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domingo, 17 de julho de 2016

Ngc 4755 - A Caixinha de Joias

          
             Em sua única e magna obra ( The Burnham´s Celestial Hanbook) Robert Burnham jr. ,o cavaleiro da triste figura astronômico, nos apresenta logo na introdução  a mais poética e precisa descrição da astronomia em geral e da astronomia amadora em particular que seria possível ser realizada em tinta e pena.
            "  Se a astronomia é a mais antiga das ciências , certamente a astronomia amadora tem o direito de clamar o título de " o mais antigo dos hobbies científicos". Ninguém pode precisar  a data que a astronomia se iniciou- podemos apenas dizer que a fascinação dos céus é tão velha quanto a habilidade do homem pensar ; tão antiga quanto a capacidade deste se maravilhar e sonhar. E na companhia com os maiores encantamentos da vida humana , a astronomia tem um apelo único que é incomunicável mas facilmente compreendido com a experiência direta... "
               "...  O charme da astronomia é simultaneamente estético e intelectual; ela combina a 
emoção da exploração  e  da descoberta  , a diversão da observação , o puro prazer do conhecimento
 em primeira mão de  maravilhas e de coisas maravilhosas. 
Mas também oferece o privilégio , que não deve ser levado com o animo leve,  de estar contribuído 
para o saber e o conhecimento do  homem".


            Ao ler estas palavras não posso deixar de me lembrar da primeira vez que avistei Ngc 4755 , A Caixinha de Joias ( assim batizada por John Herschel) ao montar pela primeira vez meu primeiro telescópio.
            Todo desajeitado e apanhando de um cabeça equatorial EQ1 eu nervosamente buscava confirmar minha teoria que com o uso de um telescópio ( e portanto podendo ver coisa que antes não podia...)  eu confirmaria que as estrelas que eu achava que estava olhando eram elas mesmas. Eu já sabia diferenciar o Cruzeiro do Sul( Crux) do Falso Cruzeiro. Mas como São Tomé eu precisava ver para crer. E com Ngc 4755 logo abaixo  de Mimosa ( Beta Crux)  me parecia ser um fácil e bom começo em meu experimento. Lutando para me entender com a buscadora ( que me parecia uma invenção de Lewis Caroll em noitada de rock  e  sido importada de dentro do espelho de Alice) eu finalmente  enquadrei a Mimosa. Dela e com uma ocular Kelner ( bem tabajara) de 20 mm cheguei até meu destino. Imediatamente entendi o que estava vendo. Ainda que não fosse em nada semelhante as fotos que possuia em meu ( na época) único guia astronômico eu imediatamente tive certeza de onde estava e compreendi claramente as palavras de Burnham: "  ... , a astronomia tem um apelo único que é incomunicável mas facilmente compreendido com a experiência direta...
            Tinha concluído um dos ritos de passagem fundamentais para um astrônomo amador  abaixo do equador. Eu tinha certeza de quem era o Cruzeiro e de quem era o Falso. A presença do Apontadores do Cruzeiro (Alpha e Beta Centauro) não bastavam para sossegar minha alma. Agora a Caixinha de Jóias e seu formato triangular com um coração vermelho (a estrela CD59 4459) e que recorda muito o simbolo "anarquista"   me davam profunda paz de espirito...
            Tendo concluído a observação e registro fotográfico de todo o Catalogo Lacaille me vi na obrigação de realizar um post dedicado a um dos mais icônicos DSOS austrais.             Como nunca realizei uma foto que achasse a altura de tal tarefa o post sobre o primeiro DSO que observei foi ficando para trás. Na verdade acho que nunca farei uma foto de Ngc 4755 que supere a impressão deste primeiro avistamento. Mesmo que registre mais estrelas , mais cores e mais tudo o prazer e o susto que levei na primeira vez que estive de frente ao original jamais serão superados por um registro que não for realizado pelo meus próprios olhos. A Caixinha de Joias é um daqueles DSOs que , para mim, são alvos visuais por excelência.  O Catalogo Lacaille é repleto deles...
            Já é evidente que o primeiro homem a registrar a existência de Ngc 4755 foi Lacaille.  É a décima segunda entrada na segunda categoria ( aglomerados estelares nebulosos)  de seu catalogo e registro mais antigo é Lac II 12.
Esta é uma unica exposição realizada com o Galileu ( um refrator de 70 mm f 13)

