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quarta-feira, 26 de julho de 2017

M 57 - A Nebulosa do Anel


          M 57 é provavelmente a nebulosa planetária mais famosa do céu. Devido a seu formato é corretamente chamada de “ A Nebulosa do Anel”. Este pequeno círculo esfumaçado é um exemplo didático de uma das mais curtas etapas evolutivas de estrelas com a massa semelhante ao nosso Sol. Estas após consumirem todo seu hidrogênio, se tornarem gigantes vermelhas e expelirem sua atmosfera mais externa tornam-se anãs branca envoltas em anéis de gases originários de suas próprias “cinzas”. O formato pode variar um pouco em função do ângulo de visada e assim as vezes podem ser planetárias bipolares. Mas o termo Nebulosa Planetária surge devido ao característico formato destas nebulosas circulares e que se apresentam como pequenos discos planetário coloridos em telescópios mais modestos e tão comuns nos primórdios da astronomia observacional.

STRETCHED no PI.

            Recentemente falei por aqui que Messier (que é o verdadeiro descobridor de M 57) possuía telescópios inferiores ao meu. Durante as pesquisas para este post me deparei com um Dollond de 3 ½ polegadas de propriedade de nosso caçador de cometas. Um refrator de cerca de 90 mm feito pelo melhor fabricante de seu tempo. Os refratores Dollond são um marco na evolução dos telescópios. Neil English batizou o primeiro capitulo de seu livro (Classic Telescopes: A Guide to Collecting, Restoring and Using Telescopes of Yesteryear”) com o título de “The Dollond Century”.  John Dollond “criou” o telescópio acromático. Sem mencionar as colaborações teóricas de Euler, Hall ou Klingsternia ele apresentou seu projeto com uma objetiva feita com duas lentes de dois tipos distintos de vidro para a Royal Society em 1758. Ganhou a Copley Medal e o resto é história. Durante o século 18 os “Dollonds” eram os melhores telescópios do mundo.
            O próprio English testou um Dollond de 75 mm já da terceira geração da família de 1905 (circa) em M 57 e nos diz que ele não deixa nada a dever a um atual refrator do mesmo diâmetro.
            Como vinha querendo revisitar A nebulosa do Anel há tempos e fazer algumas fotos destas decidi pesquisar um pouco a respeito da mesma antes de me lançar a campo. Me recordava de ter visto um anel de fumaça onde com bastante ampliação notava um ponto negro na região central. O seja, um pouco mais que um falso disco planetário e de fato o Anel do nome. Com a pulga atrás da orelha se havia sido injusto com os telescópios de Messier decido visitar minha biblioteca em busca da descrição original e de outras descrições clássicas do mesmo.
            Antes de chegar a descrição de Messier na sua segunda edição de seu catalogo no Coinassance do Temps para 1783 (impresso em 1780) esbarrei uma longa história envolvendo diversos astrônomos e cientistas de várias gerações que parece só ter se definido em junho último. Com uma matéria que encontrei na Australian Sky and Telescope para agosto e setembro de 2017.
            Primeiramente fui na minha cópia do Catalogo Original (Um PDF disponível diretamente da BNF). Fracasso... esqueci que minha versão é da primeira edição (1771) e só cobre até M 45.

