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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Log de Observação- 11 de Dezembro 2011

Depois de muito tempo sem observar nada , com o final da primavera apresentando um aspecto londrino aqui pela cidade maravilhosa , finalmente o céu abriu. Fim de tarde , céu de anil e pude ver Vênus se pondo atrás do Morro Dois Irmãos. Parecia assinalar a pacificação das comunidades em seu entorno.

Eram cerca de 19:30. Ainda bem claro. Termino minha corrida correndo mais ainda .  Chego em casa e começa o furacão . Afasto a mesa , cadeiras e poltrona liberando a janela. Arrasto o telescópio ( o Newton, um refletor de 150 mm ) e aponto o eixo polar para o sul . Aqui da janela eu sei exatamente onde ele deve olhar.  Milagrosamente a buscadora esta bem afinada apesar do telescópio ter ficado no canto da sala por mais de 20 dias , sem uso... 
Tudo bem a tempo de dar uma olhada na Deusa ainda descendo.
Muito brilhante coloco a tampa no telescópio e o uso com apenas 50 mm . Mais que isto ofuscava minha vista. Coloco a SP10 mm . Mesmo com toda poluição luminosa do mundo percebo ela com cerca de 80% de sua face iluminada. E só.
Vênus não é de se revelar facilmente e a fase não permite tentativas heróicas do tipo ver " Ashen Venus".  

Depois disto aguardo a vizinhança sossegar .
As 23:45 volto a carga.
Minha filha já dormiu. E percebo a Falsa Cruz indicando o caminho. Com Canopus já bem alta.  
Calço a SP 25 mm na porta ocular e vamos em frente
Observar de uma janela limita muito a area do céu que você pode olhar. Mas já sei por onde vou passear. Carina é uma velha conhecida.  Apesar do vizinho da frente não quere colaborar muito e ter a maior parte das suas luzes acesas eu sei que vou ver algo de belo na região. 
Rapidamente e quase sem querer percebo um pequeno nó de luz em meio as estrelas desta rica região da Via Láctea. Centralizo na buscadora . Um velho conhecido que há muito não visitava.
 NGC 3532 é uma descoberta do Abbe Lacaille e com  tem cerca de 50´ x50´. Apresenta um colorido interessante com estrelas de diversas cores. Bem bonito e grande . Um Clássico.  Troco a ocular para minha 17 mm e percebo ainda mais detalhes .  Tento alguma fotos por método afocal . Os motor drives estão guardados esperando por um local mais espaçoso. Não dá muito certo...

Parto em busca de um eterno favorito  IC 2602 . As Plêiades do Sul ao redor de Theta Carina. Coloco a 25 mm de novo para abarcar este monstro.  Dispensa comentários . Em uma rapida contegem percebo 22 estrelas . 

Por fim  , navegando pela ocular chego até  a area de NGC 3372 . A nebulosa sofre muito com a poluição mas o diversos aglomerados pela região fazem o serviço e fico passeando por ali mais um pouco.

Esta região que visitei é esteio para o observador urbano carioca. Muitos aglomerados abertos brilhantes o suficiente para sobreviverem até mesmo a mega cidades. E o Horizonte sul na zona sul do Rio é bem defendido . Tirando as  Ilhas Cagarras  você só encontra terra depois lá nas Falklands...

Não foi muito mas como diz o ditado é melhor pingar do que secar. E depois de mais de um mês de tempo nublado foi uma alegria....
São 00:45

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Caçando Cometas- Log de 29 de agosto de 2011

Lua nova. Ainda bem jovem. Dia 29 de Agosto de 2011.

Parto rumo ao posto avançado em Buzios. É segunda feira e saio às 15h30min do Rio. As 17h40min chego a Padaria próxima da casa.

Quando observando é importante manter uma alimentação bem equilibrada para resistir a frio e as longas horas em posições improváveis junto ao telescópio. Compro dois pacotes de Doritos e um molho de Cheddar para cobertura. 150 gramas de mussarela e outras tantas de Mortadela. Dois miojos. Uma lata de energético e uma garrafa de mate.

Tudo bem balanceado.

18h30min estou afinando a minha buscadora. Continuo sem bateria na minha “red dot”. Muito preguiçoso. Agora vou ter mais trabalho para iniciar as buscas.

Lyra
 Vega é a estrela mais brilhante a esquerda do centro

Com Vega  na buscadora começo a buscar (perdão...) com a ocular de 25 mm. Com um pouco de sorte esta bela estrela não demora muito a aparecer e depois de centralizá-la eu afino melhor a buscadora. Depois repito o processo com a 10 mm. Não levo as coisas até as ultimas conseqüências e deixo a 4 mm no case.

Ainda sem uma boa visão noturna escolho algo fácil com o que começar e dou um pulo até M13. O grande aglomerado em Hercules. Cantado em prosa e verso. Foi descoberto por Edmond Halley em 1714. Halley anotou que este “.. mostra-se ao olho nu quando o céu encontra-se sereno e a noite sem Lua.”

Messier o inclui em seu catalogo em 1 de junho de 1764.

Apesar de tanta prosa e tanto verso M13 se apresenta sem muito caráter esta noite.

Com todas as combinações de oculares.

Na verdade eu acho que M 13 deixa um pouco a desejar. Talvez mais ao norte. Mas acho que diversos aglomerados o superam em muito. Isto sem falar em Omega Centauro e Tucana 47 (Ngc 107). M22 me encanta mais e Ngc 6752 em Pavo se destaca muito mais. Confesso que esta noite ele se encontrava especialmente sem resolução. Era cedo e meu olho ainda não estava completamente aclimatado. Mas fica aqui meu registro. No começo de 2012 vou para o hemisfério norte. Terei de tirar isto a limpo. Infelizmente ao amanhecer...

Uma curiosidade: M13 foi selecionado como alvo para uma das primeiras radio mensagens mandada para possíveis Alienígenas. Se alguém lá estiver esperando faltam apenas cerca de 24.963 anos para ela chegar. A mensagem foi enviada pelo radio telescópio do Observatório de Arecibo.

Agora já mais aclimatado vou à busca de um dos objetivos planejados.

M 57. A nebulosa do Anel. Localizada entre Shelyak (Beta Lyra) e Sulafat (Gama Lyra) não é exatamente difícil de achar. Diferenciar quem é quem no campo da buscadora já é outros quinhentos. Mas não chega a demorar.


Nos momentos de bom seeing percebo o anel claramente. Nem sinal de estrela central. Com a 10 mm chego a perceber alguma estrutura no anel. O vento não esta ajudando, mas nos instantes de calmaria a nebulosa se resolva claramente. Com a 10 mm (120 X).

Agora chegou à hora. A razão desta rápida fuga até Buzios. Como a previsão do tempo não era boa durante o fim de semana aguardei o momento certo. Segundo o Accuweather a noite de segunda feira é perfeita para o ataque. Exatamente em uma janela de bom tempo. A noite de terça-feira já corre o risco de estar comprometida e é prevista chuva para quarta. Mas pode ser ainda a ultima chance de se visitar o Cometa Garrard nessa lua nova.

O cometa se encontra perto de Sagitta (a flecha).



