quarta-feira, 27 de julho de 2011

NGC 7006- Outro vagabundo Intergaláctico.


Ngc 7006 é outro globular distante. Assim como o já apresentado NGC 2419 em Lince.
Este se encontra em Delphinus. É provavelmente o segundo globular mais distante do centro galactico. Ambos são tão distantes que Burnham , em seu Celestial Handbook, chegou a cogitar que estes fossem objetos extra galácticos. NGC 7006 se encontra a cerca de 150.000 anos luz do centro galáctico e 185.000 do sistema solar. Distancias comparáveis as nuvens de Magalhães . Isto é que deu sustentação a teoria de ambos seriam objetos extra galácticos.

Apesar da imensa distancia que separa o aglomerado de nós ele é visível a telescópios de 150 mm como uma pequena bola de algodão com magnitude 11.5 e cerca de 1´de diâmetro aparente. O diametro se amplia para 2.2´em fotografias. Isto corresponde a um tamanho real de 120 anos luz. 
Este é um dos globulares mais difíceis de se resolver já que seus membros mais brilhantes não ultrapassam 16a mag.

Harlow Shapley ( que criou as classes para globulares em função de sua concentração estelar) em seu Livro " Star Clusters" (1930) utilizou a distancia entre NGC 7006 e NGC 2298 (Puppis) , que se encontram em lados opostos da galáxia , para determinar o tamanho da Via Láctea em algo em torno de 250.000 anos luz.
A validade deste método é controversa mas mantém seu valor histórico.

NGC 7006 foi descoberto por William Herschel em 1784 com o uso de um refletor de 18,5 polegadas.

Vá em busca deste vagabundo intergaláctico ainda nesta estação. Ele estará alto no céu no inicio da madrugada.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Um Rapido Tour em Escorpião

Uma Rápida Sessão Binocular


A muito que não brincava com meus binóculos. Apesar da facilidade que eles emprestam a observação estavam estacionados na estante há algum tempo.

Hoje resolvi fazer uma rápida visita a Escorpião e visitar velhos amigos.

Com preguiça para montar o telescópio e visitar a cobertura peguei meu 20x50 e me dirigi à janela de casa. Apesar dos vizinhos com luzes acesas e a habitual poluição luminosa da vizinhança eu consegui vislumbrar algo.

Após adaptar meus olhos ficou mais fácil e até mesmo me surpreendi.

Escorpião ia bem alto no céu e depois de ficar navegando meio que ao deus dará por sua calda comecei a vislumbrar M 7. Até mesmo ele sofre em tanta poluição luminosa. Mas com insistência algumas estrelas chegaram até mesmo a se resolver.

M 6 é só um borrãozinho no canto do mesmo campo ocular.

Agora já tinha migrado para o 10x50 que tornava mais fácil a navegação em tamanha poluição luminosa. Com ele me dirijo até Antares. Surpreendentemente consigo perceber, ainda que de forma bastante discreta e com visão periférica M4.

Pego o 20x50 e consigo enquadrar o Globular. Nada demais, mas se faz presente.

Volto a M7 e com olhos mais adaptados consigo percebê-lo melhor e resolvo até mesmo com visão direta.

Fazendo um tour pela constelação e percebo Zeta como a bela dupla que é. Logo ao lado esta Ngc 6231. Claramente presente e bastante enevoado.

Uma sessão rápida e em condições bastante extremas de poluição luminosa. Mas ainda assim cheia de recompensas pelo esforço. E uma lembrança de como binóculos podem ser práticos para o astrônomo urbano.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

NGC 2419- O Vagabundo Intergaláctico

Ngc 2419 – O Vagabundo Intergaláctico.





Ngc 2419 é um aglomerado globular com características únicas.

Logo de cara ele repousa na obscura constelação de Lince, uma região quase sem estrelas ao norte de Gêmeos. Esta área é dominada por galáxias e um globular parece bastante deslocado nesta posição distante do centro galáctico. Globulares abundam próximos a Sagitário, Ophyucus e Escorpião. Mas em Lince?

