille novamente em sua viagem (1751-52). Com a magnitude de 2.5 e com cerca de 30 membros ele se esparrama por 50´. O aglomerado é um jovenzinho de 50 milhões de anos.

DSS

            Bem próximo, a menos de 1´, se esconde de forma mais discreta NGC 2669. Com apenas 12´ e brilhando com magnitude 6.10 este é uma pequena joia e demanda mais atenção para ser observado. E também céus mais escuros.  Este é um desafio para astrônomos urbanos e nunca o vi com menos de 150 mm.  Este é uma descoberta de 1834 feita por John Herschel (o filho) e existem relatos de ter sido percebido a olho nu por AL-Sufi. Seria um feito incrível...
            Outros achados de John Herschel, na contramão do belo Ngc 2516, habitam o prolongamento do eixo maior da Falsa Cruz. Ou seja, próximos a Kappa Velorum. Um é Ngc 2910. Pequenino com apenas 5´deextensão ele é desafio para binoculos e pequenos aumentos . E tem como vizinho Ngc 2925que com 12´é maior, porém mais tênue. Avistar ambos no mesmo campo (ou quase...) é um desafiobinocular para céus bem escuros.


            Junto a Aspidiske você irá localizar a bela e avermelhada estrela N Velorum. E logo a seu lado reside outra descoberta do Abbe Lacaille. IC 2488. Ao contrario do que se pensa o Index catalog elaborado por Dreyer também apresenta alvos para amadores com pequenos telescópios. Não muito, mas este é um deles. Magnitude 7.0 e com 15´de tamanho este DSO é um belo alvo emoldurado por N Velorum. E foi descoberto e redescoberto muitas vezes . El responde também pelos nomes: Lacaille III.4 , Dunlop 330, Mellote 97 e Collinder 208.


            O Falso Cruzeiro é uma região riquíssima da Via Láctea e existem ainda diversos outros DSO´s a serem explorados na região. Espero que essa introdução sirva como um guia útil. 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

NGC 2547 - Os Argonautas e a Cruz de São Pedro



Esta época do ano começa a desfilar pela janela do Nuncius Australis a antiga constelação de Argo. Ao contrario dos navios “terrestres” (eu sei que soa um contra senso...) este aqui mostra primeiro a Quilha e a Popa surgindo do horizonte para só depois apresentar sua Vela. E o tecido desta é a Via Láctea e seus aglomerados galácticos. Também conhecidos como aglomerados abertos. Cardumes de estrelas.
Barco, mar, cardumes. O céu parece querer contar uma história.
Argo é o mitológico navio que levou Jasão e os Argonautas (entre eles Castor e Pollux que agora habitam em outra constelação) em sua busca pelo velocino. O velo era a lã de ouro do carneiro alado Crisómalo.
Jasão é possivelmente o primeiro corsário da história.
Embora retratado como um herói no épico de Apolônio de Rhodes, Argonautica  ( 3 A.C.),  ele pode ser entendido como um pirata. Um corsário sem sua carta de corso.
O herói de um país é muitas vezes o pirata de outro.

Jasão e os argonautas ( 1963)

