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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Focando uma Buscadora.

     
      
      
       Buscadoras são fundamentais para uma boa sessão de observação. 
     São ,na verdade, pequenas lunetas. Atualmente muitas vezes mais poderosas que os instrumentos usados por muitos dos pioneiros da astronomia. Sendo equipamentos muito simples não parecem poder apresentar nenhum tipo de problema.
         Eu possuo algumas.
      Uma delas usei pouquíssimas vezes. Uma 6X30 mm. Esta veio junto com meu Refletor, o Newton. Como já possuía uma 10x50 mm substitui e a guardei em um canto. Usei algumas poucas vezes. Sempre como uma luneta em carreira solo.
         O tempo se passou e ao avista-la resolvi brincar com a mesma. Queria comparar as duas e ver qual o campo que cada uma cobria. As paredes “anos 50” de meu prédio são ótimas para essas coisas. E só contar quantos “tijolos” cabem em cada campo. Aí percebi que a minha “pequena abandonada” se encontrava completamente fora de foco. Eu sabia que isto poderia um dia acontecer.

         Agora é só focar. Afinal algo tão simples. Parece uma das Lunetas que o Lacaille usava.
         Foi aí que a porca torceu o rabo.
Eu sabia onde era o “anel de foco”. Mas este não se movia.
Rapidamente estava com a buscadora toda desmontada.
È um péssimo habito que eu tenho.
 Quando algo não funciona eu vou lá e desmonto para ver se entendo como é que aquilo funciona. Em geral dá certo.


Às vezes não dá para montar de novo. Mas buscadora são uma coisa bem simples e assim rapidamente descobri como se focaliza uma.

 Ou pelo menos um jeito de fazê-lo.

    1-     Primeiro certifique-se que a ocular (a parte de trás, por onde você olha...) esta totalmente atarraxada. Qualquer folga pode causar o desfoque. Você pode ajustar o foco rosqueando e/ou desenrosqueando a "ocular" . Confie em mim, este não é o jeito certo....





    2-     Agora coloque o anel de foco (supondo que você, assim como eu ,já desmontou a buscadora inteira...) e se certifique que a rosca esta para o lado certo. O lado certo é o que permite que ele percorra toda a rosca do tubo ótico. Olhe a foto e pense que não tem como errar... O lado com a rosca do          anel de foco deve ficar “para cima”.



    3-     Agora comece a atarraxar a “lente” (a parte da frente da bagaça, que inclui a lente e um “dew shield” ou para-sol.) Atarraxe um pouco e olhe pela “ocular” para ver se “deu” foco.









4-     Não deu? Gire mais um pouco e olhe de novo.













   5-     Conseguiu o foco?  Se sim vá para 6. Senão retorne para 4.  












     6-     Gire o anel de foco até travar o conjunto e voilá.












Utilizando uma luneta ainda mais modesta  que a 6X30 mm que vimos neste tutorial o Abbe Lacaille criou diversas constelações, desmembrou uma e ainda escreveu  um catalogo de nebulosas com 42 entradas com diversas entradas originais... 

E elas são muito praticas para fazer fotos por método afocal... Funcionam como uma tele para essas cameretas “tipo saboneteira”. Tudo bem que as fotos saem de cabeça para baixo.   Nada que o Photo Shop não resolva... E um excelente jeito de se fazer composições "artísticas".

Janela Indiscreta , O Hotel Marina já aceso e o Vidigal...
Casio EX 100 e Buscadora 6x30...


Na 10x50 mm o anel de foco é mais evidente. Mas o processo é rigorosamente o mesmo...
10x50 mm 


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Buscando Buscadoras

Buscadoras para Astronomia Urbana.


Quando falamos em buscadoras me ocorrem 3 modelos básicos.

• Buscadoras Óticas

• Buscadores de L.E.D. (red dot finder)

• Buscadoras Laser
Ótica (RACI)

Para o astrônomo urbano cercado de poluição luminosa a necessidade de buscadora se amplifica. E isto reduz a possibilidades.

Até alguns anos só havia buscadoras óticas. O que variava era o seu tamanho. O menor tamanho que me parece viável são as 6x30mm.

Estas buscadoras são pequenos telescópios refratores que apresentam algum poder de magnificação e um grande TFOV (True Field of view).

Laser
Eu acredito que uma buscadora 9x50 mm ou aproximadamente isto é a que mais se adapta ao uso urbano. Ela será capaz de perceber estrelas bastantes tênues mesmo sob forte poluição luminosa. Algo como 9 mag. Isto será o suficiente para você navegar pelos apagados céus de cidades grandes. Há modelos de visão direta que obrigam a que você traduza as suas cartas. A imagem aparece invertida. Existem modelos prismados (RACI) que corrigem isto. São mais caros. E no Brasil difícil de achar.

Em áreas urbanas dificilmente você verá estrelas suficientes a olho nu para que a utilização de Buscadoras de L.E.D. ou “Telrads”. Estes são uma versão mais chique dos “red dot finders”. Apresentam um reticulo com círculos demarcando áreas de ½, 2 e 4 graus. Parece uma mira de avião. Existem inclusive mapas especialmente desenhados para serem usados com “Telrads”. Porém como não apresentam magnificação é bastante ineficiente em ambientes urbanos. E no Brasil é difícil de achar.

Telrad


As buscadoras a L.E.D. mais tradicionais apresentam o mesmo problema em áreas urbanas. Mas apesar disto elas são extremamente uteis para iniciar o processo de busca.

Eu utilizo sempre duas buscadoras em meus telescópios. Uma de L.E.D. que permite que eu localize estrelas brilhantes já próximas a região que estou buscando e a partir daí sigo em frente como minha 10 x 50 mm. Em áreas fortemente iluminadas todo e qualquer recurso que ajude na localização de seu alvo é bem vindo.

