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quarta-feira, 25 de maio de 2011

NGC 6752 -Astrolog 25 de maio 2011


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Log. de Observação – NGC 6752.

Local- Rio de Janeiro

Poluição luminosa (1 -9) 6

NELM – entre 4 e 4,5

00h00min horas



Alpha Pavo é facilmente visível a cerca de 35 graus no horizonte Sul –Sudeste. Com atenção é possível perceber também Lambda Pavo (magnitude 4.2). Eu utilizo ambas as estrelas para triangular a posição de 6752 utilizando à buscadora L.E.D. E depois vasculho a posição com a buscadora ótica (10x50mm) para inspecionar a vizinhança. Localizo HIP 94198(mag.7.5). Esta indica o aglomerado bem ao lado . Percebo a tênue nebulosidade na buscadora. Percebe-se também claramente a estrela HIP 94235 (mag. 8.3). Começo a observação com a PL 25mm e esta revela claramente a nebulosidade mas não chega a resolver estrelas no globular. Apresenta diversas estrelas tênues dentro de seu campo (Um pouco mais de 1º).

A seguir aumento a ampliação e troco a ocular para minha SPL 10 mm. Com ela ele se resolve parcialmente. Especialmente com visão periférica. Uma corrente de estrelas se resolve claramente cortando seu centro Diversas estrelas se alternam acesas no aglomerado e em seu halo Ele ocupa todo o centro da ocular. HIP 94198 ajuda a focalizar.



Resolvo abusar e fazer um teste. Coloco uma Barlow OMNI da Celestron (2x). O Aglomerado enche o campo, mas se torna um borrão irreconhecível. O foco é impossível.

Não me dou por satisfeito e coloco a 5 mm. Em tese isto apresentaria resultados semelhantes a 10 mm + Barlow. Mas fica melhor. Consigo resolver estrelas ao longo do aglomerado. Mas a qualidade da imagem é pouca e o seeing começa a acusar a grande magnificação. Só consegui alguns breves momentos de imagens aceitáveis. A maior parte do tempo um borrão.

Há 120 x foi a melhor relação. Utilizando esta ampliação fiz um esboço com lapiseira e posteriormente um render no Photo shop.

Primeira vez que observo este globular. Ele se apresenta em uma posição ideal para a observação de minha casa. Agradeço aos vizinhos que parecem estar aprendendo que suas luzes acesas atrapalham muito o Observatório do Nuncius Australis.

Outra coisa que ajudou muito a observação de hoje foi a confortável posição que se encontrava o DSO. Com isto localizá-lo foi mais fácil que o esperado. A região apresenta poucas estrelas em céus urbanos, mas mesmo assim a aproximação realizada com a buscadora L.E.D. foi bastante precisa e colocou sua companheira ótica em perfeita posição para finalizar o trabalho. Um achado bastante agradável. Utilizei o Stellarium como atlas da operação.
 A Wikipédia informa ser este o terceiro aglomerado globular mais brilhante do céu. Atrás apenas de Omega Cen e de Tuc 47. Mas eu , particularmente, fiquei mais impressionado com M 22 . E talvez M 13...

Este aglomerado foi descoberto por Dunlop em 1826. Utilizando um refletor com 225 mm (Diâmetro do espelho)

Magnitude: 5.40

Brilho da Superfície:

Dimensão: 20.4 x 20.4 '

Posição Angular: 90

Classe: VI

Nome: Dunlop 295

Constelação: Pavo

Coordenadas: Aparente

Aparente RA: 19h11m 57.7s DE:-59°57' 37"

Abaixo da data RA: 19h11m 54.1s DE:-59°57' 50"

Abaixo de J2000 RA: 19h10m 54.0s DE:-59°59'00"

domingo, 22 de maio de 2011

Astrolog 22 de maio 2011

Uma sessão sem a menor pretensão. Cheguei tarde de um evento na praia do Arpoador. Algumas nuvens no céu.
Observar o céu é sempre uma caixinha de surpresas. A lua com 75% de seu disco iluminado. O observatório é a janela de casa.

Pego dois binóculos para fazer uma avaliação. Já é tarde e bebi o suficiente para não me dispor a usar o telescópio. O horizonte sul resolve se mostrar e tenho o Cruzeiro e o Centauro em excelente posição . Sudoeste. Meu melhor eixo.