            Seu registro não pode ser chamado de prolixo:  " Cinco a seis estrelas entre segunda e sexta magnitude"
            Posteriormente Dunlop também nos dá noticias de 4755 mas ainda não canta todas as suas maravilhas embora destaque que o que seria Kappa Crucis é na verdade um aglomerado: " k Crucis...são cinco estrelas de 7a magnitude  formando uma figura triangular, e uma estrela de uma esttrela de 9a magnitude entre a segunda e a terceira
            Cheia de apelidos 4755  é também chamada de o Aglomerado de Kappa Crucis devido a seu mais brilhante membro ( mas não o mais belo). É um brilhante e lindo aglomerado aberto e se destaca entre ( sendo repetitivo , mas é inevitável)  as joias da coroa austral. O tratamento de Caixinha de Joias deriva das palavras de Sir John Herschel nas quais ele diz que sua visão produziu nele a impressão de uma soberba peça de joalheria. Em sua primeira descrição ele já revela seu encanto : "  A estrela central ( extremamente vermelha. O mais vivido e belo aglomerado de 50 a 100 estrelas. Entre as maiores existem uma ou duas evidentemente esverdeadas; ao sul da estrela vermelha existe mais uma de 13a magnitude também vermelha e acima uma azulada". Ao longo da história rubis e esmeraldas são figuras comuns na descrição de Ngc 4755. Um mistura encantadora de geologia com astronomia...
Suas estrelas mais brilhantes são super gigantes e incluem algumas das mais luminosas estrelas conhecidas em nossa galaxia. Seus 50 ( ou quase isto) membros mais brilhantes estão comprimidos em 10´ de diâmetro aparente. 25 anos luz de espaço. O conjunto completo ocupa cerca de 50 anos -luz... ( segundo Burnham) Livros  mais recentes ( O´Meara) falam em 240 membros em  14 anos luz ( o 10´de diâmetro continuam os mesmos. O aglomerado se aproximou de nós...Atualmente localizam-no a 4900 anos luz contra 7500 nos tempos de Burnham ).Quase todas  estrelas mais brilhantes são  do tipo B.


            Fotografei Ngc 4755 diversas vezes. Confesso que não gosto de nenhuma das fotos... Embora sejam registros honestos nunca me pareceram chegar perto de prazeres que obtive junto a ocular. Especialmente com o Newton ( um refletor de 150 mm f8) com aumentos entre 60 e 120 X.   Visualmente o aglomerado se revela de diferente formas e emoldurado de diversas maneiras. E o colorido ( estranhamente me parece mais vivido e real que nas fotos ) é mais agradável .  Espero um dia retornar e fotografa-lo com mais delicadeza. Acredito que talvez devido a sua beleza natural nunca tenha me dado ao trabalho de fotógrafa-lo "by the book". E assim a difícil arte não se faz arte...  Os resultados podem ser vistos ao longo do Post. As fotos foram realizadas ao longo de anos e com os mais diversos equipamentos. Confesso que o que foi feito em cada uma delas se perdeu no tempo

domingo, 4 de agosto de 2013

Astrofotografia, Obras Publicas e Ngc 6025 e 6067

            
            Depois de céus amazônicos (Bortle 2) o retorno ao meu “canteiro de obras” aqui no Leblon me deixou bastante desgostoso. O péssimo habito de utilizarem luzes apontando para o céu em vez de para a obra continua a todo vapor. Mesmo depois de diversas visitas e de já ter explicado isto para quase todos os mestres de obras do projeto. As obras publicas deveriam ser baseadas no principio da eficiência previsto em lei. Como é habito em nosso país mais uma lei é rasgada.
            No meu negocio sempre se diz que quando se tem que escolher entre o bom, o rápido e o barato só é possível ter duas dessas variáveis. Por exemplo: Se é rápido e barato não pode ser bom...
            No sistema de obras publicas nacionais ocorre algo que supera qualquer lógica. As obras são lentas, caras e ruins... 
            De qualquer forma não posso me render ao poder publico e sua incapacidade. Moro muito próximo a nosso governador e este já parece ter entendido que o recreio acabou e que ele não se elegerá nem mesmo sindico de prédio daqui para frente. E desta forma me sinto realizando um exercício de desobediência civil enquanto planejo uma sessão de fotos de diversos aglomerados abertos que estarão desfilando pela minha janela.  E não corro o risco de tomar uma bala de borracha no meio da cara.
            Com os alarmantes graus de poluição luminosa este projeto não é fácil.  Preparo de véspera um plano de ataque. Com o Stellarium aberto em meu computador (que parece estar em fim de carreira...) eu percebo que partindo de Alfa Centauro, que é uma das poucas estrelas que resiste aos refletores patrocinados pelo meu dinheiro, e torcendo para conseguir perceber Beta Trapézio Australis e utilizando de “reza braba” para perceber alguma coisa no corpo de Norma eu imagino que tenho três aglomerados abertos lindos e bastante claros para vitimar. Seriam eles Ngc 6025, 6087, 6067. Como back up tenho Ngc 5662, bem perto de Alfa Centauro. Acredito nunca ter fotografado nenhum deles.
Área de Navegação
            Finalmente sabadão. A lua quase nova. Parto para meu plano. Começo pela manhã comprando pilhas para o motor drive e movendo moveis pela sala. Com a chegada de um novo rebento prevista para breve a casa se encontra de pernas para o ar e diversos móveis ocupam locais que não deveriam na minha “Stonehenge dos Pobres”.
            Pretendendo começar a observar por volta dos 21h00min h (quando a cara metade e a filha estariam concentradas na novela...).
Esculturas na Catacumba: Nijinski.