Assim como os cerca de 150 globulares conhecidos Ngc 2419 orbita o centro da galáxia. Mas sua orbita altamente excêntrica faz com que ele demore cerca de 3 bilhões de anos em seu trajeto. No presente momento Ngc 2419 se encontra entre 275.000 e 300.000 anos luz do sistema solar e a aproximadamente a mesma distancia do centro galáctico. Isto é mais distante que duas das galáxias anãs que participam do grupo local (A Pequena e a Grande nuvem de Magalhães). Isto faz dele merecedor de seu titulo: O Vagabundo Intergaláctico.

A melhor maneira de se localizar Ngc 2419 é partindo de Castor (Alpha de Gêmeos). Daí ache Omicron. Ngc vai se encontrar a menos de 5 graus ao norte . A partir daí siga seu atlas e dependendo do seu catalogo estelar você vai navegar utilizando estrelas de 7ª mag. Use seus instintos. O aglomerado vai aparecer de forma sutil com cerca de 100x de aumento. Não é um alvo fácil para pequenos telescópios e um desafio mesmo para telescópios médios. Quanto mais ao norte mais fácil será...


Com brilho de 10.3 mag. e com suas estrelas mais brilhantes brilhando em 17ª mag. não espere resolve-lo mesmo em grandes telescópios. O maximo que perceberás é um centro um pouco mais brilhante.

Não é um alvo fácil e demanda um local escuro e uma noite especial para ser percebido.

Um vagabundo que anda pela sombra. Boa sorte...

sábado, 23 de julho de 2011

Como Observar A Grande Mancha Vermelha de Jupiter

Júpiter esta de volta ao céu e é uma das "estrelas" da temporada que se anuncia. Sei que o termo estrela não é exatamente o mais apropriado . Mas não podia perder esta oportunidade de promover o gigante gasoso ...

Observar a Grande Mancha Vermelha de Júpiter é um dos maiores desafios para astrônomos amadores e uma espécie de divisor de fronteiras para os iniciantes. Dentro da realidade para possuidores de pequenos telescópios. Uma espécie de batizado.


Evidentemente este feito depende de alguma experiência e também de persistência. O seeing será fundamental.

Esta estrutura é um ciclone atmosférico que sobrevive há vários séculos. Talvez mais.

Seu primeiro registro é disputado. Alguns o atribuem a Robert Hooke, que registrou uma estrutura oval na atmosfera do planeta em 1664. Mas existem duvidas. Outros atribuem a Giovanni Cassini sua descoberta. Este tem a divisão Cassini como forte depoente a seu favor e descreveu uma estrutura semelhante à Grande Mancha em 1665. Assim sendo temos fortes evidencias de sua existência desde o sec. XVII.

Seu primeiro registro detalhado e seu primeiro desenho foram realizados em 5 de Setembro de 1831 por um astrônomo amador alemão de Nome Samuel Schwabe.

A grande mancha varia de aparência e pode se apresentar um espectro de cores que vai desde um vermelho bem intenso até um laranja anêmico. Não se sabe o que leva a isto.

A mancha também varia de tamanho. Algo entre 24.0000 e 40.000 km no sentido Leste – Oeste. E entre 12.000 e 14.000 km no Norte- Sul.

Apesar de suas enormes proporções a grande mancha pode se tornar bastante elusiva até mesmo para grandes telescópios amadores. Tudo depende do que a grande mancha anda fazendo. Nos seus momentos mais ativos e de carmim mais intenso é um alvo fácil. E em suas fases anêmicas é difícil de notá-la contra o cinturão equatorial sul.

Um bom seeing e uma ótica de boa qualidade são fundamentais. O Uso de filtro azul (82 A, 80 A ou 38 A) irá ajudar muito.

O uso de gelatinas que se utilizam para filtrar luzes em shows é uma opção barata. Tente comprar uma folha de 1/8 ou ¼ CTB.


Saber aonde a grande mancha vai se encontrar ajuda muito. Se você estiver observando Júpiter em momentos que grande mancha não esta voltada para terra de nada vai adiantar.

Na pagina da Sky and Telescope (Olhe nos Links do Nuncius) eles possuem um “Red Spot Calculator. Entre a data e sua localização e ele faz o resto.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Seeing e Transparência

A atmosfera interfere diretamente em que você vê por seu telescópio. Duas palavras que o astrônomo amador aprende logo no inicio de sua caminhada são seeing e transparência.