Começo com o 20x50. Brinco ao redor do Cruzeiro. Sua maior magnificação não colabora com a embriaguez e não consigo um foco realmente bom. Ele é mais escuro também. embora tenha maior poder de resolução é um binóculo mais temperamental.

Mudo para o 10x50. Muito melhor.

Continuo pelo Cruzeiro. A Caixa de Jóias  se apresenta como uma nebulosidade bastante presente. Menor mas muito mais clara que com o 20x50.
Fico brincando pelo Cruzeiro e percebendo diversa "faint fuzzies". Ngc4852 é percebida até com visão direta. 4439 me faz querer perceber. Não consigo perceber a companheira da Rubiacea.

Vamos ao Centauro . Rapidamente localizo Omega. É o glob mais brilhante do céu. Fico passeando por ali.
Aí vem a surpresa . Uma nebulosidade pouco discreta. Ngc 5128. Uma galáxia bastante brilhante . Mag 6.8. Galáxias não gostam de céus urbanos . Mas 5128 não se intimida e é claramente avistada . Pequena mas claramente visivel no 10x50. Ganhei a noite. O céu é sempre uma caixinha de surpresas. Já não avistei diversos destes DSO em noites que a principio eram muito mais propicias. Vai saber.
Para tornar as coisa ainda mais misteriosas eu parto em busca de M 7 . É praticamente a prova de bala. Esta lá . Mais de forma bem discreta. M6 requer atenção. Os aglomerados e campos próximos a Norma também. Vai entender. M4 comparece . Mas de forma bem discreta.   A maior proximidade da lua talvez explique. Mas também estão mais proximos ao zenite. 

Mais tarde olhando para o sul consigo perceber Tuc47. Ainda baixo no horizonte. Um fantasma. Mas um fantasma de corpo presente. Visivel de forma continua e melhor percebido com visão periférica.A area em volta com um esboço de claridade. É a PNM. 

Gosto de acreditar que o horizonte Sudoeste apresentava uma maior transparencia. A razão não sei. As coisas são o que são e não o que a gante ache que deveriam ser. Nada melhor que observar o céu para se observar o céu.

"Rose is a rose is a rose is a rose" 

 Gertrude Stein

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Astrolog 21 de abril 2011

Astrolog 20 de Abril 2011


Binóculo 10x50mm

Vale de Santa Clara – Visconde de Mauá. El Méson hotel.



Após árdua jornada (seis horas de viagem) chegamos ao nosso destino. A Páscoa se anuncia sensacional. Apesar da lua ainda quase cheia.

Em uma rápida parada na “Capelinha” não resisti e pegando a pequena buscadora (6x30mm) vislumbrei em poucos segundos Omega Centauro.

Subimos a Serra e ao chegar ao hotel rapidamente me localizei. O horizonte norte é bem desimpedido. Saturno como farol.

Pego o Binóculo (afinal depois de horas ao volante não ia montar o telescópio.).

Um velho Sumax. Nada demais. Mas com aquele céu.

Rápida olhada em Saturno. É Saturno mesmo. Aquela coisa meio oblonga e amarela. 10x é pouco para resolver anéis ou algo do gênero. Titã faz as honras e mostra sua cara.

Me volto para o Sul. O Cruzeiro do Sul. Na estrada tinha escutado Neil Young cantando Southern Cross mais de uma vez. Não poderia evitar. O Cruzeiro cabe certinho dentro do campo binocular. E vários “faint fuzzies” se apresentam com visão periférica. Ngc 4755 resolve até as três centrais. Mas o mais legal é perceber ainda que de relance Ngc 4852 e 4609. A ultima na borda do Coalsack.

Um pulo até o Centauro e no campo próximo à Alfa e Beta posso perceber diversos aglomerados (fumarolas, digamos assim). Em tese Ngc 5617, 5316 e 5281. . Um pouco mais acima 5662.

Agora com os olhos mais habituados me volto para o norte e rapidamente lanço os dados em direção ao aglomerado de Virgem. Com a ajuda de Saturno e do Corvo vasculho a região. E Apesar da lua percebo duas fumarolas. Pela posição posso supor tratarem-se ser M 104 (o Sombrero) e provavelmente Ngc 4697. Dois para a serie de desafios Binoculares. M 104 avistei com certeza . 4697 só suspeitando. De forma intermitente.