            Muito antes disto vou passear com minha filha pelo Parque de Catacumba e ter um maravilhoso steak tartar no Bar Lagoa. De volta  eu chego ao lar. E começo os trabalhos mais cedo.
Novamente o alinhamento polar. Assim faço uma aproximação razoável e me dou por satisfeito. Os aglomerados que tenho em vista são bastante claros. Todos eles entre 5ª e 6ª magnitude. Lembrava-me deles na Amazônia e todos eram evidentes a olho nu naquele paraíso de céu escuro. Aqui em compensação...
           Para testar o alinhamento polar resolvo fazer algumas fotos de uma velha conhecida. Ngc 4755, A caixinha de Joias de John Herschel. Embora uma descoberta de Lacaille o primeiro a associar seu colorido às pedras de uma caixa de joias foi “Herschel, o filho”.
            De novo (como se fosse para eu lembrar...): todos os aglomerados aqui citados são bastante claros e se o alinhamento me permitir algo como 15 segundos de exposição e utilizando 3200 asas terei um registro bastante fidedigno do que se poderá ver pela ocular... Aqui no Nuncius a missão é sempre esta. Nada muito além do que se pode observar visualmente já me deixa bastante satisfeito.
            Claro que as coisas não correm tão bem e depois de mais alguns (muitos...) ajustes me parece possível fazer algumas fotos com um mínimo de dignidade.
RnS  14 exp.X10seg.  6400 asa

          



Caixa de Jóias DSS+ Photoshop 


          Uma das maiores qualidades da Canon T3 sobre a minha antiga350D é que posso utilizar ASA mais alta nas fotografias. E assim acabo com exposições de 10 segundos e ASA 6400. A nova câmera suporta bem o ruído gerado por este abuso.
            Mas não deixarei que a Caixa de Joias roube a cena. Já a fotografei anteriormente e a quem interessar possa clique aqui para um post só dela ( o qual prometo melhorar em breve...)
            A poluição luminosa se encontra em níveis que nunca imaginei. Mas seguindo meu plano e com muita atenção junto à buscadora acabo por localizar Ngc 6025.
            Já tinha tentado fotografa-lo. Mas os resultados foram abaixo da autocrítica. E Assim fico muito feliz por ter obtido um resultado um pouco mais honesto desta vez. Na verdade o fotografei duas vezes. A poluição luminosa esta tão brava por aqui que iniciei todas as navegações (“Star Hooping”) partindo de Alpha Centauro.  Para chegar em 6025 eu calculei que deveria marchar dois campos de buscadora para o Norte e um pouco menos de um campo para leste.  E depois torcer para que o mesmo estivesse por perto. Dificílimo de perceber pela buscadora. E Assim era chutar e olhar pela ocular 25 mm. Balançar um pouco para lá e para cá e depois de uma dezena de tentativas conseguir entrar na vaga. 
RnS 14 exp X 10 seg


          
DSS + PS
  Faço logo a substituição da Ocular pela câmera e realizo 14 fotos rapidamente. Depois me dou por satisfeito e num rápido balançar e num tremendo golpe de sorte e acabo navegando as cegas e muito rapidamente até Ngc 6087. Mas não vai ser desta vez que ele vai ser fotografado. Um descuido, uma trava solta e perco-o. Tento retornar, mas já é tarde demais. Depois tento refazer o caminho a partir de Alpha Triângulo Austrais. Mas o caminho só me leva de volta até 6025 e acabo por fazer mais fotos deste desta vez com a câmera em outra posição em relação ao tubo do telescópio.
            O DSO em questão estava nos meus planos. Já o havia observado anteriormente. Mas se me recordo bem jamais com o “Newton” (um refletor 150 mm). Mesmo com tanta PL ele se mostra mais “completo" que no meu pequeno refrator ou em qualquer de meus binóculos. Ela ocupa uma boa área da ocular 25 mm. É o que eu chamaria de um aberto típico... Nem barro nem tijolo. Bastante brilhante ele é um bom alvo para qualquer instrumento. Em condições de forte poluição luminosa ele é bem discreto na buscadora.
            Ngc 6025 é um aglomerado galáctico bastante estudado. Foi descoberto por Lacaille em seu levantamento dos céus austrais realizado entre 1751 e 1752.  Localizado dentro das fronteiras de Triangulo Australis ela é também conhecida como o Aglomerado de Lambda Circinus. Um mistério a ser respondido pela IAU. Seu membro mais brilhante é a estrela HD143448. Esta uma “ Blue Straggler”. Uma estrela que é mais jovem que a maioria dos membros do aglomerado. O Processo de formação de “Blue Stragglers" ainda é objeto de estudos. A idade estimada do mesmo é de 84 milhões de anos. Sua modulo de distancia é de 9.08_+ 0.006 (psc). Sua Magnitude é de 5.10 e ele se espalha por cerca de 12´ de céu. Entre as joias da coroa austral eu diria trata-se de um pequeno adorno. Talvez um delicado broche.
            Mais informações e diversos papers podem ser encontrados em:

