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sábado, 24 de janeiro de 2015

Ngc 5617- " The Dracula Cluster"

     
            Ngc 5617 é um belo aglomerado aberto na Constelação de Centauros. Localizado a pouco mais de 1o de Alpha Cen é estranho que não seja muito mais visitado. Talvez por habitar tão próximo a  famosa estrela e em uma vizinhança marcada por DSO´s extremamente conhecidos ( Omega Centauro ,  Caixinha de Jóias e cia. Ltda. ) esta bela jóia fica um pouco esquecida.
        
crop de Ngc 5617.
                Outro detalhe é que mesmo tão próxima a um farol  obvio como Rigel Kent (Alpha Cen) a navegação até este porto pirata pode ser mais difícil do que  pode supor a vã filosofia. Durante muito tempo procurei por este tesouro e não o localizei. Chequei a ser enganado e acabei "descobrindo" Lynga 2 em seu lugar. Este um pequeno aglomerado aberto com pinta de asterismo e com menos estrelas, mas mais brilhantes que o original...  
                Ngc 5617 é conhecido também como " Aglomerado Dracula". ( The Dracula Cluster).
                Não consigo entender a razão e acredito ser mais um daqueles apelidos inventados pelo O´Meara e que só ele sabe a razão. Em seu Southern Gems ( um belo  livro que completa sua coleção Deep Sky Companions e aborda as melhores peças descobertas por Dunlop) e alega poder perceber o Vampiro com braços abertos esticando sua capa.  O aglomerado é a entrada de numero 69 em seu  livro. O minimo que posso dizer é que le é bem imaginativo.  
                Como já disse o aglomerado me ludibriou diversas vezes até que o conseguisse observar e fotografar. PaComo já disse o aglomerado me ludibriou diversas vezes até que o conseguisse obsrvar e fotografar. Partindo-se de Alpha Cen ele reside pouco mais de um campo ocular ( usando uma 26 mm em um Newtoniano 150 mm f8) a oeste da conhecida estrela dupla. Mas como sempre repito nem tudo é como parece ser e muito menos como achamos que é. E atualmente sempre que quero visitar o aglomerado eu parto de Alpha cen vou até Lynga 2 e deste um pequeno salto me leva até o aglomerado. caçar discretos DSO´s não é para impacientes e com um pouco de vontade e algumas tentativas você acabará chegando em 5617 de um modo ou de outro. Eu nunca consegui perceber o mesmo pela buscadora. Mas é provavelmente factivel em locais de céu bem escuro.
                 O aglomerado uma vez na ocular é inconfundivel. bastante concentrado e com dezenas de pequenas estrelas se resolvendo mesmo com pequenos aumentos ele é um espetaculo.  Trumpler o classificou como um aglomerado aberto I 2 r . O que significa que o mesmo se destaca bem do fundo galactico, possui um grande concentração central, uma larga escala de brilho em suas estrelas e posui muito membros ( mais de 100).

 A descrição feita por Dreyer também deixa bem clara a beleza de Ngc 5617.  Cl,L,pRi,pCM,st 8...que traduzindo em miudos significa que é um aglomerado (Cl), grande ( L), bem rico (pRi) , bem concentrado no centro ( pCM) e com estrelas de 8a magnitude e menos...