O Rei Aeetes sabia bem disso e disse para Jasão (como no clássico filme de 1963...):
-Eu sei que vieste pelo velocino.  E sei também que se não o conseguir pela barganha vais conseguir de outra forma. Vais rouba-lo. E assim sendo não posso mais considera-los bem vindos. Terei que trata-los como merecem. Como ladrões, piratas e assassinos.
Mas nosso galã pirata consegue a ajuda (e a paixão) de Medea. Filha de Aeetes. E Esse docinho de moça, depois de matar seus dois filhos e desmembrar seu irmãozinho, acaba por ajudar nosso pirata-herói a matar o dragão que protege Crisómalo e pegar o Velo de Ouro.
Depois de achar os métodos de Medea um pouco exagerados Jasão se arranca e abandona a feiticeira a ver navios. Literalmente.
Como O´Meara nos conta Julius Staal em seu “Novos Padrões no Céu” explica claramente como a história de Jasão e os Argonautas se conecta com o passeio do sol pelo zodíaco.
Stall explica que Jasão esta representado no céu por Ophiucus.  Aeetes é o rei Perseu, constelação que representa todos os reis de todas as histórias.  Algol (Beta Persei), a estrela demônio, é Medea. E os membros despedaçados de seu irmãozinho são as estrelas de Auriga flutuando pela via láctea. E Argo Navis é o barco dos Argonautas. Curiosamente a constelação é conhecida pelos romanos como Navigium Predatorium (Navio Pirata).
A cereja do bolo é o fim da constelação. Abbe Lacaille em sua viagem (1751-52) a cidade do Cabo tem um arroubo “medeatíco” e desmembra a constelação de Argo. E ele se torna as modernas constelações de Carina (Quilha), Puppis (Popa), Pixis (bussola) e Vela. Ele criou ainda a finada constelação de Malus (Mastro).
Nosso querido Abade ainda descobriu 42 “nebulae”.
Entre elas se encontra Ngc 2547. É o Objeto classificado por Lacaille como Lac III.2. Ou seja, uma estrela acompanhada de nebulosidade (classe III de sua classificação).
Isto apenas implica que ele não conseguia resolver, com seu minúsculo refrator de 15 mm com um aumento de apenas 8X, este belo aglomerado aberto situado junto Gama Vela.
Ele descreve o aglomerado da seguinte forma: “Cinco fracas estrelas que lembram a letra T envolta em névoa”.
Cabe a Dunlop ser o primeiro a resolver o aglomerado na integra e através de seu refletor de 228 mm f10 ele viu “Um curioso arranjo de bonitas pequenas estrelas de diversas magnitudes... Não existe nenhuma nebulosidade na área.”.
15 exp. x15 seg. DSS+PS


Localizar Ngc 2547 é bastante fácil. Centralize a buscadora em Gama Velorum, que é uma dupla ótica e o aglomerado vais estar no campo de qualquer buscadora ótica que eu conheça.

Um dado interessante sobre Gama Velorum ² (a companheira mais apagada de Gama Velorum ¹) é que apesar das aparências ela é muito mais brilhante (de forma absoluta) que a matriz. Trata-se da mais brilhante e possivelmente a mais maciça estrela Wolf–Rayet conhecida.  
Estrelas Wolf-Rayet são estrelas extremamente luminosas e quentes em um avançado estado de evolução. Elas liberam massa na forma de violento vento estelar que pode atingir até 3.000 Km/s. Elas podem atingir temperaturas de até 60.000K e estão fadadas a morrer em poucos milhões de anos em uma explosão de supernova.

Ngc 2547 se apresenta em meu 150 mm como um agrupamento relativamente esparso contendo algumas dezenas de estrelas brancas. E cobre uma área considerável de minha ocular 25 mm Wide Field e é um dos abertos mais interessantes de Vela. È possível associar a visão ao formato de uma cruz . Isto explica seu apelido de Cruz de São Pedro. Outro apelido é o da esquecida  constelação  de Lacaille, Maltus. Também devido a forma do aglomerado. Cada um vê o que quer...
Archinal e Hynes listam mais de 112 membros cobrindo uma área equivalente a da lua cheia(30´).
Mesmo binóculos pequenos vão revelar o asterismo em forma de “T” que Lacaille se referiu.
É um bom alvo para qualquer tipo de instrumento e se revela bem mesmo em condições de forte poluição luminosa.
Este mês (novembro) ele ainda é um alvo para os insones. Mas ao longo do verão ele começa a se colocar em boa posição cada vez mais cedo. O observei por volta de 01h30min min. Neste momento ele se apresenta em confortável posição para ser visto de minha janela no “Stonehenge dos Pobres”.  
Ele tem uma magnitude de 4.7 e se encontra a 1.400 anos luz de nós. Suas estrelas se encontram espalhadas por uma região de cerca de 10 anos luz.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Aglomerados Abertos e Garças Brancas