            Mas a noite não acabou.  Retorno pela enésima vê para Alpha Centauro e com esta centralizada na buscadora parto saltitando pela poucas estrelas que resistem aos refletores patrocinados pelo nosso dinheiro espero chegar ao “perdido” Ngc 6087. Conforme o previsto chego perto. Ngc 6067 fica pertinho de Kappa Norma.  É um belo campo estelar e o pequeno aglomerado é bem concentrado. È a estrela da noite. Também creio que é a primeira vez que o observo com o refletor. E certamente a primeira vez que o fotografo.   Kappa [e bem evidente na foto logo abaixo do aglomerado]. Outras estrelas relativamente brilhantes o emolduram e o mesmo apresenta um belo colorido com diversos membros avermelhados.
RnS 18 exp X10 seg. ASA 6400

         
DSS + PS
  
        Ngc 6067 é uma descoberta de James Dunlop. Apesar de seu brilho só foi identificado em 1826.  Brilhando com magnitude 5.6 e ocupando 13´de firmamento ocupa uma vizinhança nobre na Via láctea e seu campo estelar (com Kappa norma envolvida) é uma bela visão com o auxilio de qualquer instrumento ótico. Localizado a 1800 parsecs o aglomerado deve ter meia idade com diversos membros já se afastando da sequencia principal. Entre as joias da coroa eu o consideraria um belo bracelete.
            Mais sobre a peça em:
             Há algum tempo sem fotografar DSO eu me esquecera de alguns truques que são de grande valia. O primeiro é marcar o ponto de foco da câmera  na cremalheira. Para isto uso um pilot.
Marcando o foco...
            E o segundo é travar o espelho da câmera suspenso. Basta para tal utilizar o “Live View” da câmera. Embora você talvez não veja nada no LCD você vai evitar muitas vibrações na câmera e na sua foto
               Depois de lutar contra a absurda poluição luminosa e o desperdício publico eu acabo me dando por muito satisfeito. Fiquei muito impressionado como vai mal a situação por aqui depois de meu passeio amazônico. Todos os aglomerados que suei para localizar por aqui eram evidentes a olho nu na Aldeia Kaunã.
Apesar de tudo e de um alinhamento polar no limite do aceitável a noite acabou rendendo bastante e dois novos aglomerados foram fotografados e uma velha conhecida me deu uma canja. Não levei as fotos para grandes peregrinações durante o pós-processamento. E assim novamente percebo que em se tratando de uma astrofotografia mais “mambembe” o Rot n´Stack não faz feio. Pela primeira vez utilizei um dark frame que eu mesmo obtive nele (em vez do auto gerado). O resultado meu pareceu bem melhor.  O dark frame "auto gerado" tem forte desvio para o verde.
Já o Deep Sky Stacker, embora mais poderoso, demanda mais tempo de computador e maior capricho na captura das fotos. E para extrair dele o máximo são necessários outros programas no HD. Especialmente se pretende obter mais cor e saturação na imagem gerada por este.

Foto do DSS sem nenhum tratamento posterior.

O resultado mais obvio é que as imagens obtidas via RnS são mais semelhantes ao que se observa na ocular. 

Como dizem os montanhistas: “Desistir nunca. Retroceder jamais.”.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Canon T3 : Primeiras Impressões



Finalmente chegou minha nova câmera fotográfica. Foi uma longa espera.            Minha Canon 350 D se “afogou” no final de janeiro em uma viagem ao litoral sul do Rio.  Contei os seus últimos momentos aqui noNuncius Australis.

Depois de uma rápida pesquisa me convenci que a Canon T3 seria uma excelente opção para substituir a já velha e antiquada 350 D. Evidentemente que um dos principais motivos da escolha foi o preço. Afinal é um compromisso (e uma necessidade agora mais acentuada ainda com a gravidez) manter os custos do hobby os mais baixos possíveis...

Gostaria de dizer que a entrega transcorreu de forma rápida e fácil. Não posso.

A EGD Eletro demorou exatamente um mês (30 dias) para entregar o produto. No inicio do processo o combinado era 10 dias.

 Existe atualmente um tipo de loja que é muito comum na web. Elas não possuem nada em estoque. São na realidade importadoras nas quais seu pedido dispara o gatilho que vai fazer com que o produto comprado inicie seu trajeto do exterior para sua casa. O produto pode estar saindo da China, dos EUA, ou do Paraguai.

 Já realizei compras assim e em geral o importador nos conta o sistema e pede até um mês para a entrega. Muito justo.

