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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Astronomia , um Punk Velho e Sir Patrick Moore



Julian Temple e Dona Rosa - Morro do Cantagalo

O Texto é sobre astronomia. E sobre como ela deve estar presente no seu cotidiano.
É também uma homenagem.
Este mês se iniciou de uma forma bastante ativa e caótica.
Desta forma, achei, as chances de realizar qualquer tipo de atividade astronômica ficaram adiadas para o final do ano.
Passei dezesseis dias acompanhando um diretor inglês de renome (Julian Temple) na realização de um documentário para a BBC, uma TV britânica. Este cidadão foi o diretor de um famoso filme intitulado “The Great Rock and Roll Swindle”. Este conta à história da celebre banda Punk “Sex Pistols”. Ele mesmo ainda um Punk de carteirinha, apesar de sua já mais avançada idade...
O conceito de nosso documentário, batizado de " The Children of Revolution", seria apresentar a Cidade do Rio de Janeiro e sua história recente através da musica. Ou algo assim
 Parecia claro para mim que meu caro diretor não tinha a menor ideia de que filme ele estava fazendo. E eu menos ainda.
 Nossos dias consistiam em jornadas de 12 horas nas quais, às vezes, tínhamos uma ou mais entrevistas agendadas com alguma autoridade ou alguém do meio musical. Estas poderiam acontecer ou não.  Nos intervalos se filmava toda e qualquer coisa que aparecesse pela frente.
Mesmo entre deslocamentos por meio a um transito totalmente engarrafado nosso câmera man permanecia filmando através do para-brisa de nosso veiculo. E o nosso genial diretor também. Com sua pequena câmera amadora.
Este habito lhe rendeu o carinhoso apelido, por parte da equipe brazuca, de “O Tarado da Camereta”.  
Em seu quebra cabeça “filmográfico” nosso gênio criativo tinha uma tara especial por ar-condicionado. Filmávamos e capturávamos o som de diversos ares condicionados pela cidade.
 Uma completa loucura.  
 Este processo orgânico de criação era extremamente estressante para ao fotografo deste evento, Steve Organ. E este, que conhecia nosso diretor de outros carnavais, me alertou para o fato. E como seu assistente fui instruído a tentar manter um mínimo de ordem com relação ao nosso equipamento e ao que fosse filmado.
Desta forma eu mantinha sempre comigo uma mochila onde levava as lentes, baterias (duas sempre carregadas) e todo o “film Stock”. Cada uma das coisas em bolsos pré-determinados. E mais alguns acessórios. Fora o equipamento de iluminação. Este era um problema meu. Conseguir fazer tudo caber na mala da van também.


Ainda devo ser capaz de pendurar uma câmera em qualquer posição e utilizando diversas "traquitanas". Sempre que faço isto me lembro de minhas montagens para o meus telescópios. E percebo diversas possibilidades . Tanto para câmeras como para telescópios...
Este processo me lembra bastante as minhas aventuras astro fotográficas.  Nestas eu vivo um conflito de sistemas. Algo entre o processo orgânico de nosso diretor e o cartesianismo de meu querido fotografo.
Em geral quando vou fotografar eu tento (e quase nunca consigo) manter um “plano de filmagem”.
 Eu costumo iniciar o processo visitando um programa planetário e determinando quais serão as “entrevistas” da noite.