Cometa Garrard



E não foi nada fácil...,

Sagitta é uma constelação sem vergonha. Um monte de estrelas fracas e que se recusavam a permanecer visíveis com visão direta. Com o alvo bem no meridiano começa a busca. Porém chego a meu objetivo de uma forma bastante sinuosa.

Mas muito interessante...

Albireo. A rainha das estrelas duplas. Partindo deste nobre porto vou rapidamente até o aglomerado de Brocchi. Este conhecido como o cabide e já é um destino em si. Catalogado como Cr 399 é um lindo asterismo. Não se trata de um aglomerado verdadeiro sendo apenas um alinhamento casual de estrelas. Mas engana muito bem. É um alvo ideal para binóculos. Ele se apresenta melhor na buscadora, sendo muito grande até mesmo para a 25 mm. Cobre mais de 1º. O Cdc diz que é facilmente percebido a olho nu. Eu não vejo nada... Mas a partir de Albireo fica um campo de buscadora acima.

A partir de Cr 399 e navegando pela buscadora consigo localizar Sagitta. Mais precisamente o triangulo formado por Alfa, Beta e Delta Sagitta. Esta ultima faz par com Zeta Sagitta.

Entre Zeta Sagitta e Cr 399 esta 9 de Vulpecula. Uma estrela de 5ª mag. que se destaca no campo de estrelas bem fracas. Entre ela e Zeta Sagitta eu achei o cometa. Não foi uma navegação fácil e passei cerca de uma hora nestas buscas... Usei a 10 mm durante as buscas por distração. Seria mais fácil com uma ocular com maior campo. O cometa em si esta bem brilhante. Tinha lido uma observação sobre o mesmo e o autor o comparava com M1.

Achei mais brilhante.

Fiquei um bom tempo namorando aquela estrela cabeluda. A Coma não esta grande mais é bastante aparente. Em todas as combinações de oculares (25 mm, 17 mm e 10 mm).

São 21h30min.

De volta a Sagitta percebo linhas negras em uma espécie de aglomerado. Uma área bastante interessante a sul de Delta. Não descobri nada especifico. Ficam aí duas entradas do catalogo Sharpless de nebulosas (84 e 87) como constatei no CdC. Mas acho muito difícil que meu telescópio apresente todo este poder de fogo. Realmente se nota “algo” na região. A transparência hoje parece bastante boa.

A viagem já esta paga.

Parto em busca de algo mais fácil.

Gamma Delphinus. Uma bela dupla. Em uma constelação cheia de história. Pela primeira vez na noite uso a 4 mm. Não que precise para dividir os componentes desta dupla. Mas para testar o seeing. Não é de todo mal. O problema é o vento no telescópio. Nos momentos de calmaria aparecem bem definidas.

Estrelas Duplas são um habito adquirido. Depois que você toma gosto são muito divertidas.

Aproveitando a posição favorável faço uma visita a um dos aglomerados abertos mais sem graça do catalogo Messier. Sua entrada de numero 29 é bastante sem sal.

Bem próxima a Sadr (Gamma Cygnus) é facilmente localizável pela buscadora. Consiste de aproximadamente 20 estrelas de 8ª mag.

É uma descoberta original de Messier e ele a inclui em seu catalogo em 29 de Junho de1764.

A luz de M 29 é obstruída por muita matéria inter estelar e se seu campo e visão fosse mais desimpedido suas estrela chegariam a ser 3 mag. mais claras.



Parto para o horizonte sul.



Em um tiro certeiro achei Ngc 104 quase que por mágica. Achernar, Alpha e Beta Hydra e um chute e ele aparece bem no meio da buscadora.

Como já falei Tuc 47 e Ngc 104 são a mesma pessoa...

O segundo globular mais brilhante da galáxia. Só perdendo para o pai de todos: Omega Centauro. E pulverizando M13.

Começo a resolver estrelas com 120 X. Com 140 resolvo varias estrelas nas bordas. Mesmo com 48x percebe-se certa granulosidade.



Júpiter já vai mais alto no céu.

Meu olho cansou de caçar D.S.O.

São 00h35min

Resolvo partir para um pouco de exploração planetária e fazer algumas experiências com minha nova câmera fotográfica.

Tratarei disto no póximo post.

Depois de me entender com Registax 5....

Bons Céus.




sábado, 20 de agosto de 2011

O Desafio de Barlow- Log de 18 e 19 de Agosto de 2011




Saída do Rio rumo a Buzios. Minha filha diretamente da COTRAUMA. Aonde acabou ganhando uma tala de gesso . São 18:30 .

21h30min estamos em Buzios. Um rápido Jantar. As dez e pouco estou começando a montar meu circo. Balancear bem o telescópio. Quero colocar minha câmera em “piggyback”. Depois alinhar a buscadora (9x50).

Eu gosto muito de buscadoras. Possuo uma “red dot” e a ótica já citada. Infelizmente estou sem bateria para o pequeno led. Confesso que gosto muito de começar a navegação com o auxilio do pequeno led. E só depois procurar com a ótica.

Depois de algum tempo batendo cabeça e com a lua já no céu consigo afinar a buscadora com o auxilio luxuoso de Júpiter.

Todas as quatro luas presentes. Há muito não visitava o gigante. O cinturão equatorial Sul já voltou ao normal. Um pouco mais anêmico que o Norte.

Resolvo fazer uns testes que há muito queria. Testo a Barlow que acompanha o Skywatcher (não sei o fabricante, mas poderia ser Synta...) e fico alternado entre esta e uma Celestron Omni. Ambas 2x. E com uma Plossl 25 mm calçada eu tenho 98 x de aumento. Não se nota diferença significativa. Tenho a impressão de que a Skywatcher tem cor mais vivida. Mas é muito tênue a diferença. E o seeing não estava lá muito bom. Isto pode influenciar a comparação. Percebem-se algumas “marolas” ao longo do limite dos cinturões com ambas as "barlows". Já sem elas coloco a 10 mm (120 X). Percebem-se mais detalhes.

São ambas lentes Barlow de baixo custo e facilmente achadas no Brasil.

O seeing não suporta mais que isto. Tanto a combinação da 10 mm + Barlow como a 4 mm apresentam-se muito instáveis e quase impossível de focar.

Há muita umidade no ar. Com a Lua e este spray no ar os D.S.O´s não são exatamente o prato do dia.

Resolvo continuar o teste com as Barlow.

A lua, bem acima de Júpiter no horizonte leste, é um bom campo de prova.

Coloco novamente o set up com as barlows e a 25 mm. Passeio um pouco pelo “terminator” e acabo me concentrando em um grupo de crateras. Pesquisando o Moon atlas tudo me leva a crer que se trata de Pitiscus e Hommel A, B e C.

Novamente acho a imagem da Skywatcher levemente melhor. Pouca coisa. Um sentimento.

Faço um esboço da região com um lápis HB.

É tarde.

Vou dormir.

LOG de 19 de agosto 2011

Hoje começo cedo. As 18h30min já estava com o telescópio no quintal. Novamente começo alinhando a buscadora. Hoje preciso dela funcionando mesmo. Apesar da suspensão esta noite se anuncia mais clara. Com poucas estrelas no céu começo por Arcturus, já no horizonte oeste.