 A minha impressão é que a EGD tenta apresentar uma imagem de firma mais séria. Não é. È exatamente igual às tantas outras importadoras da web. Mas no querendo ser o que não é se enrola, atrasa e inventa varias desculpas. Além de ter um atendente no SAC muito do mal educado.

Em sua defesa posso dizer apenas que depois de mudar a data diversas vezes e contarem muita história acabaram enviando minha encomenda via SEDEX. Eu paguei por PAC.

Creio que devido a uma pratica da justiça. Depois da primeira notificação (que aconteceu em 23 de Janeiro) a empresa responsável tem até 30 dias para entregar o produto. Depois perde o processo. Se mandassem pelo PAC a câmera não chegaria a tempo de livra-los da lei.

Mas enfim, depois deste parto a fórceps, a câmera chegou (provavelmente do Paraguai) em bom estado.

Uma surpresa que me deixou bastante feliz. O Kit que comprei acompanha uma lente EF-S 18-55 mm 3.5-5.6. Chegou uma EF-S 18-55 mm IS II. Ou seja, uma lente mais nova e com imagem estabilizada.  

A Canon T3 é a DSLR no “low end” da serie EOS. Evidentemente que ainda assim é um grande upgrade sobre a antiga 350 D. No mercado europeu ela é denominada 1100D.   O set-up com a 18-55 mm saiu, com frete incluso, por R$ 1352,00. . Inclua aí mais 85 reais que paguei em um novo cartão SDHC de 8 GB (serie 10).

 Na B&H o mesmo kit sai por US$ 549,00. Ou seja, quase o mesmo preço. Se colocar o frete sairia até mais caro.  O preço mais baixo que achei foi US$ 449,00.

É inevitável que este post apresente um caráter comparativo entre minha falecida 350 D e a nova 3T. Mesmo sendo uma tremenda covardia.

Minha antiga câmera tinha um sensor CMOS de 8.0 MP. Já a T3 apresenta um CMOS de 12.2 MP.

Mas confesso um detalhe que realmente faz uma bárbara diferença (especialmente para astrofotografia) é a possibilidade de se focalizar utilizando o LCD nas costas da câmera. Na minha falecida só se podia enquadrar e focar pelo view finder. É claro que este é um auxilio fundamental para uma câmera que pode realizar vídeos. A 350 d era uma câmera exclusivamente Still.

Outro avanço é sua maior sensibilidade. Enquanto a velha XT só possuía ASA entre 100 e 1600 a T 3 possui um leque bem mais amplo e muito maior sensibilidade. Vai de 100 a 6400.  

As comparações com a 350 D devem terminar por aqui. A Canon 350 D foi lançada em 2006. A T3 em 2011. Assim sendo é infrutífera qualquer comparação entre as mesmas. Na verdade ela vem para substituir a Canon XS (1000D).

Vamos tornar as coisas mais justas.

O processador de imagens da T3 é o Digic 4. O mesmo de suas irmãs maiores T3i e T2i. A T3 é a irmão mais pobre destas.

O LCD da T3 não é móvel. E possui 2.7 polegadas.

Sua única vantagem sobre suas irmãs mais nobres é sua autonomia. Ela é capaz de tirar até 700 fotos com um ciclo de bateria. As outras não excedem 550. Sem utilizar o LCD. Utilizando este continuamente não espere mais que 220 fotos.   

Possui ainda Live View e sua velocidade de obturador vai de 1/4000 até 30 seg. mais modo Bulb (para exposições mais longas). É necessário comprar um disparador para operar em Bulb. Ou operar via PC.   

De uma olhada nas especificações técnicas da moça comparada a algumas outras companheiras da série EOS... (todas mais avançadas que a falecida)

Canon EOS
Rebel XS
Canon EOS Rebel T3
Canon EOS Rebel
XSi
Canon EOS Rebel T1i
Canon Eos
Rebel T2i
Canon EOS Rebel
T3i
Sensor