Localizar DSO discretos, para mim, é um processo orgânico e caótico.
A “La Mister Temple”.
 Eu tento localizar um alinhamento de estrelas e a partir destas achar o DSO.
Este só será percebido (se for) através da Ocular. No caso minha 25 mm.
 Isto me dá apenas 1º para acertar este “Chute”.
Na verdade é também um habito que você desenvolve com o tempo e o conhecimento das distancia quando vistas pela sua buscadora que vão tornar isto rápido (ou não).
Que nem as entrevistas do documentário...
Agora vamos à parte mais cartesiana do meu processo “criativo- astrofotografico”.  A “La Steve Organ”
Em primeiro lugar eu gosto de me certificar que possuo um alinhamento polar ao menos razoável. Em casa isto nem sempre é fácil devido às limitações espaciais do observatório.  Assim eu mantenho algumas marcas no chão e evito mexer na cabeça equatorial. Desta forma após fazer algumas fotos testes eu em geral consigo obter um acompanhamento com um mínimo de dignidade sem grandes sofrimentos.
Mantenho também, todo o equipamento necessário para a operação em uma mesa próxima a telescópio.
O “T-Ring” vive montado no telescópio. Desta forma após localizar o objeto e centralizar este eu retiro o porta ocular carinhosamente e com o auxilio de uma chave Allen acoplo a câmera com carinho a fim de não deslocar o telescópio.
Alguns procedimentos anteriores a tudo isto também me são caros.
Checar que as bateria do motor estão novas.
Que o Cartão da câmera esteja vazio e formatado.
Que as baterias da câmera estão carregadas.
Que a exposição já esteja realizada. Em geral 15 ou 30 segundos.
Que o Timer esteja “pré setado”. Preciso comprar um disparador remoto...
E que eu já tenha realizado marcas na cremalheira para auxiliar no foco.
Qua a buscadora esteja bem alinhada.
Que a buscadora Red dot tenha bateria.

Evidentemente que  sofro de algum gene bagunceiro em meu DNA.  Sempre  esqueço algum destes itens. É ahistória do astrônomo desastrado de novo...
Mas novamente sou obrigado a retornar a figura de meu diretor.
Foram 16 dias de filmagem onde eu não vislumbrava nem de longe o fio da meada que conduzirá o documentário
Apelidara o filme, a esta altura, de “Caos at the Temple”. Afinal, como já disse, diretor é Julian Temple.
Eu não tinha esperança de realizar nenhuma fotografia astronômica até o fim da empreitada. Mas...
E é aí que a astronomia se apresenta. Ela sempre se apresenta. Habita o céu sobre nós.
Desta forma, no ultimo dia de filmagem, eu tive uma luz.
Tínhamos feito a ultima entrevista do documentário com Dado Villa- Lobos na véspera ( e gravado uma nova versão , meio tosca, de Geração Coca-Cola . Veja no video acima). E eu nada de entender o filme. 
Nos dois dias (na verdade noites) finais eu sabia que filmaríamos diversas projeções de filmes brasileiros. Iríamos projetar filmes em diversos locais da cidade maravilhosa e filmar estas projeções. Um esporte chamado de “Vídeo-Arte”. Me parecia mais um nosense do “tarado da camereta.”.
Video Arte de Kombi

Desta forma projetávamos filmes sobre o cinema ODEON , dentro de um telefone publico com anúncios de travestis, no toldo do “Amarelinho” e pelas paredes dos armazéns do cais do Porto. Neste ultimo com o projetor e toda a equipe montada em cima de uma Kombi aberta e em movimento.
E nada de astronomia... E nem de entender a porra que eu estava filmando.
Finalmente chega o ultimo dia e continuaríamos na missão Video-Arte.
Mais Video Arte- Pedra do Arpoador

Primeira locação do dia é o teto de um hotel na praia de Copacabana.
E finalmente se faz a Luz.
 Projetávamos filmes de vários períodos da história da cidade sobre a lamina d’água da Piscina na cobertura. E com o deslumbrante cenário do Morro do Leme e o oceano atlântico ao fundo.

Como dizia se fez a Luz. Entendi que as projeções seriam o fio condutor do Caos. As perguntas das entrevistas seguiam sempre certa ordem cronológica. Ainda que feitas totalmente fora de ordem.  Como era o Rio na sua infância, ou nos anos 70. O que você ouvia nos anos 80 e etc...
Ele iria quebrar a monotonia de uma coleção de entrevista pontuando estas com imagens muito loucas, filmadas sobre diverso cenários cariocas, de filmes dos respectivos períodos, ou de imagens que remetessem a descrição daquele tempo pelos entrevistados. Desta forma as projeções de imagens de Tropa de Elite representariam os anos 90. Carmem Miranda os mais pacíficos anos 30. E por aí vai.
Do teto deste hotel se fez a luz. Logo... Astronomia.
Olhávamos para o Leste e conforme anoitecia pipocavam luzes. A Primeira a surgir: Júpiter. E pronto. De uma forma totalmente sem planejamento eu faço uma fotografia astronômica que embora limitada técnicamenete apresenta o gigante de uma forma clara e poética. E ainda apresenta a geografia da cidade com o pão de açucar emoldurando o céu. Júpiter e a Terra se encontram . Isto é astronomia. E usando um Telefone celular.
Júpiter: astronomia do cotidiano.