Um bom começo de temporada. O mês promete.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Astrolog 25 de março de 2011

Newton 150 mm f8

Seeing 2 (fraco)

Buzios , Geribá

Essa foi uma sessão observacional conturbada.

Saí do Rio com minha filha as 4:00 PM.

7:05 PM começava a montar o telescópio.

Alinhamento Polar bastante simples . É só alinhar o eixo polar perpendicularmente a parede do quintal . A cabeça equatorial já sabe a latitude local “de ouvido”.

Aí começou a enrolar.

Alinhar as buscadoras. Coloco a 25 mm no focalizador.

Eu prefiro alinhar as buscadoras utilizando um ponto fixo de luz. Ou pelo menos que gire comigo.

Astronomia urbana também tem qualidades . Em qualquer lugar você tem um poste ao longe ou uma janela iluminada.

Astronomia suburbana já não é bem assim. O único pote que se encontra a uma distancia razoável para servir de estrela está sem Luz. Ok. Saturno vem nascendo a leste. Vamos alinhar tudo com um alvo móvel.

Centralizo o planeta no red-dot finder e olho na buscadora ótica (10x50mm). Quase fora do campo (~= 5º ). Centralizo o alvo e olho pela ocular. Nada...

Escaneio para lá e para cá. Nada...

Olho , sacudo e mexo um pouco nas buscadoras. Após alguma procura aparece o planeta dos anéis em minha ocular. Alinho melhor s buscadoras e aumento a magnificação. Coloco logo a 4mm. O seeing não esta lá estas coisas.

Depois de apanhar mais um pouco com a buscadora ( que evidentemente tá afim de me sacanear) consigo enquadrar o objeto no pequeno campo da Plossl 4mm Cintax.

Rapidamente percebo que meu alinhamento polar “de ouvido” poderia estar melhor.

Em momentos de relativa estabilidade vislumbro a divisão Cassini . Algumas faixas no disco do planeta. 2 faixas claramente distintas na estrutura dos anéis.

Titã facilmente visto a distancia de um disco planetário a oeste. A leste percebo mais póxima ao disco Dione. Vislumbro , em momentos de bom seeing e com “averted vision”, Rheia entre Dione e o disco planetário.

Tento colocar a Barlow com a 4 mm. 600x. Não presta.

Depois uma rápida visita a Eta Carina. Com a 25 e a 10mm. Faixas negras. Sempre linda.



O telescópio saiu de dentro do carro com ar condicionado diretamente para o jardim. Começo a perceber condensação do lado de fora do OTA.

Para tudo! E espera as coisas se aclimatarem.

Atingir algum tipo de equilíbrio térmico.

. Me desentendo um pouco com a buscadora (novamente...) e vou até Arcurus para afinar. De volta após o jantar vou em busca de Izar .( Mirac; Mirak; Mirach; Mizar; Pulcherrima).

Uma dupla bastante conhecida .Separadas por apenas 3`de arco é um alvo duro. Um teste de Seeing. Acredito ter percebido um pequeno espaço negro separando seus componentes . O seeing não esta estas coisas..E está muito úmido.

Mais tarde , por volta de 1:30 AM , visito a lua que chega apagando as estrelas.

Albategnius é uma bela cratera com 139 km de diâmetro. Se percebe claramente seu pico central. Pode ser percebida com um binóculo 10x.

Observei Platão ,no limbo noroeste, por algum tempo com a 17 mm. Interessante formação circular. Grande .Apresentou fenômenos lunares transientes. ( Nuvens em 1871). Percebo estruturas colapsadas tanto a sudoeste como a nortoeste de suas paredes.

Por fim vasculhei a região próxima a Abulfeda utilizando a 4mm. 300x. Logo a sul se destacam três crateras em um padrão triangular. Bem junto ao terminator. São Geber , Abenezra e Azophi. Abenezra é um pouco mais jovem que as outras duas.