Garça Grande Branca a esquerda


Existe certo preconceito, a meu ver, em relação a aglomerados abertos. Com exceção de alguns grandes nomes como as Hiades, Plêiades, M 6 e 7 e uns poucos outros parece existir um consenso de que eles são todos a mesma coisa. 
É mais ou menos como as Garças na Lagoa. Quem já viu uma Garça viu todas as Garças. É um equivoco comum.
Recentemente dei uma função a meu Zenith 20X50. 
Como já tinha ouvido de um amigo em um fórum na web ele era bom mesmo para observar a vida selvagem.
 Não é de fato muito afeito a viagens estelares e locais muito escuros.
 Este outro amigo parece gostar de usar o seu na observação de baleias pelo litoral sul brasileiro.
Este fim de semana foi bem longo. Com feriados na quinta e na terça a cidade parou por quase uma semana. 
Não que isto faça diferença para minha pessoa que trabalha como freelancer e assim não respeita o calendário terrestre. 
Mas...
Saí com minha filha e esposa em uma missão “fotográfico ornitológica” pela Lagoa Rodrigo de Freitas. E assim depois de fotografar diversos pássaros vinha à segunda parte da brincadeira. Descobrir que pássaro era que pássaro.
Nunca tinha brincado disto e apesar do que possa parecer eu não distingo bem um Tico-Tico de um Quero- Quero (bem, nem tanto...).
Por sorte ao voltar do passeio sentei em um botequim próximo de casa.
 Ali encontrei um grande amigo. Biólogo.
Rapidamente ele identificou todos os pássaros. E logo deu seu parecer:
- Nuncius, tratam-sede  uma Garça Grande branca, Uma Garça Pequena branca, uma Rolinha, um Pássaro – preto , dois Pardais , um bem-te-vi  e um Sabiá Laranjeira.
 - Ahh! E o preto de bico vermelho é um Frango da Água, Gallinula Galeata.

Este ultimo em latim me deixou doido.
 Ao chegar a casa fiz uma rápida pesquisa e descobri os nomes científicos deles todos. E no processo aprendi que nem todas as Garças nascem iguais.
Sempre vi Garças maiores e menores em meus passeios por aí. São aves bem comuns.
E sempre pensei que as menores fossem exemplares jovens das maiores. Afinal Garças são como Aglomerados Abertos. Quem viu um viu todos.
Nada como estar errado duas vezes...
A Garça Branca Pequena é uma espécie.  Egretta Thula. E a Garça Branca Grande é outra.  Ardea Alba.
Se você repara bem na foto que abre este post você vai perceber claramente a diferença. Além do obvio tamanho você perceberá que a Garça menor tem o bico preto e os pés amarelos. Já a maior tem o bico amarelo e os pés pretos...
Depois desta ornitologia toda (e de ter ficado usando o Zenith uma tarde inteira) eu não poderia estar deixando de sentir saudades de meu querido telescópio.
Não tinha nenhum plano para observar algo em especial. E meio que ao deus dará eu apontei o Newton na direção do horizonte leste.  E desta forma em direção a Popa do navio.
Como eu ia dizendo aglomerados abertos são que nem as garças. Em uma analise atenta eles são completamente diferente um dos outros embora o embrulho seja semelhante.
E desta forma localizei vários aglomerados que residem muito perto um dos outros e que deveriam ser lembrados com mais frequência. Cada um de seu jeito, mas todos deslumbrantes.
O meu bom telescópio me levou sozinho ao primeiro alvo.   Ou melhor, Pi Puppis fez isto. Ela é uma estrela brilhante e facilmente percebida a olho nu.
É como que a Capital de Cr 135. 
Cr 135
O aglomerado de Pi Puppis se apresenta de forma elegante mesmo com a forte poluição luminosa e ainda baixo no horizonte.  Precisei usar minha 25 mm para englobar todo o aglomerado que se espalha por cerca de 1º.  As quatro estrelas mais brilhantes formam um triangulo quase equilátero. Pi Puppis se apresenta bem avermelhada. Possivelmente devido a estar tão baixa no horizonte. Me lembro dela mais amarelada.  Percebo mais cerca de uma dúzia de estrelas pontilhando a paisagem...
Cr 135 pode ser um asterismo e não possuir suas estrelas relacionadas. Mas vale a visita. E é um excelente começo para o tour de hoje...
A partir de Cr 135 você navegará facilmente até Ngc 2451 utilizando uma buscadora de pelo menos 8X50. Ele se apresentará para ela facilmente. Até mesmo resolvendo-se. Foi , creio, registrado pela primeira vez por John Herschel (o filho). 
Ngc 2451 E 2477