E apesar de nenhum “Plano de filmagem”, sem ter formatados cartões, sem alinhamento polar e sem nada disto tirei a primeira foto do mês e ainda fiz minha primeira sessão de observação. Usando apenas meus olhos e meu celular...
Aprendo que nem sempre é necessário planejar. Astronomia e astrofotografia podem ser um processo totalmente casual e Orgânico. Elas são frutos de se olhar para o céu e de poder captar estes momentos. Não dependem de equipamentos caros ou de um conhecimento especial. Você aprende fazendo. E que apesar de minha obsessão uma foto dita "Astronômica" não implica na presença de um obscuro DSO com um nome em forma de sigla e de baixíssimo brilho de superfície...
E assim além de fazer uma foto que é bela pelo simples motivo de que o Rio e o firmamento são belos eu ainda pude apresentar para minha equipe de filmagem algumas das belezas do firmamento.
Meu caótico e caro diretor, inglês, adorou saber que a bela estrela avermelhada próxima a Júpiter era chamada de Aldebarã.
Conforme ia escurecendo a imagens da projeção ia ficando mais definidas e mais estrelas pipocavam pelo céu. Sirius logo se apresenta também. Betelgeuse é a próxima que percebo. E conforme elas pipocam mais encantados vão ficando os amigos.

Finalmente chegamos a Patrick Moore. Um dos maiores divulgadores da astronomia do UK, recentemente falecido é invocado. E tanto o diretor como o fotografo falam dele como um velho amigo. Afinal o documentário é para BBC e Sir Patrick Moore apresentou seu show por décadas na companhia ( Entre Abril de 1957 e janeiro de 2013, quando será apresentado o ultimo episodio gravado por P.M. do "The Sky at Night"). Além de que é uma figura do imaginário coletivo inglês. E eu me choco como dois velhos Punks tem tanto carinho por um astrônomo.
Fiz minha foto e aprendi que astronomia deve fazer parte do cotidiano das pessoas. E como Patrick Moore fez disto algo comum a todos os ingleses.

                                               R.I.P. Sir Patrick Moore

sábado, 23 de julho de 2011

Como Observar A Grande Mancha Vermelha de Jupiter

Júpiter esta de volta ao céu e é uma das "estrelas" da temporada que se anuncia. Sei que o termo estrela não é exatamente o mais apropriado . Mas não podia perder esta oportunidade de promover o gigante gasoso ...

Observar a Grande Mancha Vermelha de Júpiter é um dos maiores desafios para astrônomos amadores e uma espécie de divisor de fronteiras para os iniciantes. Dentro da realidade para possuidores de pequenos telescópios. Uma espécie de batizado.


Evidentemente este feito depende de alguma experiência e também de persistência. O seeing será fundamental.

Esta estrutura é um ciclone atmosférico que sobrevive há vários séculos. Talvez mais.

Seu primeiro registro é disputado. Alguns o atribuem a Robert Hooke, que registrou uma estrutura oval na atmosfera do planeta em 1664. Mas existem duvidas. Outros atribuem a Giovanni Cassini sua descoberta. Este tem a divisão Cassini como forte depoente a seu favor e descreveu uma estrutura semelhante à Grande Mancha em 1665. Assim sendo temos fortes evidencias de sua existência desde o sec. XVII.

Seu primeiro registro detalhado e seu primeiro desenho foram realizados em 5 de Setembro de 1831 por um astrônomo amador alemão de Nome Samuel Schwabe.

A grande mancha varia de aparência e pode se apresentar um espectro de cores que vai desde um vermelho bem intenso até um laranja anêmico. Não se sabe o que leva a isto.

A mancha também varia de tamanho. Algo entre 24.0000 e 40.000 km no sentido Leste – Oeste. E entre 12.000 e 14.000 km no Norte- Sul.

