quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O Catalogo J.E.S.S. de Objetos Estelares

Capitulo 4 –O encontro.

Durante sua não tão curta estada Dom João observou o céu com afinco.Dos registros deixados pode-se acreditar que ele tenha feito entradas no catalogo que vinha organizando.Na verdade ele continuava a se dedicar a constelação de Centauro e buscava esquadrinhala em toda sua área a fim de não deixar nada passar desapercebido. Com isto realizou mais quatro entradas no catalogo que ele planejara organizar . Também com sua chegada a Recife ele descobriu que outras mentes j[a haviam passado pelo Brasil e que ao contrario de sua crença diversos cientistas já haviam fincado bases na região , em especial os naturalistas da expedição de Maurício de Nassau. Entre estes se destacam o naturalista Georg Marggraf e o Médico Willem Piso, que estudaram a fundo a fauna e a flora local , sua farmacopéia e diversas doenças. Para seu maior choque encontrou estabelecida também uma sinagoga ( a mais antiga da America),a Kahar zur Israel. Durante a ocupação holandesa ao longo do sec.XVII, a cidade se tornara cosmopolita e bastante liberal.
Seus achados , foram catalogados como SS2,SS3,SS4,SS5. Na verdade não eram descobertas originais mais sim objetos austrais do catalogo do amigo Messier.Somente observadas em condições geográficas muito superiores as encontradas pelo mesmo. (veja no apêndice “Catalogo J.E.S.S”)
Depois achou que era tempo e seguiu Para o Rio de Janeiro.A embarcação era batizada Santa Efigenia.Era um barco rudimentar com um grupo rude (ou pior) como tripulação.Sua sina estava traçada. O Capitão chamava-se João Batista. Um homem autoritário e temido. Tinha algo como dois metros de altura e mais de cem kilos.Forte.Muito forte. Nunca precisou ser mal. Mas podia. E foi pior.Pelo menos para Silvano Silva.
João Batista realmente não estava muito preocupado com sua alma e implicou de cara com o capelão almofadinha que tinha se juntado a seus homens. Achava péssima influencia sobre sua tripulação e o pior de tudo: achava que ele (Don João) achava que não deveria se submeter as suas ordens. Era verdade .E isto permitiu o encontro entre dois homens tão diferentes quanto Don João Silvano e Silva e José Eustáquio de Nascimento e Islas.Como Don João depois entendeu há males que vem pra bem.Após muitos dias de navegação chegou o momento que vinha se anunciando a muito tempo. O Capitão acusa Don João de promover um motim e incitar seus homens a pratica da vadiagem. Para o bem e para o mal Dom João é abandonado em um bote com todo seu equipamento em algum ponto entre Campo dos Goitacazes e a atual região de Cabo Frio. A pequena embarcação estava com a linha d´agua perigosamente baixa no momento da saída e foram deixados poucos mantimentos e quase nenhuma agua potável. Porém a costa era próxima e após dois dias de navegação a longo da costa em rumo a oeste Don João avista ranchos que diferente das ocas que tinha vislumbrado revelava a presença de europeus .Don João evitara os índios que habitavam a região. Segundo os tripulante dos Santa Efigenia possuíam hábitos alimentares bastante curiosos. Eram os temidos Tupinambás. Foram praticamente dizimados.
Seu desembarque no arraial foi um grande acontecimento. Algo comico. Um naufrago vestido pomposamente como padre e vermelho como m camarão não passaria de forma discreta nem mesmo em uma cidade grande. No fim do mundo então...
Estavam finalmente juntos Silvano Silva e José Eustaquio.
Toda a comunidade esperava pela pequena embrcação, que havia sido avistada já há muito tempo graças a Luneta de José Eustaquio. Eles sabiam que era um homem só e não tinham receio. Sua chegada na verdade era um bom agouro. Permitia saber de novidades da civilização e também afastar o tédio.

No Arraial havia um clima amigável. Era uma terra de conscritos. Ele era frequentado por piratas e seus moradores fixos eram um pequeno grupo de pessoas que se encontravam ali por não poderem se encontrar em nenhum outro lugar.Desta forma era um local calmo e amigável . Os tupinambas que eram vistos como temíveis canibais na verdade mantinham uma relação bastante cordial com os moradores.
José Eustaquio era algo como um politico habilidoso e era um misto de prefeito e de cacique no Arraial. Foi ele que primeiro conversou com Silvano Silva. Não se emocionou muito com a história daquele homem, era como um deles . Porem sua bagagem o impressionou bastante. Falou que ele ia ficar em sua casa até que algo melhor fosse providenciado. Disse também que o padre era muito bem vindo. Haviam nascido diversas crianças no Arraial e todas ainda pagãs. Ficou combinado que ele realizaria os batizados o mais rápido possível.
Em poucos dias eram grandes amigos. Silvano Silva ainda achava que ia ensinar a um entusiasmado amador os segredos do céu. Mas no caso o céu era o de José Eustaquio.

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