            O próximo passo é, evidentemente, consultar os mais atuais e meus inseparáveis companheiros quando se trata de Messier “ The Messier Objects” de O´Meara e o “Atlas of the Messier Objects” de Stoyan.
            É aí que a coisa começa a ficar divertida. Desejoso de apresentar M 57 de forma adiantada aqui no Nuncius Australis (reparem que tratados e revistas astronômicas sempre tentam lançar seus projetos com meses e até mesmo anos de antecedência. A segunda edição do Catalogo Messier foi editado em 1780 para um anuário destinado a 1783 e a S&T liberada em junho e que acabou me obrigando a mudar o post todo depois de pronto é destinada a Agosto e Setembro deste ano) descubro que a sua descoberta é atribuída a Antoine Darquier de Pellepoix. Em 1779.  Até mesmo Messier em sua apresentação nos diz isto: “ [ observado em 31 de janeiro de 1779] um remendo de luz entre b e g Lyrae descoberto enquanto observando o Cometa de 1779 (Bode) o qual passou muito próximo. Parece que este remendo de luz, o qual possui bordas arredondadas, deve ser composto de estrelas muito tênues. Não foi possível, entretanto,  ver a estas nem mesmo com o melhor telescópio (o já citado Dollond 90 mm), mas permanece a suspeita que há algumas. M. Messier marcou sua posição na carta para o cometa de 1779. M. Darquier, em Toulouse, descobriu esta nebulosa quando observando o mesmo cometa e reportou: “ Nébula entre b e g Lyrae, extremamente tênue, mas perfeitamente delineada. É tão grande quanto Júpiter e recorda um “apagado” planeta””
            A fim de realizar um “triple check” nas informações escolho vasculhar meu “Burnham´s Celestial Handbook” em busca de mais informações.
            Lá descubro que Darquier utilizou um telescópio de aproximadamente 75 mm em sua observação e confirmo que provavelmente foi William Herschel que percebeu a estrutura de M 57: “ Entre as curiosidades dos céus...  Uma nébula que possui um ponto escuro concêntrico e regular em seu centro... e é provavelmente um anel de estrelas. É oval em seu formato, o eixo mais curto sendo para o mais longo assim como 80 é para 100. ”  Burnham ainda nos diz que M 57 foi a primeira nebulosa planetária descoberta. Não é exatamente verdade M 27 foi descoberta antes, mas devido a sua posição em relação a terra ela não apresenta a forma de um anel perfeito. Nebulosas planetárias, em função de sua orientação para terra podem possuir diferentes formatos. Os mais comuns são as anelares e as em forma de gravata borboleta. As anelares me parecem ser origem do nome para estas estruturas que nascem da morte de estrela de massa semelhante as do Sol.  
            Herschel foi o homem que cunhou o termo nebulosa planetária. Burnham se pergunta se terá a descrição de Darquier colaborado para isto? (posteriormente Don Olson e Giovanni Maria Caglieris na fadada matéria da S&T também citam esta possibilidade...). É uma pergunta que talvez fique sem resposta. Mas como Herschel foi o descobridor de Urano e a muitas destas nebulosas planetárias possuem um tom levemente cianótico como o planeta em questão é possível que seja apenas uma coincidência e que a impressão de Darquier em nada tenho influenciado o famoso astrônomo real.
            As coisas estão neste pé enquanto me preparo para realizar minha viagem de inverno e fotografar M 57 (e outras cositas más). Seria o mesmo fim de semana que ocorreria o encontro Nacional de Astrofotografia lá pelas bandas do planalto central e já que não aconteceria de poder ir tão longe me conformei com um ataque até Búzios. É quando me deparo com a tal da Australian Sky and Telescope para agosto e setembro de 2017. Logo nas primeiras páginas me deparo com a chamada para a matéria na pagina 14. “ Quem descobriu a Nebulosa do Anel? ”


            Darquier evidentemente.  Mas “só que não”. Os autores (Olson e Caglieris) garantem que todos os livros dão o nome errado do descobridor. O verdadeiro (primeiro a colocar os olhos) foi Messier. Segundo os autores a confusão se dá devido a uma questão semântica em razão do sentido da palavra “descoberta”. Como a linguagem é algo dinâmico (embora na França e em Portugal isto possa ser meio controverso) quando Messier atribui a descoberta a Darquier em sua apresentação não é isto que ele estava dizendo. De qualquer forma a explicação mais detalhada da história parece sustentar a ideia dos autores acima de qualquer dúvida. Messier observou em 31 de janeiro de 1779. Uma carta de Darquier nos conta que “ fui informado da aparição do Cometa (o Cometa Bode de 1779) apenas pela “Gazette de France” em 9 de fevereiro na qual M. Messier informa sua descoberta (nos tempos antes do telefone a informação de que o cometa já fora descoberto antes por um astrônomo na Alemanha demorava mais para chegar em Paris que a “Gazzete” em Toulouse...). Na noite de fevereiro 9-10 eu procurei por ele ao redor da meia noite. O achei na perna esquerda de Hércules. ”
            Em sua carta a Messier o próprio Darquier fala de seu ambicioso projeto a ser realizado entre 10 de fevereiro e o final de abril. Ele pretende criar um catalogo de 270 estrelas ao longo do caminho do cometa com várias que não constam no Catalogo de Flamsteed e para uma Nebulosa que se encontra entre b e g Lyrae.
            É só cruzar as datas e chegamos ao inegável fato de que Messier é o verdadeiro descobridor de M 57. Na carta onde Messier marcou M 57 esta também M 56 descoberto no mesmo dia que este localizou o Cometa de 1779 (18 para 19 de Janeiro).