Ele inclui a estrela avermelhada c Puppis de 3.6 mag. E se apresenta bem mais comprimido que Cr 135. Já mostrando claramente que cada aglomerado aberto é único. Dos aglomerados aqui apresentados é meu favorito e deveria ter um lugar de destaque entre aqueles grandes nomes que falei. Com certeza é uma parada obrigatório para qualquer astrônomo amador. E fácil de ser localizado.
Seguindo o curso natural das coisas você irá achar Ngc 2477. Uma descoberta do Abbe Lacaille e incluiddo em seu catalogo entre 1751-52.É a entrad Lac I.3.
Este ainda mais baixo no horizonte e brilhando em modesta 6ª mag. é o mais delicado dos visitados de hoje à noite. E com apenas 20´ (tamanho) ele requer mais atenção junto à buscadora. É mais compacto e suas estrelas mais comprimidas.
Na verdade costumo chegar a ele usando a 25 mm e navegando pelo telescópio. É só seguir uma trilha de estrela. É fácil e sempre chego a ele “meio que” por instinto.  O achei pela primeira vez desta forma...

Daqui volto a Cr 135 e em um rápido pulo chego a outro aglomerado do catalogo Cr.
Collinder 140 é um aglomerado do tipo Plêiades segundo seu descobridor. E é facilmente percebido mesmo a olho nu em locais mais escuros que minha janela. Aqui ele é vitima recorrente da buscadora...

Ele carrega consigo uma história interessante. Seria Cr 140 um dos “objetos perdidos” de Lacaille? A entrada Lac II. 2 de catalogo do Abbe não bate com a posição . Mas a descrição, as circunstancias e outras entradas no antigo catalogo levantam fortes suspeitas. Eu, particularmente, acredito que Cr 140 e Lac II.2 são a mesma pessoa...   

Cr 140 ( Sketch)

Este é semelhante a  Cr135. Um perfeito contraponto para demonstrar que assim como as Garças são os detalhes que contam. Compare os dois e conte as diferenças... Depois me diga.

Apesar da forma , do tamanho e até mesmo a coloração de suas estrelas serem semelhantes eles não podem ser mais diferentes.



Encerrando o um passeio que escapa de figurinhas muito repetidas e que ha muito  não fazia eu visito Cr 132. Este é enorme e me faz passear por ele com a 25 mm calçada no telescópio. Um aglomerado grande... E um grande aglomerado. Outro que deveria ser mais cantando em prosa e verso.


Cr 132 . Um caso raro que é melhor "ao vivo" que em fotografia...


Assim sendo olhe para as coisas com atenção e perceba as diferenças.
Alguém uma vez me disse:
- Devil is on the details.
Com a Beleza também é assim.