Resolução
Efetiva
10.1-megapixel CMOS
12.2-megapixel CMOS
12.2-megapixel CMOS
15.1-megapixel CMOS
18-megapixel CMOS
18-megapixel CMOS
22.2 x 14.8mm
22.2 x 14.7mm
22.2 x 14.8mm
22.3 x 14.9mm
22.3 x 14.9mm
22.3 x 14.9mm
Processador de
Imagem
Digic III
Digic 4
Digic III
Digic 4
Digic 4
Digic 4
 Escala
Sensibilidade
(ASA)
ISO 100 - ISO 1,600
ISO 100 - ISO 6,400
ISO 100 - ISO 1,600
ISO 100 - ISO 3,200/12,800 (expandido)
ISO 100 - ISO 6,400/ 12,800 (expandido)
ISO 100 - ISO 6,400/ 12,800 (expandido)
Disparos
Contimuos
3fps
5 raw/ilimitada JPEG
3fps JPEG/2 fps raw
5 raw/830 JPEG
3.5fps
6 raw/53 JPEG
3.5fps
6 raw/53 JPEG
3.7fps
6 raw/34 JPEG
3.7fps
11 raw/34 JPEG
Viewfinder (mag/ effective mag)
95% cobertura
0.81x/0.51x
95% cobertura
0.80x/0.50x
95% cobertura
0.87x/0.54x
95% cobertura
0.87x/0.54x
95% cobertura
0.87x/0.54x
95% cobertura
0.87x/0.54x
Autofocus
7-pt AF
n/d
9-pt AF
all cross-type; center dual cross to f5.6
9-pt AF
center cross-type
9-pt AF
center cross-type
9-pt AF
center cross-type to f2.8
9-pt AF
center cross-type to f2.8
Velocidade
Obturador
1/4,000 to 30 segs; bulb; 1/160 x-sync
1/4,000 to 30 segs; bulb; 1/200 x-sync
1/4,000 to 30 segs; bulb; 1/160 x-sync
1/4,000 to 30 segs; bulb; 1/160 x-sync
1/4,000 to 30 segs; bulb; 1/160 x-sync
1/4,000 to 30 segs; bulb; 1/160 x-sync
Medição
35 zonas
63-zonas iFCL
35 zonas
35 zonas
63-zona iFCL
63-zona iFCL
Live View
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Video
Não
H.264 QuickTime MOV 720/25p/30p
Não
H.264 QuickTime MOV 1080/20p; 720/30p
H.264 QuickTime MOV 1080/24p/ 25p/30p; 720/50p/ 60p
H.264 QuickTime MOV 1080/24p/ 25p/30p; 720/50p/ 60p
Controle de
Abertura e obturador –Video
n/d
Não
n/d
Não
Sim
Sim
Audio
n/a
Mono
n/a
Mono
Mono;Ent mic
Mono; Ent mic
Estabilização Imagem
Optical
Optical
Optical
Optical
Optical
Optical
LCD
2.5 inches fixed
230,000 pixels
2.7 inches fixed
230,000 pixels
2 inches fixed
230,000 pixels
3 inches fixed
920,000 pixels
3 inches fixed
1.04 megapixels
3 inches articulated
1.04 megapixels
Memória
1 x SDHC
1 x SDXC
1 x SDHC
1 x SDHC
1 x SDXC
1 x SDXC
Wireless flash
Não
Não
Não
Não
Não
Sim
Autonomia
500 fotos
700 fotos
500 fotos
400 fotos
550 fotos
440 fotos
Dimensões
(polegadas)
5.0 x 3.8 x 2.4
5.1 x 3.9 x 3.1
5.1 x 3.8 x 2.4
5.1 x 3.8 x 2.4
5.1 x 3.8 x 3.0
5.1 x 3.8 x 3.0
Lançamento
Agosto 2008
Março 2011
Abril 2008
Abril 2009
Março 2010
Março 2011


A câmera chega e vem acompanhada de uma bateria, uma alça, carregador, cabo USB para conectar ao PC, dois CDs de instruções e um CD com diversos softwares para ajudar na operação da câmera (EOS utilities) e na edição de imagens.  Vem ainda o manual impresso que serve para referencias rápidas. Os manuais em Cd são bem completos. O manual de instruções sobre os softwares que acompanham a câmera é importante ler. Mas não é neste post que vou tratar disto seriamente. Em uma rápida olhada descobri possibilidades que, tenho certeza, vão levar minhas fotos para outro patamar. Mas preciso estudar um pouco e elaborar um setup que, tenho certeza (cheio de certezas. Sei não...), vai ficar muito bacana. Os próximos meses prometem...

De volta a terra...

Abri a caixa e em poucos minutos estava com a câmera montada. Ela lembra a minha velha 350 D e não apresenta nenhum mistério insondável. Uma das maiores diferenças é que utiliza cartões de Memória SD, SDHC, SDXC. Bem menores e mais práticos que os antigos CF da falecida.  O cartão não vem incluído. Felizmente eu possuo um de 2 GB na minha velha “saboneteira” (uma Casio EX100) que vai fazer o truque até que eu compre algo maior.  Capturando em JPEG o pequeno cartão suporta 413 fotos. Em RAW 103.  

Outra coisa que se faz necessária comprar é ao menos mais uma bateria. Esta deve ser modelo LP-E10.

Como o brinquedo é novo e eu sou homem começo a ler o manual impresso calmamente. Adoro ler manuais.  Conforme vou me adiantando na leitura percebo que poucas coisas mudaram em (pelo menos na interface) relação a minha velha conhecida. Todos os “modos” continuam lá close-up, esportes, paisagem, automático e etc...

 Existe uma novidade o Modo CA.  Creative automatic. É um modo para iniciantes que vai permitir que você controle a “ambiance” da cena sem precisar saber o que significam termos como profundidade de campo ou velocidade do obturador...