Depois faço um rápido tributo a Saturno que já vai se escondendo.

Ainda não satisfeito com a buscadora parto para Acrux.

Em vôo cego visito dois velhos conhecidos no Horizonte sudoeste. As Plêiades do Sul em Carina e Ngc 3766 em Centauros. Este é conhecido como “The Gem Cluster”. Dois belos aglomerado abertos. Dois clássicos austrais.



Sagitário vai alto ao céu e pretendo caçar alguns globulares que habitam próximos a Janela de Baade. Dirijo-me para Alnasl (Gama Sag.). O bico do bule. Vai ser nosso ponto de saída. Depois de centralizá-la na buscadora parto para a ocular (25 mm). Deixando Alnasl sempre bem na borda do campo e escaneando a região a sua volta você vai rapidamente vai achar Ngc 6528.

É um aglomerado Globular. Fica dentro da janela de Baade. Este pequeno buraco na poeira estelar nos permite ver bem perto do centro galáctico. Logo ao lado e menor esta Ngc 6522. Este é menor e parece mais com uma pequena estrela esfumaçada. Talvez seja o aglomerado mais antigo da galáxia.

Ngc 6528 é mais chamativo. Bem denso não chega a se resolver. Mas apresente o centro bem estelar e certa granulosidade nas bordas. O visito com todos os set up´s. Com a 10 mm é o melhor resultado.

As "barlows” o deixam muito escuro. Não percebo diferença na visualização entre elas.

Ngc 6522 é objeto de disputa entre o CdC e o Stellarium. O primeiro dá mag. de 9.90. O outro fala em 8.6. Me parece que o CdC é mais correto.

Ngc 6528 brilha a 9.60. É bem maior que o seu companheiro: 17´ arc. contra 5. 4.

Vou rapidamente checar M4. Mas a nebulosidade na região atrapalha muito e o Globular é um fantasma...


Albireo /Beta Cigny

O tempo começa a piorar e acabo partindo para Albireo.

Cantada em prosa e verso é minha dupla favorita. O contraste entre seus componentes é realmente incrível. Eu acho que a primaria é de um amarelo alaranjado e a secundaria apresenta uma coloração levemente turquesa.

Existem diversas descrições e cada observador percebe nuances de cores particulares. Cada olho, um olhar.

Qual a cor das estrelas de Albireo para você?

Roubou a noite. Ficamos namorando Albireo por um bom tempo.

Um teste final com as barlow´s. Ngc 6281. Um belo aglomerado aberto. Novamente tenho aquela impressão. A Sky watcher “rende um pouco mais que a OMNI da Celestron...

E a 10 mm resolve mais estrelas que ambas.

Nunca fui muito de usar lentes Barlow. Mas confesso que o maior eye relief às vezes ajuda. Em objetos claros elas se fazem uteis. E agrega conforto a observação mesmo com maiores magnificações.

São ótimas para observação lunar e planetária. Em dias de bom seeing é possível obter aumentos absurdos. E com paciência vislumbrar detalhes de superfície bem sutis.

Seu uso para “Deep Sky” é mais restrito. Ao dobrar a razão focal de seu telescópio ele “come muita luz. Assim seu uso se torna restrito a objetos mais claros. De preferência com alto brilho de superfície. Me ocorrem algumas nebulosas planetárias. Seus pequenos diâmetros vão beneficiar-se do maior aumento.

P.S. A Barlow Sky Watcher possui rosca para adaptar camera DSLR com T Ring. A Celestron OMNI não possui rosca.

Pitiscus e Hommel
Bons céus.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Um Rapido Tour em Escorpião

Uma Rápida Sessão Binocular


A muito que não brincava com meus binóculos. Apesar da facilidade que eles emprestam a observação estavam estacionados na estante há algum tempo.

Hoje resolvi fazer uma rápida visita a Escorpião e visitar velhos amigos.

Com preguiça para montar o telescópio e visitar a cobertura peguei meu 20x50 e me dirigi à janela de casa. Apesar dos vizinhos com luzes acesas e a habitual poluição luminosa da vizinhança eu consegui vislumbrar algo.

Após adaptar meus olhos ficou mais fácil e até mesmo me surpreendi.

Escorpião ia bem alto no céu e depois de ficar navegando meio que ao deus dará por sua calda comecei a vislumbrar M 7. Até mesmo ele sofre em tanta poluição luminosa. Mas com insistência algumas estrelas chegaram até mesmo a se resolver.

M 6 é só um borrãozinho no canto do mesmo campo ocular.

Agora já tinha migrado para o 10x50 que tornava mais fácil a navegação em tamanha poluição luminosa. Com ele me dirijo até Antares. Surpreendentemente consigo perceber, ainda que de forma bastante discreta e com visão periférica M4.

Pego o 20x50 e consigo enquadrar o Globular. Nada demais, mas se faz presente.

Volto a M7 e com olhos mais adaptados consigo percebê-lo melhor e resolvo até mesmo com visão direta.

Fazendo um tour pela constelação e percebo Zeta como a bela dupla que é. Logo ao lado esta Ngc 6231. Claramente presente e bastante enevoado.

Uma sessão rápida e em condições bastante extremas de poluição luminosa. Mas ainda assim cheia de recompensas pelo esforço. E uma lembrança de como binóculos podem ser práticos para o astrônomo urbano.

domingo, 26 de junho de 2011

Uma noite com Messier

Uma noite com Messier

Feriado de Corpus Christi. Tudo em ordem para partir. Eu e minha filha. Destino Buzios.

Telescópio embarcado. Acompanha-me o Sky Atlas 2000.0 e Phill Harrington.

Desta vez eu vou garimpar todas as galáxias de Coma virgo.

Sonho meu...

Os dois primeiros dias tudo nublado.

Sexta à noite o tempo abre.

16h30min Estou em casa começando o evento. Como querem organizar o Bobó simultaneamente eu fico com o quintal da frente. Ainda claro e eu faço um a calculo aproximado do sul. Um alinhamento polar pró-forma...

Aproveito o muro ainda iluminado para checar a colimação. 1200 mm são bastante condescendentes. Parece ótima apesar da viagem e seus trancos.

Organizo a papelada. Abro o Sky Atlas na pagina certa. Mr. Harrigton a postos. Lanterna vermelha no bolso e o kit de desenho na mesa

Arcturus acende no horizonte norte. 17h: 40 min.

Mais um pouco e meu primeiro alvo se acende. Saturno.

Não sou um tipo muito planetário. Mesmo assim provo as mais diversas magnificações e com a 17 mm acho um ótimo de conforto. Os anéis não estão exatamente em uma posição favorável. Esta fazendo um belo par como Porrima. Percebo que o seeing não esta lá estas coisas. Com a 5 (240x) a imagem começa a degradar-se.



O quintal da frente, as crianças e a família não chegam a colaborar. Cogito quebrar uma lâmpada do poste a noroeste. Sou impedido.