sábado, 17 de novembro de 2012

IC 418- A Nebulosa do Espirógrafo

Hubble


            
             Esta nebulosa planetária é muito mais conhecida por suas fotos, em cores falsas, feitas pelo Hubble em 1999 do que por sua verdadeira aparência.
            Membro do Catalogo IC (Index Catalog) compilado por Dreyer entre 1888 e 1907 a maioria dos amadores supõe que esta seja de difícil visualização. Não deixa de ser uma hipótese razoável. A maioria das Nebulosas Planetárias do catalogo IC assim o são.
            Mas trata-se de um terrível preconceito. IC 418 não só esta ao alcance de pequenos telescópios como apresenta alguma cor mesmo em aparelhos bastante modestos.
            Nebulosas Planetárias são os restos de estrelas semelhantes ao nosso sol.
O termo “Nebulosa Planetária” se deve a um mal entendido.
Devido à semelhança visual entre Urano e estes escombros estelares Herschel fez um “melê astronômico linguístico”.  E como ele é o descobridor de Urano e de algumas das primeiras nebulosas planetárias catalogadas não é preciso dizer que o nome pegou...
            Mas devido  ao preconceito com relação ao catalogo IC  o disco que brilha com magnitude 10.7 permanece pouco visitado pelos astrônomos amadores nas noites do verão austral. Provavelmente devido a tanta riqueza no céu do  período. Faço questão de avisar aos incautos que trata-se de um tremendo desperdício. Mas até mesmo o próprio Herschel, em seu sistemático levantamento, deixou IC 418 passar despercebida. Coube a Dreyer identificar esta joia escondida na modesta constelação de Lepus, a Lebre.
            Situada ao pé de Orion a modesta constelação carrega diversos DSO`s em seu campo...

            Para localizar IC 418 parta de Rigel (Beta Orion). Ao sul desta você vai localizar um paralelogramo formado pelas estrelas Iota, Kappa, Lambda e Nu Leporis. Todas entre 4ª e 5ª magnitude. Trace uma linha entre Iota e Nu. Depois dobre esta distancia rumo a leste. No caminho você vai avistar HIP 25353 de 6.5 magnitude. IC 418 estará a aproximadamente 35´ a leste. Com minha 25 mm consigo ter ambas no mesmo campo com folga. Prestando atenção você vai perceber que IC 418 se apresenta com um pequeno disco. É o suficiente para diferencia-la das estrelas no campo. Um leve desvio para o verde poderá ajudar na tarefa.
            Assim que localizar a nebulosa utilize a maior magnificação que o seeing suportar. Nebulosas planetárias suportam bem magnificação.
Em meu bloco de notas localizei a seguinte descrição:
 “... utilizando 240 X percebo um pequeno e brilhante disco.     Não percebo cor. Acinzentado. Não percebo nenhuma estrutura, mas o centro levemente mais escuro leva a supor alguma estrutura anelar (a La M57). Estrela central discreta, mas evidentemente presente. (12ª mag.?)”.

Utilizando menos magnificação percebo um brilho esverdeado na nebulosa.
Qual a cor de IC 418?
Na famosa foto do Hubble ela apresenta um anel alaranjado que se funde em um disco algo violeta. E Uma estrela esbranquiçada no centro.
São cores falsas que visam acentuar o contraste e apresentar a estrutura que batiza a nebulosa. A única coisa que lembra o que eu vi é a cor da estrela central.
Segundo Harrington os observadores parecem não chegar a um acordo. A maioria parece concordar que ela se apresenta acinzentada com um leve desvio para o verde. Outros destacam um desvio para o rosa ou o vermelho. Parece que quanto maior o telescópio mais avermelhada fica a paisagem.
Como percebi é lógico que a magnificação tem um papel importante na aparência. Quanto mais ampliação menos cor...
O mesmo Harrington avisa para manter a magnificação abaixo de 175X se você pretende perceber os “traços” carmines na Nebulosa  e que lhe emprestam outro apelido: Nebulosa Framboesa.
Não percebi esta característica nem mesmo usando 120X. E com 60X ela se tornou quase estelar.  
È uma descoberta original de Dreyer e faz parte da Primeira edição do Index Catalog. Mas não consegui descobrir o ano da descoberta. Consta ainda do catálogo Pickering  (Pk).