E possui modo filme que era ausente na falecida. Ou seja, ela também filma. E em HD.

Outra grande melhoria, embora em nada astronômica, é com a possibilidade de se determinar o ponto do auto focus no Live view de uma forma muito simples. Através dos botões de direção você direciona um pequeno quadrado para o ponto da imagem onde quer o foco. Bem pratico. Quando o quadrado fica verde esta em foco. Infelizmente demora um pouco.

Para a obtenção de um foco perfeito é melhor usar o foco manual, ampliar a imagem e fazer o foco você mesmo. Para fotografia astronômica não existe auto foco...

Alguns outros recursos foram introduzidos e ainda estou me familiarizando com tantos novos menus.

Um dos recursos que me chamou logo a atenção se chama Lighting Optimizer. É uma espécie de auto brilho. Ou auto contraste. O recurso só funciona em JPEG. Em RAW não.  Acho melhor desabilitar...

Mas chega a hora de me preparar para testar a câmera em sua principal função. Fotografia astronômica.

 Preparo o telescópio. Para esta primeira experiência acho uma boa ideia reabilitar o “Galileu”. E Assim coloco o velho refrator de 70 mm na montagem EQ3-2. É necessário um pouco de Silver Tape e um pouco de criatividade mas apesar de parecer meio tosco o “rig” é bem eficiente . E muito leve.


Aproveito a brincadeira para fazer algumas fotos com o brinquedo novo do brinquedo velho. Tudo no automático. Acredito ter percebido algo que já tinha lido a respeito em uma review sobre a T3 na web. Com o White balance standard (default) as áreas mais sombreadas da imagem podem apresentar um leve desvio para o azul. É muito discreto, mas acredito ter percebido isto na panorâmica que fiz da janela. Tudo em modo automático.
Desvio para  o azul nas sombras?


 Afino a buscadora assim que o Hotel Marina se acende.

Para adaptar o a câmera com foco direto basta utilizar a barlow do Skywatcher .Mas somente o barril, que se rosquea no T- Ring . Sem a lente barlow propriamente dita. Este sistema é muito pratico.

Eu tinha feito uma preview do céu na véspera com meu Zenith 20X50 mm. E sabia que teria vários DSO´s bem brilhantes na cara do gol do “Stonehenge dos Pobres”.

Quando vem chegando o fim do verão a parte sul da Via Láctea começa a se apresentar bem defronte a janela no meio da noite.

E assim meu plano não era em nada ambicioso.  Eu pretendia fotografar IC 2602. As Plêiades do Sul.

É um DSO visível a olho nu mesmo em uma megacidade e com a lua com mais de 90% do disco iluminado. Eu adoro observar com “Full Conditions”. Os ingleses aplicam a expressão na pratica do montanhismo. Significa que esta frio, nevando, ventando muito e sem nenhuma visibilidade. É claro que as encostas estão também apresentando risco de avalanches... 

Curiosamente IC 2602 é membro do catalogo Lacaille, facilmente visível de minha janela e eu nunca o tentei fotografar. Mas acho que vai fazer um bom par com o Galileu. Com 900 mm ele tem um campo maior que o 150 mm (que tem uma distancia focal de 1200 mm) e sendo bem brilhante não será problema para os modestos 70 mm do refrator. 

Com tudo pronto o Paradoxo de Newgear e a maldição do padre começam a rondar. O vento esfria e vem do sudoeste. O céu começa a fechar...

Mas eu não esmoreço. O alinhamento polar a partir da janela de casa é, na teoria, fácil. E eu vou em frente e monto o motor apenas no eixo de RA.  Deixo tudo pronto e só me resta esperar.

Se a terra não parar por volta das 23h00min estará tudo no lugar. E as luzes da vizinhança já terão dado um descanso. Assim espero. Curiosamente sextas feiras costuma ser um bom dia (ou noite) para se fotografar. Os vizinhos costumam sair e as luzes no prédio em frente estarão apagadas.

Claro que com tudo tão planejado as coisas não aconteceram exatamente como o esperado.

Por razões ergonômicas desisto de IC 2602 acabo fazendo algumas fotos da Caixa de Joias. Também chamada de Ngc 4755 é bem menor que as Plêiades Austrais. Vamos ver o que o pequeno telescópio poderá conseguir. .

 O alinhamento polar a partir de casa não é tão fácil como gosto de acreditar. Eu mexi na cabeça em Itaipava e agora não esta como deveria. Alinhamento polar é um saco...    

Mas depois de mexer com a cabeça um pouco para lá e para cá eu me dou por satisfeito, Ficou uma porcaria. Mas eu quero testar a câmera e o tempo vai se tornando cada vez mais nebuloso.

Assim vou testar o foco com Acrux.  

Pânico!!!