Com Saturno na ocular começo as melhoras nas buscadoras. Estas não tão condescendentes como a colimação. Finalmente consigo ter as coisas no esquadro. Sempre.

A 10 mm sempre acha!

Pelo menos até o próximo duelo entre meu nariz e a buscadora...

Calço a 25 mm no telescópio.

Meus planos são claros. A noite será dedicada a Messier.

Assim que o céu se apresenta escuro o suficiente eu me lanço ao primeiro objetivo. Na verdade a única parte da sessão que eu tinha determinado como “sine qua non”.

M104. A Galáxia do Sombrero. Localizada há 50.000.000 de anos luz.

Magnitude: 8.00. Brilho da Superfície: 11.60. Sua dimensão: 8.6 x 4.2.

É uma entrada tardia do catalogo Messier e consta da cópia de pessoal de Messier. A entrada é confirmada também por correspondência de Pierre Mechain( que foi o descobridor da mesma em 11 de maio de 1781). Na ultima edição do catalogo (publicada em 1784) não consta M104. Esta só é realmente incluída no catalogo por Camille Flamarion em 1921. Ele adquiriu a cópia pessoal do catalogo de Messier e encontrou as anotações.


M 104 Newtoniano 150 mm


M104 foi durante muito tempo uma das “galáxias perdidas de Messier”.

Assim que consigo ver Corvus claramente meus outros faróis já estavam acesos. Com Algorab, Spica e Saturno a triangulação não é difícil. Tinha pesquisado bem a posição e o Sky Atlas indica claramente um grupo de três estrelas bem próximas (Uma dupla e outra no desenho) que estão bem próximas a M 104. No mesmo campo com uma 25 mm. (1200 mm Df).

Suspeito sua presença na buscadora ótica (9x50mm).

O asterismo é descrito por Harrington e segundo o próprio foi batizado por um astrônomo amador americano (mas precisamente do Texas) com Stargate. Não me parece... Parece uma estrela dupla com outra de campo bem juntas. Esta formação é obvia no Sky Atlas.

M104 se mostra claramente. Utilizo a 10 mm. Percebem-se mais detalhes da galáxia. A faixa de poeira se mostra bem com visão periférica. Assim como na 25 mm.

O melhor custo- beneficio foi com a 17 mm. Bastante detalhe em periférica. As “dust lanes” são detalhe obvio.

Um bom começo. Faço um rápido esboço para registrar.

Parto para Coma-Virgo cheio de certeza.

Seguindo os conselhos de Mr. Harrington resolvo começar com a chamada Campanha do oeste. Mr. Harrington propõe o seguinte” approach” para o aglomerado de galáxias: uma campanha começando pelo oeste. Porto de saída: Denebola ou Beta Leo. A partir desta você deve achar um asterismo que consiste de um triangulo e um pequeno diamante acima deste. Ao redor deste conjunto de estrelas você vai localizar M 98, 99, 100 e 85. Segundo o renomado colega a campanha do oeste é mais fácil.

E uma campanha de Leste. Tem como ponto de partida Vindemiatrix em Virgem. Esta mais comprometida.

Coma- Virgo é cruel. Um monte de galáxias. A maior parte bem apagada. (Se você tem algo com mais de 300 mm ainda vai ter de usar “averted” na maior parte do caldo).

Nem Messier compareceu. Ngc então...

Depois de mais de uma hora e não localizar os asterismos referencia que meu amigo Harrington comentou eu ponho minha viola no saco.

Percebo que o destino será o mesmo se mudar meu plano de ação para um ataque pelo flanco leste. Às vezes é melhor recuar para lutar outro dia.

Desisto. A transparência é pouca e o seeing idem. Me servem de desculpa.

Retorno para Corvus. Na verdade começo com Corvus. Apesar das aparencias dizerem o contrario M 104 se encontra em Virgem...

M 68
M 68. Um Aglomerado globular. Não o conheço. Mas bem próximo ao Zênite é viável. Há suspensão mais baixo no horizonte. Um alinhamento fácil seguindo a linha entre Algorab e Beta Corvus. Segue mais um pouco e pronto!

Discreto na buscadora. Acredito que deva ter dias melhores... Hoje é uma mancha... Mas dois Messier novos no hit list é sempre melhor que um Abell que você não sabe se viu mesmo ou se quis ver. Não se apresenta arredondado , pelo menos não perfeitamente.

Algorab (e Corvus em geral) é um farol muito útil. Tema uma companheira visível a olho nu e a dupla é certeza de posição. Mesmo no céu urbano. Ela permite localizar com certa facilidade ambos Messier avistados.



O aglomerado de Virgem agora já vai mais baixo no horizonte e está fora de cogitação.

Estou tentando manter um registro das observações e me demoro desenhando os DSO´S. Realizando pequenos esboços para referencia.

Utilizo basicamente um conjunto de lápis (H, 2B, 6B e lapiseiras 0,5 e 0,9 com grafite HB) e um esfuminho 1. Uma boa borracha. Depois faço uma versão no Photoshop. Meu scanner está com problemas. Espero postar os originais em breve...



Mantenho a intenção de dedicar à noite a Monsigneur Messier.



Arcturus, Saturno e Vendimiatrix alinham e consigo perceber Alpha Coma. Segundo o amigo, achando a tímida estrela você vai achar M53.

Não foi tão fácil assim. Ela não exatamente salta a vista na buscadora. Na verdade centralizei Alpha e navegando (ou escaneando) com a 25 mm acabei por encontrar. Mais definido que M68. Novamente a 17 mm foi a melhor opção.

Acho que o seeing está muito fraco para suportar a 10 mm.

Com “averted” se percebe uma granulosidade e suspeito perceber estrelinhas “ flicando“.

Flicar é um anglicismo. No cinema se usa para se expressar um problema de freqüência. Quando sua luz funciona a 60 hertz e você filma com a velocidade de 25 quadros por segundo pode ocorrer o “Flick”. Vai lembrar o efeito de uma luz estroboscópica. O efeito é muito semelhante. M53 flica com “averted” (averted não é um anglicismo. É inglês mesmo)

O plano deve ser flexível.

Nasceu Sagitário. Serei fiel a Messier (a estratégia). Mas farei uma mudança tática (o plano).

São objetivos mais claros e em território conhecido. E na verdade muito mais bonito que o horizonte norte que pretendia atacar.

M8. Para abrir os trabalhos. A nebulosa da lagoa. É uma bela definição.

Gastei um pouco mais de tempo desenhando. A noite não é ideal... Mas a lagoa sempre se apresenta. Cada vez de um jeito. Aqui é para jogar campão. 25 mm. Com a 17 fica bom e com a 10 mm se resolvem muitas estrelas, mas se perdem os reflexos.



Sagitário é sensacional. Girei os botões de ambos os eixos e topei com M 28.

O melhor Glob da noite. Flicando muito,



M17 é a favorita do camarada Harrington. Vamos lá. Fácil. A transparência para o horizonte sul esta melhor. A Via Láctea apresenta-se. E meio calculo, meio chute a nebulosa aparece na buscadora. Claramente. Até interessante.