 rt
                Nossa jóia foi descoberta por James Dunlop em 1826 em seu levantamento feito em Canberra , Austrália. É a entrada de numero 302 em seu confuso e muitas vezes equivocado catalogo. Ele nos diz que trata-se de um aglomerado de pequenas estrelas de magnitudes variadas e consideravelmente concentrado em seu centro. com 4´ou 5´de diâmetro (cluster of small stars of mixt magnitudes, considerably congregated towards the centre, 4´ or 5' diameter). Ele observou este aglomerado duas vezes.
                O aglomerado é relativamente bem estudado e especialmente citado em papers que tratam de "Blue Stragglers" (um caminho evolutivo "diferente" para estrelas duplas...) . Com  80.000.000 de anos é um contemporâneo das Plêiades e sua distancia é alvo de alguma controvérsia .  É um daqueles casos de aglomerados que foram se afastando de nós conforme fomos melhorando as estimativas. Um interessante paper de 1967   diz que Raab nos dá uma distancia de 625 pc; Depois Trumpler fala em 1110 pc. Collinder recua para 850. Depois Barankhova fala em 900 e um tal de Waltenquist  diz que ele se encontra a 730. Em avaliações mais recentes os valores oscilam entre 5000 e 7500 anos luz.  Devido a sua posição na galaxia o "redenning " deste aglomerado é difícil de ser calculado e assim sua distancia é incerta...  1 Parsec ( Pc) é igual a  3,2616 anos luz.  "Redenning" é o desvio para o vermelho nas luz das  estrelas causado pela poeira entre nós... Os cálculos mais atuais se baseiam em variáveis cefeidas suspeitas de serem membros do aglomerado. 
                Utilizei diversas oculares na observação mais recente que fiz de 5617. Ele sobrevive bem a magnificação e com uma 10 mm ele quase enche o campo visual. Novamente o melhor resultado foi utilizando uma 17 mm  Não devido ao tamanho. A 17mm é minha melhor ocular e salvo alvos muito pequenos ou muito grande ela em geral é a melhor opção . Com a 26 ele se assemelha muito a foto sem crop apresentada acima e chega a ser discreto. Com atenção se percebe mais estrelas. O uso de visão periférica será útil . Pode-se perceber o colorido e a presença de estrelas vermelhas. Afinal já não é mais um garotão...

                Quanto as imagens foram realizadas cerca de uma dezena (o valor exato se perdeu nas anotações que eu não fiz...)  de fotos  com ASA 3200 e 20 segundo de exposição . A câmera utilizada foi uma Canon T3 não modificada e utilizando um newtoniano 150mm f8.  O alinhamento polar foi apenas suficiente.O foco idem. Como em geral acontece aqui no Nuncius Australis. Astrofotografia é a melhor diversão.
Foto analisada no Astrometry. O catalogo HD é incluido no Skychart ( Cartes du Ciel) e creio poder ajudar na localização ...
              Ngc 5617 é um belíssimo aglomerado marcado pela forte concentração central  e de grande riqueza. É melhor observado com telescópios e sua visualização com binóculos nunca me convenceu. Na verdade mesmo como o Galileu ( um refrator de 70 mm e f 13) eu nunca tive plena consciência da beleza deste tesouro.   Um novo favorito...






                

terça-feira, 24 de julho de 2012

Observando de Ouvido e com Partitura.



Depois de algum tempo sem me dedicar a nobre arte da observação astronômica (com a exceção de alguns rápidos passeios binoculares) estava de volta a carga e à meu velho conhecido : o  céu mais escuro da Armação dos Buzios.
 Desta vez com um projeto novo. 
Como iria com toda a família e com o veiculo abarrotado decidi ressuscitar meu bom e velho refrator : Galileo.
Mas com novos trejeitos.
Minha ideia parecia muito boa. Levo o meu velho Celestron 70 mm, mas levo também a montagem EQ-3. Com o pequeno telescópio ela vai ser mais estável que um Kart.
Eu que aprendi a observar naquele modesto telescópio galileano em uma montagem que tremia mais que bambu verde em noite de temporal realmente achei que houve uma grande melhora. E outra grande vantagem é que o peso do conjunto realmente se tornou muito menor. O telescópio é muito mais leve e maleável que o “Newton” (150 mm) e a necessidade de contrapeso também se torna menor. 
E apesar das controvérsias que meu argumento possa causar um quilo de chumbo a menos é muito peso a menos. E foi mais de um kilo a menos...