            Os autores ainda dizem que o erro foi fruto do mal habito de astrônomos copiarem as fontes de outros astrônomos e assim erros (principalmente históricos) se perpetuam... E os rapazes fizeram uma bela pesquisa. Até mesmo Humboldt foi checado. Eu, grande fã do mais holístico dos cientistas “sérios”, fundador da Biogeografia e o primeiro a perceber a influência humana no clima em tempos que negacinonistas do aquecimento global e mesmo a aquecimento eram coisas distantes fiquei muito impressionado com esta nova faceta de meu ídolo. Nos tempos de faculdade existia uma enorme poltrona em nosso diretório onde eu passava horas. Era a “Cadeira de Humboldt”. Me vi obrigado a baixar uma versão digitalizada de seu Cosmos e estou lendo na integra. Lá de fato fala em M 57 e atribui sua descoberta a Darquier. E sabiamente expõe seu método... “ Meu ensaio, Cosmos, trata da contemplação do universo.”
            Dando razão a eles parto em um último arroubo investigativo vou atrás de duas fontes que ainda não visitara.
            Primeiro a desprezada Wikipédia. Esta fora atualizada no dia da matéria de S&T e trazia a história de Olson e Caglieris.
            Resta o antigo e clássico “The Bedford Catalog” que habita o segundo Volume do “Cycles of Celestial Objects” do Admiral Smyth.  Parece que os rapazes estão cobertos de razão e nenhum livro possui a informação correta... Smyth também cita Darquier como descobridor.
             Como já disse aqui e vou repetir M 57 foi uma estrela semelhante ao nosso sol que em se aproximar de seu fim ejetou suas camadas mais exteriores formando o que parece, a partir de nossa perspectiva, um anel centralizado em uma estrela que está morrendo. No caso de M57 este estertor aconteceu a cerca de 20 mil anos atrás. Diversos membros do gênero Homo devem ter presenciado o evento mesmo sem nada terem visto. Localizada 1140 anos luz não deve ter sido um espetáculo muito chamativo.
3 X Drizzle

            M 57 é a mais famosa nebulosa planetária dos céus e merece a honra. Seu anel é perceptível com cerca de 100X de aumento e está ao alcance de pequenos telescópios. Devido ao pequeno tamanho não é um bom alvo binocular.

            Sentada entre b e g Lyrae e mais próxima de b (uma variavel que oscila quase uma magnitude a cada 4 dias) navegar até ela é tarefa fácil. Mesmo que não resolva o anel o aspecto de disco planetário a denúncia mesmo em bem telescópios bem modestos. Na verdade, a descrição de Messier e Darquier me dá motivos para continuar a crer que o “Newton” (um refletor 150 mm f8) tem mais poder de fogo que um Dollond 90 mm.
            A estrela central, a matriz de M 57, é alvo visual difícil e com 15a mag. é um desafio.
            Realizei 44 fotos de M57 com 30 segundos de exposição. ASA 1600. Sem acompanhamento e com uma Canon T. As fotos foram processadas no DSS (Stacking e Drizzle) e seguiram para o Fitswork onde apenas melhorei o gradiente de fundo. Depois Photoshop. Ao longo do texto vimos versões sem nenhum drizzle, com 2 e com 3 X drizzle (processo de ampliação e adição de pixels realizado no DSS)
2X Drizzle

            Fico feliz que perceba uma estrela central (ainda que discreta) no centro da nebulosa. Em fotos do Hubble se veem duas. Uma só que participa do espetáculo. Não sei dizer se é a que registrei.