Com 25 mm ela é o cisne. Com a 17 mm ela é a ferradura. Com a 10 mm novamente o mesmo problema. Mais estrelas, mas sem névoa (bem... com um pouco)

M 17 é conhecida por vários nomes. Nebulosa do Cisne, da Ferradura ou Omega. Eu percebo bem a ferradura. Foi descoberta por de Chéseaux a redor de 1746.

O céu nubla. Me resigno . Abro uma cerveja.

Vou esperar a lua nascer.

A lua se apresenta as 03h00min da manhã. Um rápido levantamento com a 25 mm e escolho meus alvos.

Troco a ocular. 120 x vão ser o suficiente. Desenharei somente uma parte do campo.

Um grupo de três crateras alinhadas no terminator.

Longomontanus é a maior delas. Batizada em tributo a um astrônomo dinamarquês do Sec. XVII. Foi assistente de Tycho Brahe e parece que inimigo figadal de Kepler...

A seguir Wilhelm. Este um estadista e astrônomo nascido alemão durante o Sec. XVI.

Menor e espremido entre os dois está Montanari. Esta batizada em tributo a Geminiano Montanari. Italiano obviamente. E astrônomo.

Depois de vários esboços resolvo que é hora de me preparar para dormir.

Pretendo utilizar os esboços para produzir alguns sketches da região utilizando algumas técnicas diferentes. Achei um livro interessante a respeito da matéria. E apesar da total inaptidão para as artes plástica pretendo testar as possibilidades apresentadas.

Minha cunhada dá o golpe final e me traz uma caipirinha de Cajá.

PS- Sabado o céu  acabou abrindo. Mas infelizmente era dia de churrasco e o dever junto a churrasqueira me mantém ocupado.  Apresento Saturno aos visitantes. Sempre funciona... E depois visito Ngc 4755 . E só...

terça-feira, 19 de abril de 2011

Log e reflexões em 19/04/2011

O Nuncius acordou hoje pensando no futuro.
 Amanhã parto para Visconde de Maua. Céu escuro apesar de uma lua bem presente.
Retorno e no próximo fim de semana estarei em Búzios . Meu bom e velho subúrbio.
 E na outra semana um programa sensacional. travessia da Ilha Grande. Na verdade apenas do lado Oceânico. Céu escuro mesmo.
Estou torcendo por um outono seco e ensolarado.
É também tempo de tirar a poeira de vários equipamentos que estão de molho a algum tempo.
No passeio a Maua vou tirar da gaveta meu bom e velho refrator de 70mm . O carro vai cheio  e a estrada é de terra . Vai ser divertido mostrar as crianças Saturno e alguns DSO mais claros. Afinal é um passeio com a família . Vai mulher , filha , cunhada e marido. Mais duas sobrinhas . Uma bela pousada no Vale de Santa Clara e se observar algo será lucro.
O outro fim de semana será mais sério . Encontro marcado com Coma -Virgem. E o Newton vai fazer sua aparição.
E finalmente durante a travessia só poderei contar com meu Binóculo . Afinal terei que carregar todo meu mundo em uma mochila. Mas acredito que ele será capaz de revelar muito do céu austral devido a absoluta escuridão ao longo da Travessia. Não sei ainda se o 10x50mm ou o 20x50mm. Estou mais inclinado a levar o segundo.

Após tanto pensar nisto, olhei pela janela, e enquanto minha mulher pensava o que fazer para redecorar a sala , peguei o velho 10x50 e fiz uma rápida sessão contra o poluído céu do Rio de Janeiro.

NGC 4755- Sempre sobrevive tanto a lua como a PL. Mas se mostrou tímida e não resolvi nenhuma estrela.
Omega Centauro- Outro que é quase a prova de bala. Estava lá mesmo com a lua próxima e tudo mais. Um alvo urbano com certeza.

NGC 2516 - Baixo no horizonte se fez discreta.

Fazendo um rápido tour pela "falsa cruz" registrei em rápida sucessão IC 2391 e ainda mais discreto  NGC2669. Em outro scan NGC 3766 faz as honras.  A noite é fraca e a transparência não me inspira. Mas é melhor um pouco de céu que nenhum céu. E observar de binóculos é um prazer diferente que a muito não sentia.

E como diz meu querido Phill Harrigton ; 
- Melhor dois olhos que um!   

segunda-feira, 28 de março de 2011

Astrolog 25 de março de 2011

Newton 150 mm f8

Seeing 2 (fraco)

Buzios , Geribá

Essa foi uma sessão observacional conturbada.

Saí do Rio com minha filha as 4:00 PM.

7:05 PM começava a montar o telescópio.

Alinhamento Polar bastante simples . É só alinhar o eixo polar perpendicularmente a parede do quintal . A cabeça equatorial já sabe a latitude local “de ouvido”.

Aí começou a enrolar.

Alinhar as buscadoras. Coloco a 25 mm no focalizador.

Eu prefiro alinhar as buscadoras utilizando um ponto fixo de luz. Ou pelo menos que gire comigo.

Astronomia urbana também tem qualidades . Em qualquer lugar você tem um poste ao longe ou uma janela iluminada.

Astronomia suburbana já não é bem assim. O único pote que se encontra a uma distancia razoável para servir de estrela está sem Luz. Ok. Saturno vem nascendo a leste. Vamos alinhar tudo com um alvo móvel.

Centralizo o planeta no red-dot finder e olho na buscadora ótica (10x50mm). Quase fora do campo (~= 5º ). Centralizo o alvo e olho pela ocular. Nada...

Escaneio para lá e para cá. Nada...

Olho , sacudo e mexo um pouco nas buscadoras. Após alguma procura aparece o planeta dos anéis em minha ocular. Alinho melhor s buscadoras e aumento a magnificação. Coloco logo a 4mm. O seeing não esta lá estas coisas.

Depois de apanhar mais um pouco com a buscadora ( que evidentemente tá afim de me sacanear) consigo enquadrar o objeto no pequeno campo da Plossl 4mm Cintax.

Rapidamente percebo que meu alinhamento polar “de ouvido” poderia estar melhor.

Em momentos de relativa estabilidade vislumbro a divisão Cassini . Algumas faixas no disco do planeta. 2 faixas claramente distintas na estrutura dos anéis.

Titã facilmente visto a distancia de um disco planetário a oeste. A leste percebo mais póxima ao disco Dione. Vislumbro , em momentos de bom seeing e com “averted vision”, Rheia entre Dione e o disco planetário.

Tento colocar a Barlow com a 4 mm. 600x. Não presta.

Depois uma rápida visita a Eta Carina. Com a 25 e a 10mm. Faixas negras. Sempre linda.



O telescópio saiu de dentro do carro com ar condicionado diretamente para o jardim. Começo a perceber condensação do lado de fora do OTA.

Para tudo! E espera as coisas se aclimatarem.

Atingir algum tipo de equilíbrio térmico.

. Me desentendo um pouco com a buscadora (novamente...) e vou até Arcurus para afinar. De volta após o jantar vou em busca de Izar .( Mirac; Mirak; Mirach; Mizar; Pulcherrima).

Uma dupla bastante conhecida .Separadas por apenas 3`de arco é um alvo duro. Um teste de Seeing. Acredito ter percebido um pequeno espaço negro separando seus componentes . O seeing não esta estas coisas..E está muito úmido.