O dove tail mais barato do mundo
Montar o velho Galileu na “nova” montagem foi bem simples. Um projeto que apesar de um pouco tosco revelou-se extremamente funcional e, sobretudo (mantendo a tradição) bem barato. Uma rápida visita a madeireira próxima a casa, uma passagem na vidraçaria, um pouco de simpatia e um rolo de gaffer tape e pronto. Uma sobra de esquadria de alumínio e um pedaço de sarrafo de madeira e eis pronto o Dove Tail mais barato do mundo. Custo Zero.
Tá lá o telescópio sentado na EQ-3.
Como sempre gosto de recordar a presença de outros humanos me atrapalha(uns mais e outros menos)  barbaramente na observação. Pessoas sempre querem luzes acesas e afins. E eu, do contra, não.
Agora em uma casa cheia  e com uma moqueca sendo preparada pela cunhada começamos a “astronomia de guerrilha”. Luzes acesas em todas as direções e pessoa passando para lá e para cá e eu tentando apresentar alguma coisa para “o mais interessado”. Um sobrinho de 13 anos de minha cunhada estava disposto a ver Saturno.
Em um voo as cegas, onde até mesmo para se perceber a cruzeta da buscadora era necessário se fantasiar de lambe-lambe,  eu consigo alinhar e colocar o Senhor dos Anéis na ocular.
 É infalível. Forma-se fila e todos visitam o planeta. " Uau!!!" pra lá e pra cá...
Com o som rolando AC/DC no ultimo furo eu continuo fazendo meu tradicional tour de Ouvido (sem cartas, Stellarium e afins.)  Numa rápida sucessão apresento os clássicos da guerrilha. Caixa de Joias, M7 e M6. Ainda de ouvido apresento os aglomerados próximos a Zeta Scorpio (Ngc 6231, 6232 e outras entradas mais obscuras do New General Catalog...). São clássicos eternos que vou visitar para sempre. Assim como o som que vai nas pick ups. Se sucedem Pearl Jam, Aretha Franklin e outro mais. Realmente não parece uma sessão de observação e assim que a moqueca fica pronta se suspendem os trabalhos.
Depois de cumprir minhas obrigações paternas e levar as crianças para passear a 10 metros do chão em um circuito de arvorismo (um esporte que apesar do nome é praticado,no mais das vezes, sobre cabos de aço ligado por postes...) eu me vejo em condições de tentar algo um pouco mais elaborado.
O povo todo se animou a ver um show que aconteceria na praça da cidade e eu e o “mais interessado” damos um perdido e retornamos para casa. A banda “Casuarina” não entra no hall dos gigantes já citados dentro de minha humilde e solitária opinião. E Graças a isto consigo finalmente ter o telescópio montado no quintal dos fundos e a maioria das luzes da casa apagadas. Os postes da rua são um projeto que venho elaborando há algum tempo e talvez um dia consiga me livrar de pelo menos um deles...
Como eu não conto nem debaixo de  tortura.
No quintal dos fundos agora se encontram eu, o sobrinho e meu irmão (que tinha dado o perdido antes do arvorismo) com o telescópio apontado, ainda de ouvido, para M4. O Globular próximo a Antares se apresenta discreto. Seu formato meio fora de esquadro é inconfundível. O sobrinho se mostra fascinado com as histórias que conto. Parece que teremos mais um amador no Maranhão. O fato de ser o segundo (provavelmente) globular mais próximo da Terra parece ser relevante para o jovem. Junto com aglomerados abertos, Saturno e algumas duplas o garoto estava fisgado.
Com Sagitário ainda em posição muito incomoda resolvo fazer uma visita breve ao horizonte norte.
Albireo (ß Cygnus) é provavelmente a minha dupla favorita. E um alvo fácil para pequeno refrator. Divide-se facilmente com pequenos aumentos ( hoje 36x) e toda vez eu percebo colorações levemente diferentes. Hoje ela estava laranja (primaria) e “quase verde” (secundaria). O calouro ficou boquiaberto. Nunca ouviu (ou viu.) falar de estrela verde.
Na verdade é possível que não existam estrelas verdes de fato. E o contraste entre as componentes preguem uma peça no ingênuo cérebro humano. Mas eu mesmo já vi outras estrelas verdes. 
No ló creo en Brujas. Mas que las hay las hay...
Decidido a testar o seeing e o meu velho telescópio continuo navegando nas águas do Triangulo de Inverno (Asterismo formado pelas estrelas Altair, Vega e Deneb) e me dirijo para Vega.
A partir da brilhante estrela se percebe facilmente a dupla Épsilon Lyra No mesmo campo de buscadora. Já na ocular tente dividir suas componentes mais uma vez. È um bom teste tanto para o modesto telescópio como para a estabilidade da atmosfera. Com 90x divido um dos membros. Mas o outro se recusa. A “Dupla –Dupla “ na se rende tão facilmente . Meto uma Barlow 2x no conjunto da obra e acredito que em alguns momentos separo todos os componentes, depois já acho que não, e depois acho que sim de novo...
A estrela épsilon da harpa é sempre diversão garantida.
Agora chegou a vez de Sagitário. Ainda tocando de ouvido apresento M8 para meu amiguinho. O Aglomerado aberto é bem visível. A nebulosa requer um pouco de averted vision. Enquanto tento explicar a técnica começo aperceber mais e mais nebulosidade na estrutura.
Dali resolvo apresentar um globular mais impressionante e rapidamente estou em M22.
Este é um globular de outro naipe. Considero ele parte da trindade dos aglomerados. Junto com Omega centauro e Tuc 30.
O tão cantado M 13 fica no chinelo. Cheira-me a premio de consolação dos amigos boreais...
O próximo alvo se recusa a sair de ouvido. E então pego as partituras. Na verdade apenas ligo o computador e traço uma rota até ele com o auxilio do Stellarium.  M69 é uma musica mais difícil.
Primeiro centralize Kaus Australis (Épsilon Sag), na base do "bule"( é o asterismo que reúne a maior parte das estrelas de Sagitário ). Com ela no canto de cima da buscadora (sul) você vai perceber claramente duas estrelas de aproximadamente 5ª magnitude. São HIP 90763 (que possui um pequeno “nozinho” de estrelas ao sul) e HIP 91014. Centralize em HIP 90763 (a menos brilhante) e vá para a ocular do telescópio. Com a 25 mm eu encontro M 69 no mesmo campo. O brilho da estrela ofusca um pouco o pequeno globular, mas ele se apresenta claramente. Com a 10 mm fica ainda mais fácil. É um globular bem modesto na ocular. Mas a navegação até o mesmo é bem divertida. Depois de ler a partitura achamos melhor encerrar e aguardar pelo próximo dia para combater de novo. Espero sinceramente que meus camaradas se encantem com a musica de novo e que resolvam ver meu querido Jards Macalé que se apresentará na mesma praça...   
Na noite seguinte a observação praticamente se resume a Lua. Jards Macalé conta com menos fãs do que eu supunha...
Sem Barlow