Apesar de suas enormes proporções a grande mancha pode se tornar bastante elusiva até mesmo para grandes telescópios amadores. Tudo depende do que a grande mancha anda fazendo. Nos seus momentos mais ativos e de carmim mais intenso é um alvo fácil. E em suas fases anêmicas é difícil de notá-la contra o cinturão equatorial sul.

Um bom seeing e uma ótica de boa qualidade são fundamentais. O Uso de filtro azul (82 A, 80 A ou 38 A) irá ajudar muito.

O uso de gelatinas que se utilizam para filtrar luzes em shows é uma opção barata. Tente comprar uma folha de 1/8 ou ¼ CTB.


Saber aonde a grande mancha vai se encontrar ajuda muito. Se você estiver observando Júpiter em momentos que grande mancha não esta voltada para terra de nada vai adiantar.

Na pagina da Sky and Telescope (Olhe nos Links do Nuncius) eles possuem um “Red Spot Calculator. Entre a data e sua localização e ele faz o resto.

terça-feira, 1 de março de 2011

Catlogo J.E.S.S. - O cinturão de Júpiter

O Cinturão Perdido de Jupiter.




Finalmente chegaram de volta a minha pessoa os manuscritos mais antigos dos deixados por Silvano e Silva e José Eustaquio.

São centenas de paginas. Estou destrinchando o material. Pode parecer fácil. Mesmo depois do trabalho de recuperação a que foram submetidos o termo “recuperados” é bastante otimista. As caligrafias são péssimas e a organização dos dois senhores surpreende até mesmo ao autor. Ele mesmo um prodígio da baderna.

De qualquer forma os primeiros anos de Silvano e Silva no Brasil deixaram um grande legado. Escrevia muito.

Manteve durante os primeiros anos anotações detalhadas sobre diversos planetas. Especialmente Júpiter e Saturno.

Ele acreditava que um dos maiores momentos da humanidade se dera quando Galileu apontou seu telescópio para o deus Júpiter e viu apenas um planeta cercado por quatro luas. E mudou o mundo.

O planeta é conhecido desde a antiguidade. Um dos astros mais brilhantes de todo o céu. Só é subjugado pela Lua e por Venus. É um gigante muito mais distante que estes pequenos mundos.

Galileu batizou as luas com o nome de Stella Mediceana. Fazendo assim boa política com seu patrono. Silvano Silva ainda se refere a elas assim.

São conhecidas hoje por Io, Europa, Ganimedes e Calisto.

Ganimedes nos dá bem a escala. Ela é maior que o planeta Mercúrio.

Nosso padre pagão também o chamava de Marduk. E adorava ser jovial. Dizia ele que porque jovial vinha de Joviano. E Este era o adjetivo para Júpiter.

Matava a lingüística e mostrava o pau. Nosso querido padre sofria por não poder crer em Deus. Então o chamava de um deus pagão e se vingava dele mesmo.

O conhecimento sobre a real estrutura Jupteriana era ainda um grande mistério e Dom João buscava a verdade. Um dos escritos mais interessantes que achei foram relativos a eventos na atmosfera de Júpiter.

Como sabemos Silvano e Silva foi se tornando cada vez mais desregrado ao longo dos anos. Os escritos que me chegaram às mãos agora é o melhor de sua produção. Ele mantinha ainda um diário e datas. Por isto este evento astronômico foi bem registrado.

Na noite de 1 de março de 1764 Júpiter dominava o horizonte Noroeste . Segundo Dom João:

“... Marduk se mostra glorioso. Emoldurado por Aldebarã. Faz escolta para as Hyades e as Plêiades. Em sua vizinhança se esconde um dos encantos que José me mostrou a algumas noites. (Provavelmente ele refere-se ao aglomerado aberto NGC 1647.) Aponto o telescópio em sua direção a 34º na direção Noroeste. E me surpreendo. A minha tão cara estrutura de cinturões esta desfigurada. Algo aconteceu ao cinturão sul. Ele simplesmente sumiu. Não posso afirmar exatamente quando. Minha ultima observação do Planeta foi a cerca de 20 dias. O clima tem estado deveras chuvoso.”.



Dom João então acompanhou todo um processo . Primeiramente ele achou que nunca mais veria o cinturão. Mas a evolução da coisa foi menos cruel. Aos poucos ele foi se refazendo. E Dom João descreve um ciclo que na época era desconhecido.