Faço mais uma visita a Saturno e recolho as coisas. O tempo deu uma fechada por volta de 2:30 AM

Astrolog 26 de março de 2011

Hora do planeta . Tudo apagado de 20:30 até 21:30.
A noite não rendeu... Churrasco, cerveja e um seeing muito fraco.
 A grande estrela da noite foi Saturno.
 Ok eu sei que a figura é das piores. Em primeiro lugar porque Saturno é planeta....
De qualquer forma o Newton estava montado e todo mundo foi ver o planetas dos anéis. Sempre faz sucesso.  E de quebra pude perceber claramente Titã , Reia e Dione.
DIONE
Titã é figura facil. Mas Réia e Dione são mais discretas . Com 10.8 de Magnitude Dione é discreta. Mas foi percebida até com visão direta em momentos de estabilidade.
Avistei uma pequena galáxia em Virgem . Mas confesso que por acaso e não me dignei a tentar descobrir o que era. Cerveja é inimiga da observação com método...
Mostrei também a caixa de Jóias aos curiosos. É sempre legal ouvir as pessoas  dizendo:
-Uau !

Depois visitei Omega Centauro. Com 25 mm se resolvem algumas estrelas nas bordas. Com 120 X  resolvo mais e percebe-se  uma serie de estrelas em direção ao centro. O sseing e a transparencia deixam a desejar. Somando a cachaça achei melhor encerrar fazendo uma rápida visita até Selene (a Lua)e apresentar uma geral para os amigos com a 17mm.
 Fim de Jogo.

PS - Dione é uma Titã das mais obscuras . Filha de Afrodite . Para detalhes:


sexta-feira, 25 de março de 2011

Astrolog 25 de março 2011


Astrolog 25 de março 2011


Após um longo período de céus nublados consigo, enfim, observar algo.

Depois da rápida transformação necessária para que o observatório se instale na Sala do Nuncius.
A lua vai raiando no Horizonte leste. Vamos visitar Selene. Filha de Hyperion e Theya.

Começo com a 25 mm Plossl. Isto me permite observar a lua inteira (48X). Alguns detalhes me atraem a atenção. Como a lua é um objeto muito claro utilizo o telescópio apenas com 50 mm.

Embora longe do “terminator” (área que divide a parte sombreada da parte iluminada) Grimaldi, Bem no limbo oeste me chama a atenção. É uma grande formação circular e dependendo da libração é mais ou menos visível. Sempre me chama atenção. É pequena para ser uma Maria. Possui cerca de 228 x 228 km. Apresenta um fundo plano coberto por material magmático e apresenta diversas craterlets.

Vou vendo velhas crateras conhecidas espalhadas pela sua face. Copérnico, Ptolomeu e Alphonsus parecem apontar para Maurolycus e Barocius. São duas crateras geminadas. Maurolycus é maior e Barocius esta bastante danificada. São ambas as crateras do Período Nectariano (entre 3.98 e 3.85 Bilhões de anos.)

Aproximando-me do terminator outra dupla me chama a atenção. No norte percebo completamente iluminadas e a oeste do Terminator duas belas crateras. Aristóteles e Eudoxus. Estas separadas por Bilhões de anos na história geológica de nosso satélite. A primeira é do período Erathosteniano (entre 3.2 e 1.1 bilhões de anos) e a segunda mais recente do período Copernicano (de 1.1 bilhões e o presente)

Aumento a Magnificação e me concentro na região em volta de duas crateras que se encontram exatamente no terminator. Theophilus e Cyrillus. Ambas parecem se conectar. Aumento ainda mais a Magnifcação e coloco uma ocular de 4 mm .Retiro completamente a tampa do telescópio. A ocular é mais escura e permite o uso dos 150mm do espelho sem agredir minha vista. Com Isto tenho bastante detalhe da região. Percebo claramente Cyrillus A. Dentro de Cyrillus. Kant se encontra em posição perfeita e se percebe muito detalhe desta pequena Cratera nas encostas do Monte Penck. Este se revela claramente e se percebe suas altas encostas (4000 metros). Um refrator de 50 mm já é capaz de revelar esta antiga formação. Calculada como do Pré - Imbriano (4.5 até 3.85 Bilhões de anos). Sua datação é controversa;

Outras crateras que me chamam a atenção e olho por mais tempo são Ibn Rushd, ao sul de Kant e a norte do Monte observa longamente Alfraganus. E mais a norte a grande Delambre.

Depois do tour Lunar faço uma rápida visita até Alfa centauro para dividi la com a nova ocular Plossl 4mm. Fácil.
Texto a colimação na brilhante estrela e tudo esta bem.
Rápido, fácil e divertido...