            M 57 é uma excelente introdução a nebulosas planetárias e um charmoso DSO para temporada que se aproxima.  

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Caçando Cometas- Log de 29 de agosto de 2011

Lua nova. Ainda bem jovem. Dia 29 de Agosto de 2011.

Parto rumo ao posto avançado em Buzios. É segunda feira e saio às 15h30min do Rio. As 17h40min chego a Padaria próxima da casa.

Quando observando é importante manter uma alimentação bem equilibrada para resistir a frio e as longas horas em posições improváveis junto ao telescópio. Compro dois pacotes de Doritos e um molho de Cheddar para cobertura. 150 gramas de mussarela e outras tantas de Mortadela. Dois miojos. Uma lata de energético e uma garrafa de mate.

Tudo bem balanceado.

18h30min estou afinando a minha buscadora. Continuo sem bateria na minha “red dot”. Muito preguiçoso. Agora vou ter mais trabalho para iniciar as buscas.

Lyra
 Vega é a estrela mais brilhante a esquerda do centro

Com Vega  na buscadora começo a buscar (perdão...) com a ocular de 25 mm. Com um pouco de sorte esta bela estrela não demora muito a aparecer e depois de centralizá-la eu afino melhor a buscadora. Depois repito o processo com a 10 mm. Não levo as coisas até as ultimas conseqüências e deixo a 4 mm no case.

Ainda sem uma boa visão noturna escolho algo fácil com o que começar e dou um pulo até M13. O grande aglomerado em Hercules. Cantado em prosa e verso. Foi descoberto por Edmond Halley em 1714. Halley anotou que este “.. mostra-se ao olho nu quando o céu encontra-se sereno e a noite sem Lua.”

Messier o inclui em seu catalogo em 1 de junho de 1764.

Apesar de tanta prosa e tanto verso M13 se apresenta sem muito caráter esta noite.

Com todas as combinações de oculares.

Na verdade eu acho que M 13 deixa um pouco a desejar. Talvez mais ao norte. Mas acho que diversos aglomerados o superam em muito. Isto sem falar em Omega Centauro e Tucana 47 (Ngc 107). M22 me encanta mais e Ngc 6752 em Pavo se destaca muito mais. Confesso que esta noite ele se encontrava especialmente sem resolução. Era cedo e meu olho ainda não estava completamente aclimatado. Mas fica aqui meu registro. No começo de 2012 vou para o hemisfério norte. Terei de tirar isto a limpo. Infelizmente ao amanhecer...

Uma curiosidade: M13 foi selecionado como alvo para uma das primeiras radio mensagens mandada para possíveis Alienígenas. Se alguém lá estiver esperando faltam apenas cerca de 24.963 anos para ela chegar. A mensagem foi enviada pelo radio telescópio do Observatório de Arecibo.

Agora já mais aclimatado vou à busca de um dos objetivos planejados.

M 57. A nebulosa do Anel. Localizada entre Shelyak (Beta Lyra) e Sulafat (Gama Lyra) não é exatamente difícil de achar. Diferenciar quem é quem no campo da buscadora já é outros quinhentos. Mas não chega a demorar.


Nos momentos de bom seeing percebo o anel claramente. Nem sinal de estrela central. Com a 10 mm chego a perceber alguma estrutura no anel. O vento não esta ajudando, mas nos instantes de calmaria a nebulosa se resolva claramente. Com a 10 mm (120 X).

Agora chegou à hora. A razão desta rápida fuga até Buzios. Como a previsão do tempo não era boa durante o fim de semana aguardei o momento certo. Segundo o Accuweather a noite de segunda feira é perfeita para o ataque. Exatamente em uma janela de bom tempo. A noite de terça-feira já corre o risco de estar comprometida e é prevista chuva para quarta. Mas pode ser ainda a ultima chance de se visitar o Cometa Garrard nessa lua nova.

O cometa se encontra perto de Sagitta (a flecha).



Cometa Garrard



E não foi nada fácil...,

Sagitta é uma constelação sem vergonha. Um monte de estrelas fracas e que se recusavam a permanecer visíveis com visão direta. Com o alvo bem no meridiano começa a busca. Porém chego a meu objetivo de uma forma bastante sinuosa.