São duas qualidades (ou defeitos) que o fato de habitarmos um planeta que possui atmosfera nos leva a ter que conviver. Mesmo porque sem a atmosfera não seriamos obrigados a conviver com nada. Então para penetrarmos nesta sopa que nos envolve temos que conviver (de novo) com estas duas limitações.

Quanto ao Seeing nos referimos à estabilidade da atmosfera. Ele é o denominador comum que nivela todos os telescópios, dos maiores aos menores.

Imagine que você queira ver os seixos no leito de um rio.

Em um pequeno poço raso e com a água passando lentamente você os percebe claramente.

Agora imagine em um estreito do rio onde a água se acelera e se torna mais turbulenta. Você mal percebe do que é o leito do rio.

Isto vale para a atmosfera. Basta um pouco de turbulência no ar entre seu telescópio e o espaço e as estrelas passam a dançar dentro da ocular se tornando bolas irreconhecíveis. Um borrão. E assim nos negando a visão clara que acreditamos ter direito devido à pequena fortuna gasta com nossos telescópios. Mas eles não têm culpa.

O seeing limita o aumento Maximo que podemos utilizar em um determinado momento. Às vezes até mesmo a limites como 40 ou 50X. Não adianta se desesperar. Com paciência e determinação haverá momentos em que você conseguirá perceber detalhes muito acima destas magnificações.

Existem diversas escalas para se medir as condições do seeing atmosférico. A mais tradicional é a escala Pickering. Ela vai de 1 ( o pior) a 10 (o melhor). Infelizmente 1 é muito mais comum que 10.

Basicamente é o seeing que vai limitar você de perceber detalhes em observações lunares e planetárias.

Mas nem tudo está perdido. Para todo minuto de um seeing horroroso existirão alguns segundos de estabilidade atmosférica. E nestes mágicos momentos você vai aproveitar toda potencialidade de seu telescópio (ou quase...). Paciência é a nossa palavra mágica.

Uma dica: A atmosfera tende a se tornar mais estável entre 00h00min e o amanhecer. Utilize este horário para utilizar grandes aumentos.

A transparência se relaciona a dois conceitos básicos. Escuridão e claridade. Pelo menos nos livros.

Na verdade ela é muita mais ampla e sua condição depende barbaramente de diversos fatores. Aerossóis em suspensão, umidade, poluição luminosa e poluição atmosférica são os principais.

A escuridão é bastante obvia e basta algumas visitas a um local realmente escuro para o iniciante entender o conceito. E perceber que as estrelas de mesma magnitude se apresentam mais fracas quando mais próximas do horizonte. A escuridão vai ser importante para determinar quão “profundo” você vai ser capaz de observar. Isto em combinação com a claridade do céu.

Claridade é provavelmente melhor explicada como a ausência de aerossóis e poeira na atmosfera. Quando vapor d água ou partículas de poeira levantadas pelo vento se apresentam entre seu telescópio e o espaço você vai deixar de perceber detalhes nos objetos de céu profundo que você perceberia com a ausência dos mesmos. Com um nível baixo de transparência você vai ter uma extinção maior. (A capacidade de perceber estrelas mais tênues em baixas altitudes). E a luz vai se apresentar mais difração. Assim o céu vai apresentar um brilho de fundo maior e conseqüentemente uma menor percepção de nebulosas galáxias e etc... Um menor contraste. Outra característica é você não perceber a via láctea.

Uma dica: Busque locais com pouca poluição luminosa. Estes vão garantir o melhor balanço de escuridão e claridade. Em geral longe dos grandes centros há menos poluição luminosa e atmosférica.

Paciência e determinação são companheiras fundamentais para o astrônomo amador.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Observando M 53

M 53 não é exatamente um dos maiores destaques do tão cantado Catalogo Messier.
Partindo de Bootes , mais precisamente de Arcturus (Alpha Bootes)  dirija-se até Muprhid (Eta Bootes) e continue seguindo para o Oeste. Você vai conseguir perceber Alpha Coma. Mesmo em locais com alguma poluição luminosa.  M 53 vai estar bem próxima . Caso você possua uma ocular com um campo de visão ambas se encontrarão no mesmo campo de visão. Com uma 25 mm uma rápida escaneada nos arredores de Alpha Coma me colocam M53 dentro do campo.
Binóculos vão mostrar um disco nebuloso com um centro levemente mais brilhante. Pequenos telescópios também . Mesmo telescópios com 200 mm terão dificuldade de resolver estrelas individuais. E mesmo assim  somente em condições favoráveis. 