PS- Observação com Newtoniano 150mm. . Oculares utilizadas : Plossl 25 ,10, 4 mm.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Astrolog 12 de fevereiro 2011

Sessão observacional : 22:45.
Saquarema
Equipamento: Binóculo 20x50 mm

Uma rapida sessão utilizando meu binóculo. O 20x50 apresenta uma maior magnificação e consequentemente uma imagem um pouco mais escura que o meu habitual 10x50. Por outro lado ele apresenta um maior poder de resolução. Ou seja ele resolve estrelas em aglomerados que o 10x50 só percebe nébula.
Foi uma sessão bem rapida. Comecei pela lua onde pude perceber junto a terminator Longomontanus,Wilhelm e Blancanus. Todas grandes crateras com mais de 100km quadrados . Outras crateras se percebem mais não tão claramenete.
Posteriormente fiz uma rapida inspeção sobre os aglomerados no Falso Cruzeiro. Em uma rapida sucessão percebi claramente :
IC 2391- Junto a Delta Velorum. Resolve-se em varias estrelas.
NGC 2669- Proximo ao anterior. . Só se percebe nebulosidade . Com visão periférica percebi estrelas nos limiar da resolução.
NGC 2516- Se resolve e é um dos mais interessantes aglomerados da região. Proximo a Avior.
IC 2488- Se resolve. Bem brilhante. Próximo a Aspidiske ( Iota Carina)   .
Caixa de Jóias (NGC 4755)- Não chega a se resolver . Se percebem estrlelas com periférica. A lado de beta Crucis. 

Foi só. Acabei por volta de 23:00.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Astrolog 9 de fevereiro 2011

Astrolog de 09/02/11


Equipamento: Newtoniano 150 mm

Oculares utilizadas: SP 25 mm, 17 mm e 10 mm + Barlow 2x

Seeing : Bom

Lunação : 6.8 dias 36.6% iluminada.

Inicio a observação ainda dia claro . A lua vai alta ainda a noroeste. Sigo tendo a oportunidade de acompanhar a lunação aqui de Buzios. As crateras que se destacaram junto a “terminator” (a área da fronteira clara / escura da lua) foram varias .

Ao sul do Mare Tranquilitatis já me dirigindo para o Nectaris (utilizando a ocular de 25 mm) percebo de cara Delambre. Uma cratera muito interessante com 54 km quadrados. Com uma altitude de 1500m desde seu chão acidentado. Apresenta uma montanha central e diversas craterlets. (10 mm).

No extremo norte do Mare Serenitatis (mar da serenidade) observo com a 10 mm Aristóteles e Eudoxus formando um par sensacional. Duas crateras grandes lado a lado no sentido norte-sul.

Aristóteles tem 90 km quadrados. Uma área de chão extensa e plana. Rampas bem íngremes a leste conduzem a Cratera Mitchell.

Mais ao sul Eudoxus. Apresenta um pico central e têm 70 km quadrados. Ao oeste é possível observar os Montes Apeninos cortados pelo “terminator”.

Agora já mais próximo ao Equador lunar percebo próximas e mais a oeste das nossas estrelas de ontem (Theophilus e Cia) as duas crateras que inicialmente me chamaram mais atenção hoje. Abulfeda e Almanon.

Abulfeda é uma cratera danificada com idade entre 3.92 e 3.85 bilhões de anos. (Período Nectaris). Seu nome vem de Ismail Abu- Al- Nida. Um historiador árabe do sec. XIV.

Almanon por sua vez tem cerca de 50 km quadrados e é do mesmo período.

A seguir me encantam três Crateras muito próximas e bem no terminator.

Agrippa, uma Cratera mais recente (3.2 a 1.1 bilhões de anos) flanqueada por uma muito antiga a leste, Tempel. È interessante perceber suas diferenças. Tempel é do período pré- imbriano (entre 4.55 e 3.55 bilhões de anos). E coroando o trio a mais jovem delas: Godin. Do período copernicano (entre 1.1 bilhões até hoje em dia.). É interessante poder comparar as características morfológicas de três crateras de períodos distintos em um único campo ocular.

Finalmente chegamos a sul do terminator e lá eu destacaria Maurolycus e Clairaut.

Clairaut tem 77 km e esta mais ao sul. Apresenta diversas crateras associadas (a, b, c, d e etc..).