Mais tarde , por volta de 1:30 AM , visito a lua que chega apagando as estrelas.

Albategnius é uma bela cratera com 139 km de diâmetro. Se percebe claramente seu pico central. Pode ser percebida com um binóculo 10x.

Observei Platão ,no limbo noroeste, por algum tempo com a 17 mm. Interessante formação circular. Grande .Apresentou fenômenos lunares transientes. ( Nuvens em 1871). Percebo estruturas colapsadas tanto a sudoeste como a nortoeste de suas paredes.

Por fim vasculhei a região próxima a Abulfeda utilizando a 4mm. 300x. Logo a sul se destacam três crateras em um padrão triangular. Bem junto ao terminator. São Geber , Abenezra e Azophi. Abenezra é um pouco mais jovem que as outras duas.

Faço mais uma visita a Saturno e recolho as coisas. O tempo deu uma fechada por volta de 2:30 AM

Astrolog 26 de março de 2011

Hora do planeta . Tudo apagado de 20:30 até 21:30.
A noite não rendeu... Churrasco, cerveja e um seeing muito fraco.
 A grande estrela da noite foi Saturno.
 Ok eu sei que a figura é das piores. Em primeiro lugar porque Saturno é planeta....
De qualquer forma o Newton estava montado e todo mundo foi ver o planetas dos anéis. Sempre faz sucesso.  E de quebra pude perceber claramente Titã , Reia e Dione.
DIONE
Titã é figura facil. Mas Réia e Dione são mais discretas . Com 10.8 de Magnitude Dione é discreta. Mas foi percebida até com visão direta em momentos de estabilidade.
Avistei uma pequena galáxia em Virgem . Mas confesso que por acaso e não me dignei a tentar descobrir o que era. Cerveja é inimiga da observação com método...
Mostrei também a caixa de Jóias aos curiosos. É sempre legal ouvir as pessoas  dizendo:
-Uau !

Depois visitei Omega Centauro. Com 25 mm se resolvem algumas estrelas nas bordas. Com 120 X  resolvo mais e percebe-se  uma serie de estrelas em direção ao centro. O sseing e a transparencia deixam a desejar. Somando a cachaça achei melhor encerrar fazendo uma rápida visita até Selene (a Lua)e apresentar uma geral para os amigos com a 17mm.
 Fim de Jogo.

PS - Dione é uma Titã das mais obscuras . Filha de Afrodite . Para detalhes:


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Astrolog 30 de Janeiro 2011

Astrolog 30 de janeiro de 2011


Búzios

Newtoniano 150 mm e Bino 10x50

Seeing 3,5 (pouco vento)

Pode-se perceber a via láctea claramente.

A noite de hoje teve um adendo. Meu primo veio nos visitar e assim preparei uma serie de Show pieces que pudesse localizar facilmente e que fossem bonitos o suficiente.

Começamos pelo falso cruzeiro onde apresento IC 2391. Aglomerado da Pequena Cassiopéia.

Um Salto dentro do Falso Cruzeiro e paramos em NGC 2516. Este impressiona mais. Muito rico.

Apresento Orion ao amigo e os principais landmarks do céu de Verão. Sirius para um lado a

Aldebarã para o outro. Empresto-lhe o binóculo e apresento as Plêiades e as Hyades.

Claro que não podia deixar de apresentar M42, a grande nebulosa de Orion. Impressiona a todos em 120x. Trapézio claramente resolvido.

Um favorito e visitamos M35 enquanto explico a possibilidade de se prever o tempo através da visibilidade de certos aglomerados. Amanhã será um dia radiante.

Uma vez em Gêmeos eu não podia deixar de localizar NGC 2129. Escapou-me ontem à noite. Com o auxilio do Sky Atlas não foi difícil. Ele se revela à buscadora. Bem denso e interessante. Uma versão reduzida de M35. Diria que o caçula dos dois aglomerados mais interessantes de Gêmeos.

Nebulosa de Eta Carina. Sensacional a 120x. Diversas linhas negras e muita estrutura. Aglomerados abertos por todos os lados. Um das áreas mais ricas em D.S.O.s que conheço.



M 78 revisitada para sketch. Impressiono-me como o método de centralizar Mintaka e aguardar a nebulosa de reflexão “se achar”. Extremamente preciso. Fiz um rápido esboço.

Por fim, já só, Visito Câncer. M44 e M67. Com Binóculo 10x50mm. O primeiro é obvio e resolvendo algumas estrelas. O segundo somente uma pequena mancha triangular.

Diversão sim... Começo a vislumbrar o outono as voltas com o Reino das Galáxias. Leão seguido de Virgem já dão suas caras e por volta de 2:00 estão em boa posição. Vai melhorar ainda mais. Saturno nasce e é hora de dormir.

Bons céus.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Astrolog- 28 de janeiro 2011

Búzios 28 janeiro 2011


Seeing 3

Newtoniano 150 mm

Continuando a leitura de minha revista (Sky and Telescope) vejo um artigo devotado a Touro. Uma das mais antigas constelações. Talvez a mais antiga. Os babilônios já notavam a semelhança.

Como não poderia deixar de ser início buscando por M1, a nebulosa do caranguejo. Um equivoco. Com os olhos ainda mal acomodados não vi nada. M1 nunca é fácil para mim.

Vamos à busca de novidades. Ngc 1647. Partindo de Aldebarã. Com a buscadora não acho nada. As Hyades desconcentram. Com a ocular de 25 mm parto novamente de Aldebarã. Funciona. Um interessante aglomerado galáctico. Dezenas de estrelas, não muito condensado. Com leve concentração central. Pouca. Olho pela buscadora e percebo tênue claridade.

Me canso do Touro. M1 se recusa a mostrar sua cara.

Olho para o Sul e percebo diversos objetos do Catalogo Lacaille a olho nu. Em um rápido tour observo os meus já velhos conhecidos. Plêiades do Sul, a nebulosa de Carina, Ngc 3532, Caixa de Jóias e por fim IC 2391. O Ultimo é um dos meus aglomerados favoritos. O vi pela primeira vez aqui em Búzios usando um binóculo de 15x80 de muito baixa qualidade. Não o localizava em nenhum dos mapas que possuía. Posteriormente o localizei com o Cartes Du Ciel e descobri o Catalogo Lacaille.

Retorno para o norte. M 78 é uma pedra no meu sapato. Tentarei uma técnica nova. No livro Skywatch Phill Harrington propõe uma boa idéia. Coloque Mintaka no centro da ocular e espere.

Faço uma simulação no Stellarium e percebo que pode funcionar. Em 13 minutos saberei.

Dá certo. Percebo claramente a nebulosa e três estrelas envolvidas. Bem pequena. Ocular 25 mm. Com a Barlow não vejo nada. E com a 10 mm percebo mais claramente as estrelas que a nebulosidade. Use pouca magnificação.

Vou novamente a M 35. Pretendia localizar Ngc 2129. Não acho nada. Já vai baixo ao horizonte.

Uma visita a Câncer. M 44 se espalha por uma área enorme. Percebe-se a olho nu.