Com Barlow 2x

Fico feliz em descobrir que o 70 mm se revela um bom fotografo. Ainda que sem tempo para motorizar a montagem e muito menos realizar algo parecido com alinhamento polar faço algumas fotos de Selene. Com e sem barlow. Nas fotos originais se percebem mais detalhes ( evidentemente ...) na foto  em que utilizei a  barlow . Mas o compressão do Blogger parece que nivelou as coisas. Vai entender...  De qualquer forma o Mare Crisium domina a cena flanqueado por Cleomedes , Burk hardt e Geminus ( acima do  Mare  na foto...) . Abaixo se sobressai Langrenus . Todas belas crateras ao alcance de pequenos telescópios.
Ainda que pressionado para iniciar os trabalhos junto à churrasqueira consigo fazer um sketch    apressado de Ngc 5617 . Trata-se de um discreto aglomerado aberto bem proximo a Alpha Centauro. Recomendo que retire Alpha do campo ocular .
ngc 5617
 Depois de  operar churrasqueira e beber algumas garrafas de vinho a vaca foi pro brejo (ou para a brasa) em definitivo e guardo o telescópio antes que algo pior aconteça.
Na verdade  nem guardo o telescópio que é encontrado ao sol   ao  amanhecer.
No domingo resolvo tocar com partitura. Diversos globulares do catalogo Messier que eu evitava  (ou eles a mim...)  ha anos demandavam uma aproximação  mais conservadora.
Com Partitura ( no caso somente o Stellarium e o Cartes du Ciel que habitam meu HD)  parto em busca destes fantasmas. Apesar do catalogo Messier ser (em tese...) possível com 70 mm nem tudo será   exatamente musica popular...