Maurolycus é a maior com 117 km quadrados. É uma cratera chamativa.

Com isto estava resolvida a minha observação lunar. Hoje foi um dia realmente valido. Acordei cedo e fui a três diferentes praias. Depois realizei toda a observação de nossa parceira mais próxima até cerca de 20h45min.

Pude aproveitar bem o nascer da noite.

As 19h47min Sirius e júpiter já brilhavam no céu. As 19h52min começo a perceber Orion. Primeiro Betelgeuse e Rigel com as Três Marias de forma discreta. Saiph da o ar de sua graça as 20h00min PM. Pouco depois o céu esta todo aceso.

É tempo de céu profundo. Ainda que com a lua no céu.

Me viro para o horizonte sudeste e assim afasto ao maximo a poluição luminosa gerada pela Sister Moon.



Vamos visitar Puppis, a Popa do navio do Argonautas. Três belos alvos para o inicio da noite.


NGC 2451- Aglomerado facilmente localizável acima da estrela Naos. Brilha com 2.80 de magnitude e é fácil de ser localizado. Primeiro localize Naos. A partir do asterismo do Falso Cruzeiro siga a trilha das estrelas mais brilhantes em direção a Sirius. Naos vai ser a segunda acima de Delta Velorum no falso Cruzeiro. Ou a primeira abaixo de Aludra, bem na ponta do rabo do Cão Maior (constelação). Ele é facilmente visto pela buscadora e c Puppis é uma estrela gigante vermelha que marca bem o seu centro. Utilizei o Stellarium como programa planetário esta noite e ele foi muito bem. É perfeito para estes alvos brilhantes.

NGC 2477- mais discreto que o aglomerado acima. Uma jóia bem mais delicada que brilha com 5.80 de mag.. Fica logo ao sul do aglomerado acima e acho mais fácil localiza-lo a partir de 2451 navegando com uma ocular wide angle (no caso a minha 25 mm). Depois de localizado utilizei a 17 mm para resolver melhor suas estrelas mais fracas. Pode-se partir de Naos e localizar a estrela b Puppis pela buscadora. Ele vai estar bem próximo.Acho o aglomerado mais interessante desta região próxima a Naos.

NGC 2546 – Um aglomerado maior que o anterior ainda que de magnitude 6.30. Achei que é mais claro que isto. Percebi pela buscadora. Partindo-se de Naos calcule um campo de buscadora para Leste. Ele vai aparecer. Usei novamente o Stellarium para calcular a posição aproximada e o achei facilmente combinando as duas buscadoras.

Já mais tarde (23h40min PM) vou atrás de uma conta antiga. Finalmente separo os membros de Algieba. Esta dupla em Leo é em tese fácil. Não separei com 50x. Em 120x desconfio que com um seeing ótimo seja fácil. Em 240 x (10 mm + Barlow) separei claramente. Algieba 1 me parece mais amarelada que sua companheira. Mas pode ser um truque que a tal da ótica esta me pregando...

Visitando o Leão; galáxias por perto. São 00h00min aproximadamente. Vamos até Chertan nos quartos traseiros... De lá um salto e chego até Eta Leo. Daí para frente vale o faro. Localize HIP 55262 uma discreta estrela de 7.6 magnitudes. Você está muito perto. M66 e M65 estão na ocular. Junto a M66 de 9.0 mag. existe algumas estrelas muito fracas. Vejo as duas com visão periférica. Regulo a respiração e percebo uma leve nebulosidade com visão direta. Fico minutos vendo aquelas tênues nebulosidades no campo da ocular de 25 mm. Coloco a 10 mm. Graças às estrelas junto à M66 consigo enquadrar M66. M65 se revela mais difícil. Volto para a 25 mm. E fico namorando as duas um bom tempo. Galáxias são sempre um premio especial. E duas no mesmo campo... Só alegria. M66 apresenta mais “forma”. Ainda que muito pequena nas 25 mm. Nas 10 mm ela fica maior, mas muito escura e é difícil o foco. Céu muito profundo. M 65 e M66, juntamente com NGC 3628 formam o Grupo M66. Há 35.000.000 de anos luz de nós. M65 tem 9.3 de mag. e M66 8.9. M66 é maior e tem braços mais proeminentes sendo ambas espirais. Influenciam-se gravitacional mente. São todas galáxias espirais. M66 é mais fácil de notar a espiral. Podem perceber que M66 foi citada como de magnitude 8.9 e 9.0. Depende da fonte. No Stellarium 9.0 e na pagina da SEDS 8.9.