Uma rápida visita a Saturno com 240 X e encerro a noite. Bastante proveitosa ainda que com certo vento. M 78 me deixou muito feliz. A mais de dois anos me iludia.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Astrolog 19 de dezembro de 2010

Astrolog 19 e 20 /12/2010


Armação dos Buzios

Seeing:4

Transp. 3

Refletor Newtoniano 150mm Oculares: Super Plossl 10 , 17 e 20 mm + Barlow 2x

NGC 20 70 – Nebulosa da Tarântula. Mag. 8,3. Um dos objetos Lacaille mais difíceis de achar. Um bom exercício. Partindo de Canopus localize Beta Dourado. Centralize esta na buscadora. Pela buscadora navegue até Theta e daí para Épsilon. Continue olhando a buscadora e se dirija para oeste. Você vai perceber a nebulosa na buscadora (9x 50 mm).

Comecei observando com a 20 mm wide Field. A nebulosa claramente visível com “averted” vision. (olhando de rabo de olho). Mostra alguma estrutura e centro claramente estelar. Muitas estrelas no campo. A tal “maior estrela do universo" habita a região. Partimos para 120x. Ela mostra ainda mais estrutura. A 240x ela se mostra claramente. Percebo o porquê do nome. Muitos Loops com “averted”. Apesar da Lua cheia este DSO se mantém como um dos maiores espetáculos do céu Austral... Na verdade acho esta visão mais gratificante que M42 que visitei ontem.

NGC 2362 Tau canis cluster - Mag. 4.10- Dezenas de estrelas organizadas como um cata vento ao redor de Tau canis. Foi uma pedra no sapato do Nuncius durante mais de um ano. Teoricamente um alvo fácil. É realmente espetacular. Contei cerca de 30 estrelas a 240x. Bem pequenino. Não distingui pela buscadora. Tau ofusca as demais. Suporta boa magnificação. Achei-o escaneando a área com 60x. É um belo aglomerado. A área é rica em estrelas o que dificulta localizá-lo.

M41 – De novo, visitando o cão é uma parada obrigatória. Estrela central avermelhada. Mag. 4.50

M47- Embora longe de tudo seja fácil de localizar partindo-se da buscadora a partir de Sirius. É bastante obvio na buscadora. Mag. 4.40

M46- mais discreto. Mag. 6.10. Acho mais bonito que o anterior mais delicado e colorido. Provavelmente mais distante e mais antigo. O Localizei buscando com a 20 mm(60x) a partir de M47. Não o notei na buscadora. Mas creio ser devido à forte lua. São 23h54min.

NGC 3114- Mag. 4.20. Outra jóia da coroa austral. Dezenas de estrelas. Parece-me com uma estrela do mar. Com vários braços. Partindo de Regor fiz um calculo aproximado utilizando à buscadora L.E.D. e comecei um scan com a buscadora. Não foi de primeira. O aglomerado é bem extenso. Desenho a ser renderado. Nunca tinha visitado. Se mais ao norte fosse seria um aglomerado bem conhecido. Use baixa magnificação ( 60x).

São 1:10 . Encerram-se os trabalhos. Foi uma sessão extremamente gratificante. A lua cheia aumentou o desafio. Mas ao contrario do que se diz por aí ela não apagou o céu. Embora fosse sempre presente.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Astrolog 18 dezembro de 2010

Observação em condições suburbanas. Geribá, Arraial dos Búzios. Lua quase cheia. Família.


E rendeu!!!.

Continuando na missão Lacaille alinhei o telescópio. Grosso modo. Ficou ‘“bem bom”. O acompanhamento em um eixo. Ou quase...

Com as crianças e precisando alinhavar toda a buscadoras. Lua quase cheia.

Tudo em seu lugar?

Crianças olham a lua.

Júpiter?

As luas e qual são qual no Stellarium,



Começa o jogo. Mantendo a idéia de fazer a maratona Lacaille em março é bom treinar.

O campo ruim e vou à busca de 47 Tucana. Canopus e Achernar de faróis...

2010-12-19

Seeing -3

Trans. - 3

150 mm Newtoniano.

Tuc 47 – NGC 104: 4ª mag.- Aglomerado Glob. Partindo de Achernar localize Beta Tuc. . É uma estrela dupla visível em uma buscadora. Bem separadas. Daí um pulinho e você vai perceber uma estrela diferente. É o aglomerado. Bem grande. Estrelas se resolvendo momentaneamente em sua borda. Aumento a magnificação. (10 mm) e resolvem-se mais estrelas. O bicho é grande. Quase galáctico...


Um dos objetos Lacaille mais difíceis. Em condições cristalinas é objeto de olho nu.

NGC 362- 6.6 mag. Glob. - Aproveitando a proximidade em uma rápida busca pela buscadora se percebe outra “ estrela esfumaçada” . Bem mais tímida. Eu gosto de aproveitar para perceber quão grande é Tuc 47. Ambos evidentemente não possuem a mesma origem...

È um aglomerado modesto. Requer atenção na buscadora. A lua afeta bastante... É mais fácil em noites escuras.



A vida permitindo eu deveria tentar a Tarântula. O Lacaille mais próximo. Mas há outras demandas...



Júpiter com mais mag.. 240x. O seeing não é suficiente, mas por alguns momentos se percebe detalhe. Minha filha acha colorido.

Brincadeiras com a Lua indo até 400x. Parecia o Dead Valley. Cheio de fata Morgana. Miragens...

Pausa... Intervalo para uma festa. Foi uma longa noite. Volto dia 19. E o Catalogo Lacaille...

Por volta de 00h30min horário local.

NGC- 2451 – Mag. 2.8 Grande aglomerado aberto. Facilmente localizável a partir de Naos, em Puppis Sua estrela mais brilhante é bem avermelhada. Cobre uma área superior a da lua cheia. Collinder o classificaria como um aglomerado do tipo Plêiades. Na verdade me lembra muito as Plêiades do sul. Não tão obvio na buscadora....

NGC 2477- Mag. 5.8 Também bem próximo a Naos (Zeta Puppis). Acho que a magnitude é um pouco menor (ele é mais claro) que o indicado. Tem uma forma triangular com suas estrelas mais brilhantes seguindo claramente este padrão. Também seria classificado como do tipo Plêiades por Collinder.
 Um Lacaille dos poucos que faltam
NGC 2547- Mag. 4.7. Aglomerado aberto bem próximo a Regor. Apresenta uma forma de coração bem marcante. Bastante interessante. Surpresa da noite.

Depois fiquei aguardando a nascer de Saturno, mas devido ao adiantado da hora e do grau etílico achei melhor encerrar os trabalhos antes que este estivesse em posição decente para ser observado.

Muitos dos DSO observados foram desenhados. Apresentarei os resultados assim que renderar os mesmos juntos a Photo Shop.