Não consigo ver nada nem no finder nem no LCD. Mexe dali mexe de cá. E nada. Começo a desesperar. Mas aí resolvo testar a câmera apontando ela para uma lâmpada. Nem assim. Porra tem algo quebrado.
Finalmente retiro o T- Ring e a Barlow e olho para eles. A barlow esta com sua tampa... Não podia dar certo. Retiro a tampa.

O resultado deste estresse foi  um tremendo suadouro. A sensação térmica no Rio tem batido 50 graus diariamente. Mas agora vai...

Descubro a maravilha que é fazer foco utilizando o LCD. Não preciso mais ficar caçando o finder da Câmera em posições kama sutricas.

O seeing esta horroroso. Não é só o alinhamento polar que esta ruim. Quando amplio a imagem para focar melhor Acrux pula mais que pipoca no LCD. Isto é um péssimo seeing.

As nuvens apagam a estrela. Alguns minutos depois deixam-na brilhar...

 Divido Acrux e faço a primeira foto da nova câmera.

Acrux- Repare na Terceira estrela no canto direito . Acrux é um sistema triplo...

Marco a cremalheira com uma fita para guiar o foco.

Coloco a 25 mm e me encaminho para o DSO. Com ele centralizado troco a ocular pela câmera e tiro a primeira foto. O foco esta ruim. Faço um pequeno ajuste. E tiro outra. 15 segundos de exposição será o suficiente.
Rapidamente descubro algo que eu sempre soube e procurei esquecer. A qualidade ótica do Galileu é fraquinha. É um refrator da serie firstscope da Celestron que faz o seu serviço. Mas só isso. Com uma câmera sensível e pela primeira vez fotografando DSO´s ele manca. Muitas distorções, aberrações, e outras doenças se apresentam. Ainda mais acentuadas por um alinhamento medíocre e por um seeing ridículo. Definitivamente o 150 mm faz fotos muito melhores. Mesmo exigindo muito mais da montagem.
 Faço apenas cinco fotos antes das nuvens começaram a me boicotar para o deleite de Newgear.  O resultado das fotos é muito semelhante ao que se observa pela ocular. Percebem-se algumas estrelas mais tênues. O pequeno 70 mm só revela, para a visão, as mais brilhantes. 

Ngc 4755 - A Caixa de Joias 

Mesmo sem ter ainda feito uma sessão digna percebo diversas qualidades na nova câmera.

Ela é infinitamente superior a 350 D. Um detalhe que percebo logo de cara é a menor quantidade de hot pixels nas imagens. Mesmo sem dark frames e empilhadas de forma estabanada no Rot ´n Stack eu não percebo as tradicionais trilhas de hot pixels que o Rot apresenta no modo Max das series de quatro fotos que ele (o Rot n´stack) faz para cada set de empilhadas. Como sempre o modo Mean dele é o que me parece mais fiel.
Os "logaritmos" do Rot n´stack: Minimo, Mean , Maximo e Sort.


Com relação às fotos é interessante perceber que apesar de usar asa 3200 o ruído é menos acentuado que com 1600 na velha câmera.
Repara na foto da esquerda os "rastros de hot pixels".A foto foi feita na 350 D com 1600 asa. 

 Isto permite reduzir o tempo das exposições. Sempre útil quando não se é possível fazer o drift para alinhar o eixo polar...
Infelizmente o LCD só consegue apresentar as estrelas mais brilhantes. Assim como no finder. Então para realizar o foco continua valendo o método de focar em uma estrela mais brilhante próxima e depois centralizar o DSO que será fotografado. Com o campo enorme o 70 mm torna isto mais fácil que no 150 mm. A afinação da buscadora se torna um pouco menos critica.  
Espero que o tempo permita e assim que a lua der uma pequena trégua quero fazer um jogo mais sério com o 150 mm. Deixo tudo no lugar para atacar as Plêiades na próxima noite.

   Embora longe das potencialidades do novo equipamento fico feliz com o resultado. Primeiros encontros são sempre delicados. E no final foi feliz.
Abro uma garrafa de Colorado Indica. É uma India Pale Ale. Uma cerveja. Feita em Ribeirão Preto. Graduação: 8%

 E volto para o manual do EOS Utilities... .

P.S. Fiz as primeiras experiências utilizando a câmera plugada ao computador e operada de forma remota pelo EOS Utilities. A interface é simplíssima e não tive problema nenhum . Você  consegue controlar todos os parâmetros da exposição e ainda operar em BULB ( exposições com mais de 30 segundos) sem ter necessidade de comprar um disparador. O programa ainda oferece a possibilidade de colocar duas exposições em over lay e assim saber se o acompanhamento vai bem... Muito bom. Além de que o driver funciona perfeitamente com o Win 7 . Na 350 D era necessário utilizar o XP e mesmo assim a operação não era tão simples e não apresentava metade do controle possível na T3. Possuindo uma montagem com go-to você pode observar pela tela do PC.
 Estou ficando velho...