Ainda cedo consigo me reencontrar com M69. È um alvo “fácil”.
M 70 não tem nada muito brilhante perto para ajudar no star hop. Assim parto de M 69 em busca de HIP 91386 e depois de HIP 91713 A. Entre 7ª e 8ª mag não são exatamente faróis na buscadora. À noite ainda cedo e a luz das vizinhanças não colabora. Mas depois de algum tempo e com muita hiperventilação, visão periférica e reza forte percebo um fantasminha na ocular. No limite do pequeno refrator. Mas tava lá. Meu jovem assistente não consegue resolver, mas creio que lhe falta experiência para algo tão tênue. Para garantir  a paz do espirito toda a navegação e encontrei o fantasma novamente . E com isto confirmo ao avistamento.
M 54 é bem tênue, mas com Ascella bem próxima foi bem mais fácil de ser localizado. O pequeno refrator torna o desafio bem maior . Começo a sentir falta de uma abertura maior. O elemento ainda vai relativamente baixo no horizonte e creio que seja mais obvio em melhor posição.
Nunca fui muito amigo da região do  Serpentario celestial. Na verdade três constelações que me parecem ser só uma. Ofiuco ( o encantador) , Serpente ( a cauda) e Serpente ( a cabeça). 
 Sua posição sempre muito alta é bem incomoda .  Mas  com pouca atmosfera no meu caminho alvos tênues se mostram promissores. 
 Por fim uma outra possível razão para a antipatia é que sempre que falo Ofiuco tem alguêm que faz associações improprias e joguetes de palavra de gosto duvidoso. 
Após estudar a partitura eu parto ( aaaaiii!!!) em busca de M9.
O primeiro movimento consiste em identificar Sabik ( Eta Ofiuco).
Não conheço muito bem a constelação e como tenho que dividir meu computador com minha amada esposa faço visitas de tempos em tempos até a sala da casa para confirmar a navegação.
 Depois de me enrolar um pouco misturando Eta com Fi acabo por me entender em grego e começo a procurar o globular. Este se encontra a aproximadamente 3º 25´´ a leste de Sabik. Usando a buscadora sequer desconfio de sua posição.
 Por um método de aproximação eu começo a ficar frustrado .
Não sou muito de utilizar coordenadas para localizar DSO´s. Mas desta vez uso de um truque bem útil. Com o auxilio do Stellarium estabeleço que partindo de Sabik e olhando para o horizonte oeste eu devo deslocar o telescópio 3º para o sul e 2º para leste . Estes serão movimentos no eixo de RA e declinação. Utilizando a buscadora  ( que tem um campo de 5º )eu calculo o salto e ao olhar na ocular eu não vejo nada . Mas utilizando os ajustes finos e com uma rápida escaneada o pequeno globular dá enfim o ar de sua graça.
É bem modesto.
Devido a sua posição bem alta no horizonte ele se apresentou mais claramente que M54 e M70.
M70 é o mais apagado deles brilhando com magnitude de 8.1. E sem duvida foi o mais assombrado da noite.
Na verdade , acostumado que sou de visitar os aglomerados ‘grandes” , preciso me lembrar que globulares se  ( muitas vezes) apresentam como estrelas que nunca dão foco. Especialmente em pequenos telescópios . Isto faz deles alvos bastante elusivos . Especialmente em campos muito ricos. Não é o caso de M 9. Há Poucas estrelas no campo e são muito tênues . Mesmo com a ocular de 25 mm .Ele se apresenta com um pouco mais de dignidade com a 17 mm.
Uma história para os calouros: M 9 é uma descoberta original de Messier e e´um dos aglomerados globulares mais próximo do centro galático.
Como brinde , enquanto batia cabeça atrás de M9, dei de frente com M23. É um pequeno aglomerado aberto bastante delicado. Ocupado que estava caçando o globular só o observei com a 25 mm.
 Mas ele bem que merecia um pouco mais de atenção e magnificação.
Depois de um bom tempo sem observar fico contente com o revival de meu refrator. Apesar da evidente limitação o set up é bastante útil e extremamente pratico. Consigo montar tudo em poucos minutos e a leveza do conjunto torna a vida junto a ocular muito mais fácil. A coluna lombar  agradece. 
Apesar da casa cheia  foi um fim de semana bastante proveitoso. 
E três  Messier novos são sempre motivo de alegria. 
Agora só faltam os difíceis e assim sendo cada um é um a menos para se completar o clássico catalogo.
Como considerações finais gostaria de lembrar ( talvez para eu não esquecer...) que um telescópio pequeno não tem o mesmo poder de fogo que um maior. É berrante a diferença do que que se vê e do nível de detalhamento obtido. Mas por outro lado você ganha em conforto e o desafio se torna maior. Para quem gosta da caçada ele são muito legais. E sua maleabilidade permite observações de DSO´s  junto a zênite e também ao meridiano que com um telescópio maior seriam muito difíceis e até mesmo impossíveis.
Espero agora a oportunidade de testar o velho Galileo em astrofotografia de uma forma mais comprometida.