M 53 foi descoberto por Johann Elert Bode em 1775.  É um dos Globulares mais exteriores estando a cerca de 62 .000 anos luz do centro galáctico e a cerca de 58.000 do sistema solar.

 Ascensão reta 13 : 12.9 (h:m)


Declinação +18 : 10 (deg:m)

Distancia 58.0000 AL

 7.6 (mag)

 Dimensão Aparente 13.0 (arc min)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Cão Maior - O Playboy e o Salva vida.

Em certo país nasceram João e José.


José cresceu em uma bela casa cercado por todas as comodidades. Estudou nos colégios mais tradicionais e foi surfista de renome. Foi famoso e correu mundo.

João nasceu e cresceu em uma comunidade próxima e bem mais modesta. Estudou em escola publica e virou salva vida na mesma praia que José cresceu. Não teve fama, mas teve muita dignidade.

Esta pequena fabula remonta a um país “bem distante”.

A constelação de cão maior.

M 41 faz às vezes de José. O objeto mais tênue conhecido na antiguidade, Presente em quase todos os catálogos antigos, um objeto cheio de história.

M41 talvez tenha sido descoberto por Aristóteles em 325 AC. Isto lhe daria o primeiro titulo. Mas a descrição é vaga e dá espaços para duvida. É registrado com posição confirmada no catalogo realizado por Hodierna anteriormente a 1654. Messier o inclui já na sua primeira versão do seu catalogo.

Para localizá-lo é bastante simples. Olhes para o Holofote. Partindo-se de Sirius é uma fácil navegação até o nosso astro. Logo ao sul e facilmente percebido por sua buscadora.


Já o Aglomerado de Tau Canis Majoris não carrega a mesma história e nem possui um nome tão chamativo. Sua estrela hospedeira ofusca seus membros e esse belo aglomerado não se revela tão facilmente.

Ele necessita de magnificação para se revelar. Mas quando se revela é de uma gentileza eu o enobrece e dignifica. O nosso João.

Ngc 2362 é seu mais novo nome de guerra.

Mas ele traz muita história também

Foi primeiramente descoberto pelo mesmo Hodierna que catalogou seu amigo mais famoso. Passou discreto e humilde por Messier que não o inclui em seu catalogo. Foi redescoberto pelo grande William Herschell durante seu grande levantamento .

Foi batizado por ele pela discreta sigla VII 17. Posteriormente ainda foi denominado como Cr 136 e Mel 65.

Para localizá-lo você deve partir de Wezen (delta do cão) e pela buscadora vai perceber um arco de estrelas. Imagine este arco como uma ondulação e siga sua direção. Surgirão duas estrelas mais brilhantes em campo. Uma delas é Tau do cão. E Ngc 2362.

Talvez você perceba algo diferente na buscadora. Mas este João é tímido e prefere maiores magnificações para se apresentar de fato. 120 x são bons.



Então aguarde o verão quando pudermos colocar calções e poder visitar a praia deste dois admiráveis Cidadãos do céu.

Esta foi a semana mais fria do ano...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Aliacensis - Pen and Ink

Aliacensis é uma cratera tipica do periodo Nectariano (3.9 -3.8 bilhões de anos).
Apresenta um diametro de 82 km e com isto pode ser percebida por refratores de 50 mm.
Localizada na região próxima a Tycho. No quadrante sudeste lunar. Bastante alta. ( circa 3700 m)
 Seu nome foi dado po Riciolli em 1651 . Em tributo ao Geografo e Teologo Frances do sec. XIV Pierre d´Ailly.
Sua borda parece enrugada e apresenta uma "ponta" claramente percebida com um amento de 120x.
Venho estudando diversas técnicas para registro Lunar.
Este esboço  foi realizado com Pigmento negro e o uso de canetas 0.2 , 0.5 e 0.8. O esboço inicial foi feito com lapis H.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Observando M 68





M 68 é um aglomerado globular em Hydra. Mas para observá-lo você deve recorrer a Corvus. Seguindo-se a linha que liga Algorab (Delta Corvus) à Beta Corvus e se caminhando cerca de 3º 45´ se encontra HIP 61621. Uma estrela de mag. 5.4 pela buscadora. M 68 esta bem próximo. Cerca de 30´. Ou seja, dentro do campo de sua ocular.