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A Grande Nebulosa de Orion - M 42

M42 - Grande Nebulosa de Orion


A Grande Nebulosa de Orion se tornou a 42ª entrada do catalogo Messier de Nebulosas. E assim ganhou seu mais famoso “apelido”: M 42.
Sua história remonta até a pré-história sendo que existem registros de sua presença nos céus em diversas culturas espalhadas pelo mundo. Chineses, Maias, Tribos espalhadas pela América do Norte deixaram registros que podem ser associados a grande nebulosa.
Devido a seu aspecto alguns a associaram a fumaça de fogueiras realizadas por diversos deuses... Os Maias, em seu mito da criação, falam na fumaça do incenso Copal.
A nebulosa é facilmente percebida a olho nu mesmo em locais de relativa poluição luminosa.
Curiosamente nem o Almagesto (escrito por Ptolomeu no Sec. II) ou “O Livro das estrelas Fixas” de Al Sufi (964 A.D.) registram a Nebulosa embora ambos registrem regiões nebulosas em outros pontos do céu.  Al Sufi nos deixa os primeiros registros das Nuvens de Magalhães que visíveis do sul do atual Iêmen.
Região de M42 desenhada por Galileu

Galileu Galilei também não fala a respeito da nebulosa embora tenha apontado seu telescópio para região e deixado registros das estrelas na área. Inclusive percebendo três das quatro estrelas que compõem o “Trapézio” (asterismo no coração da Nebulosa).
A natureza nebulosa da região é , em geral, creditada ao astrônomo francês Nicolas- Claude Fabri de Peirsec . Ele a teria avistado em 26 de novembro de 1610 utilizando um telescópio refrator de propriedade de seu patrão Guillaume du Vair.
A primeira observação publicada a respeito da Nebulosa foi obra de do matemático e astrônomo Jesuíta Johan Baptist Cysat de Lucerna. Aconteceu em 1619 em uma monografia sobre cometas. Suas observações podem remontar ao ano de 1611.  
Messier 

Messier a percebeu em 4 de março de 1769 e a inclui na primeira edição de seu catalogo publicado em 1774.
A real natureza da Nebulosa é uma história a parte. Assim como de todas as s nebulosas.

Em seu HALF-HOURS WITH THE TELESCOPE: Being a popular guide to the use of the telescope as a means of amusement and instruction escrito em 1868 Richard A. Proctor demonstra em que pé se encontravam as coisas no final do século XIX.

È importante ressaltar que Proctor era um astrônomo britânico respeitado e trabalhou em conjunto com William Dawes (o do limite de Dawes)

Segundo Proctor:

““... O que é esta maravilhosa nuvem de Luz?

 Telescópio após telescópio se voltaram para este maravilhoso objeto na esperança de resolver sua luz em estrelas. Mas ela se mostrou intratável para o grande refletor de Herschel, para o refrator de dois pés de Lassel, para o refletor de três pés de Lord Ross...  Lord Ross mesmo escreveu para o Professor Nichol (?) em 1846:

 Eu posso dizer com segurança que ha pouca, ou nenhuma, duvida a respeito da” resolvibilidade” da Nebulosa – tudo na região do Trapézio é uma massa de estrelas e o resto da nébula abunda em estrelas.”

Ele segue:

“Não foi com pouca surpresa que os astrônomos receberam a analise espectral realizada por Huygens que prova que a nebulosa é composta por matéria gasosa.

 Qual o verdadeiro tamanho de universo gasoso não nos é permitido saber.

É opinião geral de que a Nébula se encontra muito mais distante que as estrelas fixas. Se isto for verdade o tamanho da nebulosas de Orion é de fato imensa. Muito maior que todo o sistema solar.

 Eu acredito que esta opinião é fundada em insuficiente evidencia...

 Eu gostaria apenas de apontar que a nébula ocorre em uma região rica em estrelas, e se não, como a grande nébula em Argo (Hoje em Carina...) aglomerada em volta de uma estrela notável. 

 O fato de a nebulosa possuir o mesmo movimento aparente das estrelas do trapézio me parece inexplicável se a nebulosa se encontrar espacialmente separada das estrelas do Trapézio.”