Quanto às buscadoras laser há uma controvérsia. São do tipo que as pessoas ou amam ou odeiam. Apresentam sérios problemas de segurança. Mas o laser verde sobrevive bem à poluição luminosa e permitem que você cace aquela estrela de 4,5 mag. sem tirarmos o olho dela. Isto ajuda muito quando este é quase seu limite a olho nu. É uma boa opção para substituir a buscadora a L.E.D. neste primeiro contato. E em geral precisam que se adapte uma sapata para ela .

Outra opção é o uso de um red dot finder (L.E.D.) combinado com uma ocular Ultra wide Field. Essas oculares quando combinadas à refletores de razão focal rápida apresentam até 3º graus de TFOV e permitem que a partir de uma estrela localizada pelo outro finder se navegue diretamente pela a ocular sem o uso de uma buscadora ótica.
L.E.D. (red dot)






Resumindo

Em ambientes urbanos uma buscadora ótica e com capacidade de ampliação é indispensável. O tamanho mínimo útil seria de 6 x 30mm . Quanto maior melhor. Eu recomendo uma 9 x 50 mm.

O uso de outro modelo para que se inicie a navegação é bem útil. Se este vai ser uma a laser ou a L.E.D. é uma questão de gosto. O uso de Laser recomenda cuidados. Mas é mais fácil de localizar estrelas mais tênues.

O uso de uma ocular ultra wide depende muito do telescópio que você possui. Se for algo com f 5 ou mais veloz é uma ótima opção.


quarta-feira, 16 de março de 2011

Afinando Buscadoras.

Afinando Buscadoras


Buscadoras. É parte fundamental do equipamento astronômico.

 Eu, particularmente, as adoro.

Uso dois tipos em meu telescópio.

Uma “de led” (red-dot. finder) e uma óptica. 10x50.

Buscadoras têm que estar alinhadas com o eixo de seu telescópio. Uma buscadora descalibrada é fonte de inúmeras frustrações. Muitas vezes também fonte de diversos impropérios.

Ajustar suas buscadoras é uma arte.

Para realizar o ajuste das buscadoras é interessante você possuir um ponto de luz fixo a uma boa distancia. Em minha casa utilizo sempre uma pequena luz de Top de um prédio distante. Em geral você sempre obtém um poste ou uma pequena fonte de luz a distancia. Caso não seja possível escolha uma estrela brilhante. O ajuste se torna mais difícil devido a rotação da terra, mas é possível se conseguir bons alinhamentos assim.

O ajuste de “red-dot finder”. Não chega a ser complexo. Em geral eles têm dois botões que permitem o ajuste de ambos os eixos.Em um primeiro momento eu faço apenas um ajuste aproximado do red dot. Somente o suficiente para que ele permita que quando eu utilizar a buscadora ótica eu já tenha o objeto dentro do campo.

O alinhamento da buscadora ótica é um pouco mais delicado.Primeiro se certifique de já ter um alinhamento polar pelo menos aproximado.O próximo procedimento essencial é que você alinhe sua buscadora de forma que o retículo dela fique paralelo ao horizonte. Assim a cruzeta da mira (“os eixos x e y”) será alinhada paralelamente e perpendicularmente ao horizonte. Gire ela no suporte até tudo estar alinhado. 

Isto tornará sua navegação pela navegadora imensamente mais fácil do que se a mira estiver desnivelada em relação ao horizonte.

Uma vez com o objeto centralizado na buscadora ótica você deve olhar pela a ocular. A sua maior ocular. Com sorte o objeto já estará em quadro. Caso contrario faça uma escaneada com os controles . Uma vez com o objeto localizado e o mais centralizado possível na sua ocular wide Field (20 mm ou maior) volte à buscadora e a alinhe com a ocular. Volte à ocular. Mais uma chegada no alinhamento. Tudo certo? Ok. Troque à ocular.

Em geral coloco a 10 mm e realinho com mais precisão a buscadora.

Depois disto eu ainda faço um ultimo ajuste utilizando uma 4 mm como ocular. Isto só é possível com um ponto fixo. Com uma estrela em geral eu paro os ajustes na 10mm.

A seguir retorno para o “red dot finder” e faço um ajuste fino.

Às vezes utilizo apenas uma buscadora ótica. 6x30mm. Com meu refrator. O processo é basicamente o mesmo. Você deve começar a busca com os dois olhos aberto com um “olho no peixe e o outro na frigideira e você acabará com seu ponto luminoso dentro do campo da buscadora.

Há quem só navegue utilizando o “red dot finder”. Eu não gosto. Em áreas onde há muita poluição luminosa não há estrelas suficientes disponíveis (sem algum auxilio ótico) para se navegar de forma precisa.

Nunca utilizei Telrads. Mas gostaria muito. Em locais escuros devem ser bem precisos...

Uma buscadora bem ajustada torna a navegação muito mais prazerosa e mais rápida. Você deve saber exatamente qual é o campo coberto por sua buscadora. Eu gosto de utilizar o Cruzeiro do Sul. Enquadre a constelação veja se você consegue englobar seu eixo mais longo dentro do diâmetro da ocular. A distancia entre Acrux e Gacrux é de   6  graus. Uma buscadora de 30mm tem cerca de 7º . Uma de 50mm tem um pouco mais de 5º .

Uma precisão de cerca de 8 ´ é possível (na ocular). Com 18` já esta dentro do aceitável.

Minha plossl 25mm tem pouco mais de 1º de true field.

Usando uma 4 mm eu tenho um campo real de 16´de arco. Então com bastante precisão é possível trabalhar com de cerca de +- 8´ de erro.´

É bem perto . 15´é a dimensão de M 28.