Ele se revela para a buscadora (9x 50 mm), mas requer atenção. Sua Magnitude é de 7.8 segundo a SEDS.

Mas há controvérsias. É listado como 7.3 no Cdc. E segundo o Stellarium é de 8.2. Inclino-me pelo Stellarium. Embora o tenha achado com relativa facilidade devido aos seus indicadores ele se revelou discreto e não resolvi nenhuma estrela. A noite não era ideal.

M 68 foi uma descoberta original de Messier e foi catalogado em 1780.

Ele se encontra em um local pouco usual para um Glob. Já que está no hemisfério oposto a centro galáctico.

Sua posição austral leva a varias discrepâncias entre diversos catálogos “boreais”. Já foi calculada como sendo de 9.12 12 por Hoggs.

M 68 foi erroneamente considerado uma descoberta de Mechain até o sec. XX.

Sua distancia também é alvo de discordâncias. Se aceita valores entre 50 (Shapley) e 33(Harris) milhões de anos Luz. Ele se aproxima de nós a uma velocidade de 112 km/sec.

Cdc 5 graus



Ascenção reta 12 : 39.5 (h:m)

Declinação -26 : 45 (deg:m)

Distance 33.3 (kly)

Magnitude 7.8 (mag)

Dimensão aparente 11.0 (arc min)

sábado, 2 de julho de 2011

O quasar mais distante

Cientistas europeus descobriram o quasar mais distante conhecido. Cm um redshift de  7.85 ele estaria a cerca de 770  milhões de anos após o bigbang.
As brumas que o envolvem são fundamentais para entender como evoluiram os gases neste breve universo e entender sua evolução.

Há um paradigma envolvido devido ao tamanho do Buraco negro que o alimenta . Cerca de 2 bilhões de massas solares. Isto estressa toda a teoria e o entendimento de como este monstros cosmicos surgem e evoluem.

Mais em:
http://www.skyandtelescope.com/community/skyblog/newsblog/124868524.html

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Cyrillus , Teophilus e Beaumont

Um sketch lunar realizado no ultimo dia 21 de Junho.  Por volta de 3:30 am.

Apresento a região de Cyrillus. Acompanham Teophilus , Beaumont e Madler.

O desenho inicial foi realizado com Lápis H,B,2B e 6B. Alguns detalhes foram feitos com caneta de pigmento negro ( ink black) 0.2. Foi utilizado um esfuminho n. 1.

O registro foi feito com uma ocular plossl de 10 mm. Telescópio newtoniano 150 mm . 1200 mm de distancia focal. 

O segundo desenho foi obtido a partir da imagem escaneada. E posteriormente tratada no Photo Shop.



desenho 1
Grafite e Black ink

Desenho 2
Cyrillus é do período Nectariano( entre 3.92 e 3.85 bilhões de anos). Tem 100 km de diâmetro. Fica no quadrante sudeste e pode ser percebida com refratores de 50mm.

Cyrillus foi batizada assim por Riciolli em 1651. Homenageou um filosofo e jurista grego do séc. V.
Foi um estudioso sobre a encarnação de Cristo e condenou Nestor por heresia.
Nasceu em 376 e morreu em 444.  Viveu em Alexandria.  Foi papa da igreja copta e é também Santo Cirilio de Alexandria.  

Theophilus possui 104 km de diâmetro e é mais recente . Do período Erathosteniano.3.2 e 1.1 bilhões de ano. Se revela a binóculos com 10x.. Foi ele também um Filosofo grego do sec. IV.

Se pode perceber também a direita do desenho Beaumont. Com 54 km. de diâmetro. Do período Imbriano( de 4.55 a3.85 bilhões de anos). Pode ser percebida com o uso de refratores de 50 mm. O desenho não faz justiça a formação. Beaumont foi um geólogo francês do sec XIX. Foi batizada assim por Madler em 1837.

Madler é o nome da cratera mais abaixo e totalmente sombreada abaixo no desenho. É tambêm do Erathosteniano e Madler foi um astronomo alemão do séc XIX.