Voltando a águas mais rasas. Saturno se torna viável por volta da 00h40min. Livra-se das arvores e aparece entre Porrima e Spica ; em Virgem. É sempre um espetáculo. 50x e 120x. Percebo quatro luas e duas estrelas de campo. Ou serão três luas e três estrelas de campo. Depois de uma rápida visita ao Stellarium e decido que vi Titã (essa eu sabia...) e Réia de um lado do planeta e provavelmente Tétis do outro. Poderia ainda ser Dione. As duas estrelas são decididamente HIP 63938 e uma companheira sem batismo. E uma das luas era vontade...

São 00h56min AM. Abro meu vinho e termino a brincadeira de Lobo Solitário. Amanhã volto para o Rio de Janeiro e para a família. Foi uma sessão de observação das mais prazerosas que já tive.

Opa! Ficou faltando observar Ngc 2392 em Gêmeos. A nebulosa do Esquimó. Era o objeto que pretendia desde o começo. Mais cedo achei que 10ª mag. era querer demais com a lua no céu. Agora é tarde. Fica para próxima.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Astrolog 30 de Janeiro 2011

Astrolog 30 de janeiro de 2011


Búzios

Newtoniano 150 mm e Bino 10x50

Seeing 3,5 (pouco vento)

Pode-se perceber a via láctea claramente.

A noite de hoje teve um adendo. Meu primo veio nos visitar e assim preparei uma serie de Show pieces que pudesse localizar facilmente e que fossem bonitos o suficiente.

Começamos pelo falso cruzeiro onde apresento IC 2391. Aglomerado da Pequena Cassiopéia.

Um Salto dentro do Falso Cruzeiro e paramos em NGC 2516. Este impressiona mais. Muito rico.

Apresento Orion ao amigo e os principais landmarks do céu de Verão. Sirius para um lado a

Aldebarã para o outro. Empresto-lhe o binóculo e apresento as Plêiades e as Hyades.

Claro que não podia deixar de apresentar M42, a grande nebulosa de Orion. Impressiona a todos em 120x. Trapézio claramente resolvido.

Um favorito e visitamos M35 enquanto explico a possibilidade de se prever o tempo através da visibilidade de certos aglomerados. Amanhã será um dia radiante.

Uma vez em Gêmeos eu não podia deixar de localizar NGC 2129. Escapou-me ontem à noite. Com o auxilio do Sky Atlas não foi difícil. Ele se revela à buscadora. Bem denso e interessante. Uma versão reduzida de M35. Diria que o caçula dos dois aglomerados mais interessantes de Gêmeos.

Nebulosa de Eta Carina. Sensacional a 120x. Diversas linhas negras e muita estrutura. Aglomerados abertos por todos os lados. Um das áreas mais ricas em D.S.O.s que conheço.



M 78 revisitada para sketch. Impressiono-me como o método de centralizar Mintaka e aguardar a nebulosa de reflexão “se achar”. Extremamente preciso. Fiz um rápido esboço.

Por fim, já só, Visito Câncer. M44 e M67. Com Binóculo 10x50mm. O primeiro é obvio e resolvendo algumas estrelas. O segundo somente uma pequena mancha triangular.

Diversão sim... Começo a vislumbrar o outono as voltas com o Reino das Galáxias. Leão seguido de Virgem já dão suas caras e por volta de 2:00 estão em boa posição. Vai melhorar ainda mais. Saturno nasce e é hora de dormir.

Bons céus.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Astrolog 27 janeiro de 2011- estrelas duplas e outras cositas más

O Nuncius ainda insiste e mantém uma assinatura da Sky and Telescope. De Papel.


Me esforço para aguardar sua chegada e evito fazer o download gratuito que é facilmente obtido.

Este mês (edição de fevereiro de 2001) Uma das matérias de capa foi sobre as melhores estrelas duplas de inverno (para os boreais).

O Nuncius nunca foi muito afeito ao esporte. Trabalhar com grandes aumentos, pouco eye relief, seeing...

Mas a tal matéria me convenceu a realizar (pelo menos em parte) o tour apresentado.