Henry Draper- Primeira foto

O interesse do texto de Proctor é, historicamente, enorme e demonstra como desconhecíamos o tamanho do universo antes de Hubble.  É impressionante a evolução da cosmologia (e da tecnologia) em pouco mais de um século.

Atualmente sabemos que M 42 um dos componentes da Nuvem de Órion, uma imensa nuvem de gás e poeira que se espalha por mais de 10º do céu e que inclui diversos outros DSO`s notáveis.

A região mais brilhante deste conjunto é M 42. E como foi desenhada por Huygens em 1659 a região mais brilhante de M42 é chamada de “Região Huygens”.

Huygengs region (Herschel)

Mais um dos golpes de sorte da astronomia.

Hodierna

O primeiro desenho de M42 foi de Hodierna. Mas como seu obscuro catalogo só foi redescoberto nos anos de 1980 ele não foi lembrado...

Possui cerca de três Anos Luz.  Isto demonstra que ,apesar da incredulidade de Proctor, o sistema solar é de fato muito menor que a nebulosa...

A nebulosa é uma área de intensa formação estelar e um verdadeiro berçário. Protoestrelas, estrelas jovens, discos protoplanetários, aglomerados e diversas estruturas galácticas compõem o cenário e torna M 42 um dos objetos mais estudados e fotografados do céu.

Para o astrônomo amador ela apresenta enorme interesse apresentando-se par qualquer equipamento. Pequenos binóculos são suficientes para revelar sua aparência nebulosa. Pequenos telescópios vão revelar o trapézio e as estrelas que iluminam M 42.

Você vai encontrar todos os componentes para estudar evolução estelar espalhadas em M42 e na região ao seu redor.

M 42 foi a primeira nebulosa que vi por um telescópio.

 Lembro-me claramente desta noite.É um alvo fácil.  

Ache as Três Marias. E “penduradas” esta a espada de Orion. A sua “Estrela” central é a Nebulosa. 

 


M 43 é um apêndice a M 42 e faz parte do conjunto. Nunca entendi a razão de Messier a catalogar separada da matriz...

M 42 com M 43 acima

Esta foto foi feita mais de 100 anos depois da foto acima.
Com um telescópio muito menor. E um tempo de exposição também muito menor. Assim caminha a Humanidade.
M 42 faz parte desta evolução desde os primórdios...

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Jogando para a Plateia




Quase sempre que monto o meu telescópio alguns indivíduos acabam por se interessar e vem se juntar ao evento.
Nestes momentos eu devo me controlar e evitar aqueles DSO´s que em geral eu tenho em mente procurar.
Obscuras entradas do New General Catalog (NGC), as quais demandam visão periférica e outras técnicas transcendentais para serem observadas, não são exatamente o que os curiosos que se aproximaram imaginam ser  as tais “vistas telescópicas”.
Em geral eles têm em mente algumas fotos do Hubble que foram publicadas à exaustão por diversos jornais e revistas pelo mundo todo.
Sabendo disto eu possuo uma lista de objetos celestes que irão manter os leigos entusiasmados e ainda sobreviver às expectativas exageradas que possuem.
Glenn Chaple, na revista Astronomy de dezembro de 2012 , apresenta uma lista de nove objetos que supostamente manteriam os curiosos empolgados durante uma “Star Party”.  Ele apresenta só nove devido a sua paixão pelo baseball e a um programa de TV chamado Prime 9.
Eu como sou avesso ao tal esporte arredondei para dez as minhas entradas...
Apesar de começarmos de uma forma semelhante nossas listas das “Dez Mais” acabam se separando depois do pódio.
Mas vamos aos dez “showpieces” que o Nuncius Australis considera imbatíveis. E que seriam capazes de despertar o interesse pela astronomia por toda vida de alguns  curiosos.