Céus claros a todos...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Astroblog de Páscoa 2010

Astrolog 30/03/2010
Armação dos Búzios
Seeing muito bom (sem vento).
Transparência Mediana.
IC 2391-Um clássico. Visível apesar da Lua Cheia. Usei para calibrar a buscadora. Junto à Delta Velorum. Aglomerado aberto com magnitude de 2,5. Foi primeiro descrito por Al- Sufi em 946 e redescoberto pelo Abbe Lacaille que o catalogou como Lac II 5 em 1752. O aglomerado se encontra a cerca de 500 anos luz da terra e tem sua idade calculada em 50.000.000 de anos. Inclui a estrela Omicron Velorum.
Marte- Avistado com todas as magnificações possíveis. Circulo pequeno quase sem detalhes. O seeing bom permitiu aumento de 200x. (com barlow e ocular k 10 mm). Nota-se a diferença de brilho junto à calota polar. Muito pequeno. Vermelho intenso.
Saturno – o melhor da noite. Com cerca de 160x notei faixas atmosféricas claramente no disco planetário. Titã avistado também ainda que de forma bastante tênue devido à lua cheia. Não confundir comestrela HP 58944, também no mesmo campo ocular. Titã esta no mesmo eixo que os anéis e é muito mais tênue. A nova ocular plossl (17 mm star watch) se mostrou um par muito eficiente junto a minha barlow 2X(celestron). Fez muito sucesso junto aos leigos de plantão bem como para minha filha que conseguiu observar o planeta dos anéis com facilidade. No dia seguinte observei a 200x utilizando a Barlow com a ocular Kelner 10 mm. Seeing ótimo. Baixa transparência.

A noite de lua cheia permitiu apenas boas observações planetárias e mesmo assim somente na primeira parte da noite que nublou completamente por volta das 23h00min.

Dia 02/4.
Seeing Bom
Alfa Centauro- Facilmente separável com 65x. Tem o charme de ser em parte do sistema estelar mais próximo ao nosso. Cerca de quatro anos luz. A estrela mais próxima é Próxima Centauro. Esta não é visível em telescópios pequenos.
Acrux- Sistema triplo também separável com a ocular de 17 mm. Os componentes a e b são bem próximos com o c bem distante parecendo mesmo uma estrela de campo. São todos fisicamente relacionados. À cerca de 500 anos luz de distancia.
Rubiácea – Bela dupla ótica no norte do cruzeiro. Uma favorita do Nuncius.
Omega Centauro-Mesmo próximo a lua ele mostra seu brilho. Uma grande bola de algodão cósmica. O como uma aglomerado globular mais brilhante do céu. Visível a olho nu como uma estrela bem fraca(5ª ou 6ª mag.(?)). Foi incluído por Ptolomeu em seu Almagesto como uma estrela há cerca de 2000 anos atrás. Foi descoberto como nebulosa por Edmond Halley em 1677. Lacaille o catalogou com Lac I 5. E William Herschell o identificou como aglomerado globular em 1830. É o maior aglomerado globular da galáxia e pode ser visto a olho nu. Está a cerca de 15.800 anos luz da terra. Sua idade é estimada em 12 bilhões de anos. Para mais informações a respeito visite http://newswise.com/articles/view/539256/.
NGC 4755 (Caixa de Jóias)- Belíssima com a ocular de 17 mm. Mais de 15 estrelas com visão direta. Mais algumas com uso de visão periférica. A melhor observação que já realizei do objeto. Esta foi uma das mais preciosas descobertas do Abbe Lacaille em sua expedição entre 1751 -52( Lac. II 12) . È um dos mais jovens aglomerados conhecidos com cerca de 7,2 milhões de anos. Se encontra a cerca de 7000 anos luz da terra.
NGC 4103-Pequeno aglomerado no Cruzeiro. Partindo de Acrux Com atenção você vai perceber uma leve nevoa na buscadora. Bem pequeno com algumas estrelas de capo emoldurando. Não cheguei a resolver estrelas. A beira da resolução. Mesmo com periférica. Nada interessante. Sua primeira descrição é feita por Dunlop em 1826. Apesar de sua magnitude ser dada como 7,4 em diversas fontes, acho bastante otimista.
NGC 3532-Aglomerado aberto belíssimo em Carina. É uma das Jóias da coroa Austral. Visível a olho nu em uma noite bem escura. Lacaille a inclui em seu catalogo como Lac.II 7. Sua descoberta Fo feita pelo abade em 25 de janeiro de 1752, na Cidade do Cabo. Encontra-se a cerca de 1300 anos luz.
IC 2944- Aglomerado com bastante nebulosidade associada. Cobre uma área de mais de um grau. Uma gema austral pouco conhecida. Próximo a Lambda Centauro. Poucos dados disponíveis. Também chamada de “Running Chicken Cluster”.
NGC 3766- Belo aglomerado aberto próximo à IC 2944. Muito mais delicado e cobrindo uma área bem menor. Muitas estrelas comprimidas. Belo objeto. Outra descoberta do Abbe Lacaille em 1752. È conhecida também como o Aglomerado da Pérola. Localiza-se há 5500 anos luz. Também catalogado como Dunlop 289, Cr248 ,Mellote 107 e Lac III 7
IC 2602- As Plêiades do Sul. Outro clássico. Um excelente ponto par se iniciar o tour pela região sendo facilmente localizável e bem central. Lacaille novamente. Tem cerca de 50 milhões de anos. Bem Próxima a cerca de 500 anos luz.
NGC 2516-Lindo Aglomerado aberto facilmente localizável a partir de Avior (épsilon Carina) na Falsa Cruz. Contei mais de 50 estrelas. Não notei o brilho de estrelas no limite da resolução que é descrito por Consolmagno e Davis em “Turn Left at Orion”. Objeto notável. È um aglomerado de cerca de 135 milhões de anos e apresenta diversas estrelas já no estagio de gigantes vermelhas. Foi também descoberta por nosso querido Abbe Lacaille.
NGC 2808- Aglomerado Globular. Entre Miaplacidus(beta carina) e Iota Carina não foi tão facil de se localizar. Bem denso e pequeno. Se percebe na buscadora como uma pequena estrela fora de foco requer atenção. Recorda-me Ngc 362. Alvo Difícil em um campo riquíssimo na buscadora. Esta é uma descoberta de Dunlop em 1826 e foi catalogado por este como Dunlop 265 a.
NGC 2547 – Belo aglomerado aberto próximo a Gamma Velorum. Contei cerca de 30 estrelas na parte central. O Campo na buscadora é riquíssimo. Distancia:1900 anos luz. Abbe Lacaille “scores again”. 1752 . Também conhecido como: Lac III 2 , Dunlop 410, Mellote 84 e Collinder (Cr) 177.
Toda a área no céu entre Centauro e Carina é riquíssima com diversos objetos de céu profundo. Campos estelares ricos. Belo passeio pela buscadora. Como o tempo fechou não fui capaz de determinar exatamente o que é o que em área tão rica. Espero fazer um estudo detalhado da área em breve. A região coberta neste astro log. é uma das mais belas do céu e merece detalhada observação. Diversas jóias austrais se escondem aqui...
Perdi a oportunidade de visitar Theta Carina e a sua nebulosa, porém precisava confirmar o avistamento de diversos objetos que só havia visitado uma vez. NGC 2516 era um equivoco. Só o avistei agora. Mea culpa...