Búzios 28 de janeiro de 2011

Equipamento: Refletor newtoniano 150 mm 1200 mm DF

Oculares SP 10 mm, 17 mm, 25 mm e Barlow 2x

Seeing – 2,5

Transparência Boa



A noite bem ventosa.

Resolvo começar pela primeira oferta do artigo. Rigel. A estrela mais brilhante de Orion. Apesar de tanta imponência eu nunca a tinha observado com aparelhos...

È uma estrela dupla. Só consegui resolver com 240x. Uma parceira bem pequena e de luz branca a cerca de 190º. Entre sete e oito horas. Foi mais difícil do que previsto pela matéria da S&T.

Próximo passo é Beta Monoceros. Mais fácil. Apesar de ser necessário estar com os olhos mais adaptados para iniciar a navegação. Demorei um pouco para localizar algo entre Sirius e Alnitak. Você (eu) só vai ver duas estrelas nesta área do céu. Beta é a mais brilhante e mais próxima a Sirius. Resolve-se em um sistema triplo de sóis esbranquiçados. 120x

Próxima tentativa é Sirius. Não consigo resolver. A matéria diz que a sua companheira, no momento, esta se afastando de Sirius A e deve se tornar alvo mais fácil r durante os próximos anos.

Como ultimo alvo resolvo visitar Sigma Orionis. Um objeto que consta em quase todos os meus livros. E que nunca tinha visitado. Fácil de localizar a partir do cinturão de Orion forma um triangulo com Alnitak e Alnilam na buscadora. Resolvo três estrelas a 120x; Melhor em 240x. Emoldurado por outro sistema múltiplo . Veja desenho.

Deixei algumas das ofertas para o dia de amanhã. Estrelas Duplas é um bom programa e desenvolve habilidades distintas da observação de céu profundo. São menos sensíveis a problemas de Poluição Luminosa e mais sensíveis a questões de seeing. É FUNDAMENTAL UM TRIPÉ BEM ESTAVEL.

Já é mais tarde e parto a caça de alguns aglomerados com meu Binóculo. 10x50mm

M 45 e Hyades. Sempre espetaculares. São objetos binoculares. Pouca magnificação e grande campo são necessários para se observar estes aglomerados galácticos em toda sua grandeza.

M38 e M36 em Auriga. São objetos Telescópicos. Denunciam-se na buscadora, mas se resolvem somente com mais magnificação. 60x . M38 esta para M36 como M7 esta para M6. M36 parece-me mais distante.

O próximo objeto da noite foi M35. Um belo espetáculo junto a HIP29655 em Gêmeos. 60x

Visito M42 de Binóculo. Um passeio por Orion é espetacular com o pequeno binóculo. Campos estelares e aglomerados por todos os lados. Muitas estrelas brilhantes.

Ngc 4755, A caixa de jóias. Um espetáculo a 120x. Conto dezenas de estrelas. É um dos mais belos e também mais fáceis aglomerados abertos.



Omega Centauro - É impressionante. Em 120 x resolve-se em centenas de estrelas pelas bordas. É enorme. Cobre todo campo da ocular.Em 240 x é até estranho. De clara origem galáctica.

Por fim Saturno nascendo ao leste. Dispensa comentários. Três (quatro?) luas. Dione , Réia, Titã e Tétis. Estrutura nos Anéis com 140x. Neste momento a lua começa a nascer a Leste. Já vai bem tarde. Amanhã tem mais. Outra matéria da S&T me chama atenção. Que soltem o touro...

terça-feira, 9 de março de 2010

Astro Log 9/3/2010


Rápida sessão do observatório do Nuncius. Utilizando a nova ocular de plossl de 17 mm.
21:00
Seeing fraco

Transparência média.

Alfa Crux- Sistema duplo facilmente separável com a nova ocular. A terceira estrela do sistema aparece bem afastada quase fora do campo . Bem tenue.

NGC 4349- Bem próximo a Acrux. Dificil de se perceber pela buscadora. Com a 17mm se nota duas estrelas mais fortes com diversas outras mais a oes noroeste . bem amplo algo entre 40´ e 55´ de arco. Depois de algum tempo se vislumbram mais estrelas . Cerca de 9 com visão direta. Acredito que seja um alvo interessante de um local mais escuro e com melhores condições atmosféricas.
As Nunvens acabam com a brincadeira por volta de 21:40