Mas muito interessante...

Albireo. A rainha das estrelas duplas. Partindo deste nobre porto vou rapidamente até o aglomerado de Brocchi. Este conhecido como o cabide e já é um destino em si. Catalogado como Cr 399 é um lindo asterismo. Não se trata de um aglomerado verdadeiro sendo apenas um alinhamento casual de estrelas. Mas engana muito bem. É um alvo ideal para binóculos. Ele se apresenta melhor na buscadora, sendo muito grande até mesmo para a 25 mm. Cobre mais de 1º. O Cdc diz que é facilmente percebido a olho nu. Eu não vejo nada... Mas a partir de Albireo fica um campo de buscadora acima.

A partir de Cr 399 e navegando pela buscadora consigo localizar Sagitta. Mais precisamente o triangulo formado por Alfa, Beta e Delta Sagitta. Esta ultima faz par com Zeta Sagitta.

Entre Zeta Sagitta e Cr 399 esta 9 de Vulpecula. Uma estrela de 5ª mag. que se destaca no campo de estrelas bem fracas. Entre ela e Zeta Sagitta eu achei o cometa. Não foi uma navegação fácil e passei cerca de uma hora nestas buscas... Usei a 10 mm durante as buscas por distração. Seria mais fácil com uma ocular com maior campo. O cometa em si esta bem brilhante. Tinha lido uma observação sobre o mesmo e o autor o comparava com M1.

Achei mais brilhante.

Fiquei um bom tempo namorando aquela estrela cabeluda. A Coma não esta grande mais é bastante aparente. Em todas as combinações de oculares (25 mm, 17 mm e 10 mm).

São 21h30min.

De volta a Sagitta percebo linhas negras em uma espécie de aglomerado. Uma área bastante interessante a sul de Delta. Não descobri nada especifico. Ficam aí duas entradas do catalogo Sharpless de nebulosas (84 e 87) como constatei no CdC. Mas acho muito difícil que meu telescópio apresente todo este poder de fogo. Realmente se nota “algo” na região. A transparência hoje parece bastante boa.

A viagem já esta paga.

Parto em busca de algo mais fácil.

Gamma Delphinus. Uma bela dupla. Em uma constelação cheia de história. Pela primeira vez na noite uso a 4 mm. Não que precise para dividir os componentes desta dupla. Mas para testar o seeing. Não é de todo mal. O problema é o vento no telescópio. Nos momentos de calmaria aparecem bem definidas.

Estrelas Duplas são um habito adquirido. Depois que você toma gosto são muito divertidas.

Aproveitando a posição favorável faço uma visita a um dos aglomerados abertos mais sem graça do catalogo Messier. Sua entrada de numero 29 é bastante sem sal.

Bem próxima a Sadr (Gamma Cygnus) é facilmente localizável pela buscadora. Consiste de aproximadamente 20 estrelas de 8ª mag.

É uma descoberta original de Messier e ele a inclui em seu catalogo em 29 de Junho de1764.

A luz de M 29 é obstruída por muita matéria inter estelar e se seu campo e visão fosse mais desimpedido suas estrela chegariam a ser 3 mag. mais claras.



Parto para o horizonte sul.



Em um tiro certeiro achei Ngc 104 quase que por mágica. Achernar, Alpha e Beta Hydra e um chute e ele aparece bem no meio da buscadora.

Como já falei Tuc 47 e Ngc 104 são a mesma pessoa...

O segundo globular mais brilhante da galáxia. Só perdendo para o pai de todos: Omega Centauro. E pulverizando M13.

Começo a resolver estrelas com 120 X. Com 140 resolvo varias estrelas nas bordas. Mesmo com 48x percebe-se certa granulosidade.



Júpiter já vai mais alto no céu.

Meu olho cansou de caçar D.S.O.

São 00h35min

Resolvo partir para um pouco de exploração planetária e fazer algumas experiências com minha nova câmera fotográfica.

Tratarei disto no póximo post.

Depois de me entender com Registax 5....

Bons Céus.