Naqueles tempos a dinâmica atmosférica deste gigante gasoso ainda era desconhecida e o fenômeno pareceu quase como mágico para Dom João e posteriormente José.

Segundo o texto de Dom João nosso amigo José Eustaquio do Nascimento e Islas novamente se mostra a frente de seu tempo. Ainda que errado ele acerta. Ele diz que os planetas são como a terra. Aquilo era apenas uma mudança climática.



Hoje sabemos que júpiter é um planeta gigantesco. Composto quase que exclusivamente de hidrogênio e Helio. Assim se assemelhando a uma estrela. Caso fosse maior sua massa teria tornado a pressão e a temperatura em seu núcleo tão alta que este seria uma estrela de fato.

Júpiter apresenta padrões climáticos bem estáveis. Sua grande mancha vermelha é uma estrutura conhecida há séculos e apesar de mudanças sempre se manteve. É uma imensa tempestade que dura mais de 400 anos. Assim o desaparecimento de um de seus cinturões equatoriais é um fato digno de nota.

Recentemente isto aconteceu novamente (maio de 2010) e a registros de desaparecimento também em 1991 e em 1973.

Mas em 1764 nunca havia sido registrado tal fenômeno. Isto torna a observação de José Eustaquio marcante. O Ciclo que ocorreu ainda é um mistério. Pois foi muito mais rápido que qualquer um já registrado. E não há registros europeus para tal fato.

Hoje sabemos que Júpiter possui 2.5 vezes a massa de todos os outros planetas do sistema solar juntos. Isto é tão massivo que o baricentro do sistema Jupiter-Sol esta acima do disco solar. Há 1.68 rad. do centro do Sol.

Sua estrutura interna ainda é incerta. Supõe-se que seu núcleo seja composto de uma mistura de elementos. Cercado por uma camada se hidrogênio metálico e algum Hélio e uma camada de hidrogênio molecular embalando tudo isto.

Sua atmosfera é a maior do sistema solar com mais de 5000 km de espessura. Júpiter não possui uma superfície sólida e então a base de sua atmosfera é considerado um ponto onde a pressão atinge 10 bares (10 vezes a pressão na superfície da Terra).

Sua camada de nuvens, que é responsável pelo fenômeno aqui descrito, é composta basicamente de cristais de amônia e de hridrosulfito de amônia. Elas se localizam na tropopausa do planeta e se organizam em diferentes cinturões. Com diferentes cores. E em diferentes Latitudes. Formando assim padrões como os que vemos. É possível que haja uma fina camada de nuvens de vapor d’água abaixo destas. Isto explicaria a presença de raios e outros fenômenos eletromagnéticos observados em Júpiter. A água é uma molécula “polar”. Ou seja, apresenta carga. E a separação destas leva a esses fenômenos.

Hoje sabemos que o desaparecimento deste cinturão se deve a intensa atividade ciclonica na atmosfera. Isto faz com que Nuvens claras que em geral se encontram mais baixas “cubram” as nuvens mais escuras que habitam o cinturão. O que dispara isto ainda é um mistério para os astrônomos.

Isto não era problema para José que atribuía isto a exatamente o que acontecia. Um fato comum a dinâmica atmosférica do planeta. Ele mesmo já havia visto isto e não se impressionou com o fenômeno. Aquilo chocou Silvano Silva e segundo entendo causou acaloradas discussões entre ambos.

Acompanhando as próximas observações o fenômeno teve uma duração muito curta. Entre os meus alfarrábios as descrições de Júpiter voltaram à normal imediatamente. Segundo as datas o fenômeno não passou de dois meses de duração. Ou seja, o cinturão se restabeleceu em um período muito menor que o recente evento em 2010.

Minhas próprias observações demonstram que o cinturão sumiu por volta do começo de maio2010 e ainda estava se restabelecendo no final de fevereiro de 2011. Segundo outros registros o ciclo dura cerca de um ano.

Silvano Silva pode ser considerado o descobridor deste fenômeno. Ou se acreditando em José Eustaquio este seria o descobridor. De qualquer forma Dom João é o primeiro a registrar isto.

Desaparecimento registrado durante 2010/2011 Sul para cima