Lua

1-      Lua – A lua é sempre o primeiro objeto que você deve apresentar para o iniciante. Ela é fácil de ver e permite que os de pouca pratica “se entendam” com o telescópio. E assim se preparem para observar outros objetos que podem demandar maiores ampliações e serem um pouco mais difíceis de reparar junto a ocular.  Com sua grande diversidade de paisagens com crateras, vales, Marias e montanhas permite um belo inicio para os trabalhos da noite.

2-     Saturno- O senhor dos Anéis é imbatível. Vê-lo ao vivo e a cores é uma dos maiores sucessos de qualquer noitada. É só falar que ele esta na ocular que rapidamente se forma a fila de curiosos. Este é infalível e um dos maiores responsáveis na captura de futuros astrônomos.
3-     Júpiter- Apesar de não tão chamativo como o anterior Júpiter é um alvo fácil para o novato e com suas faixas no disco planetário e, com sorte, a presença da grande mancha vermelha e mais suas luas forma um dos maiores sucessos de uma noitada para iniciantes. O rápido movimento de suas luas permite que em se retornado a ele no começo e no final da noite mostre-se quão dinâmico é este sistema planetário.
Omega Cen.
4-     Omega Centauro- O maior Globular da galáxia é um espetáculo inesquecível e bastante impressionante mesmo em pequenos telescópios e até mesmo binóculos. Com um telescópio de pelo menos 150 mm a quantidade de estrelas que se resolvem em diversas cadeias e formatos impressionará o novato e dará uma noção do tamanho deste gigante. Em uma noite em que não se possa apresentar Omega Cen existe a opção de se mostrar Tuc 47, o segundo maior globular. Esse entra com uma menção honrosa nesta lista.
5-     A Nebulosa de Orion M 42- Este enorme berçário estelar não poderia deixar de se apresentar. Sendo a  nebulosa onde a nébula é mais facilmente percebida e com o Trapézio que a ilumina este é um exemplo didático que impressiona a visão mesmo dos menos entusiasmados.
6-     A Nebulosa de Carina – Esta é um direito exclusivo dos habitantes do hemisfério sul. Vai apresentar uma nebulosa linda e com processos diferentes atuando na sua gestação. Assim aumenta o leque de histórias que você vai poder contar aos aprendizes. E é um dos campos mais bonitos  do céu.  Deixe os novatos darem uma passeada pelas imediações. 
7-     As Plêiades - O mais belo dos aglomerados abertos do céu e uma aula de mitologia as Plêiades são um perfeitas para explicar que estrelas nascem e viajam juntas pelos braços galácticos.  E para mostrar que alguns alvos celestiais se apresentam melhor com binóculos que com telescópios e destruir o mito de que para se ver algo no céu é necessário grandes e caros telescópios .
8-     As Hyades - Cercando Aldebaran este belo aglomerado aberto vai ser um belo reforço a ideia de que estrelas têm o habito de caminhar juntas pelo espaço. E como Aldebaran não faz parte do grupo ajuda a você apresentar uma nova noção de perspectiva para os “Rookies”. E de novo que binóculos podem ser de grande valor.
Acrux

9-     Alpha Crux- Acrux é uma bela dupla que é facilmente dividida em pequenos telescópios. E como tal é uma bela introdução a ideia de que estrelas não caminham sempre sozinhas por aí como o nosso Sol. 
10-  A Galáxia de Andrômeda-  Mesmo apresentando-se apenas como uma condensação em pequenos telescópios a ideia de que se trata de uma “cidade de estrelas” e que está a milhões de anos luz garante sempre vários curiosos na fila. Desafiar estes a encontrar suas galáxias satélites M 32 e M110 vai separa o joio do trigo e mostrar os curiosos que estão realmente interessados. E assim você talvez possa tentar seu plano original e apresentar aquelas entrada as obscuras do NGC para os "duros na queda".

Acredito que eu poderia fazer esta lista dez vezes e ter dez resultados levemente distintos. Mas o que apresento acima é o que eu chamaria de um bom começo para um grupo de novatos de qualquer idade.  E com qualquer instrumento.