sábado, 23 de fevereiro de 2013

Canon T3 : Primeiras Impressões



Finalmente chegou minha nova câmera fotográfica. Foi uma longa espera.            Minha Canon 350 D se “afogou” no final de janeiro em uma viagem ao litoral sul do Rio.  Contei os seus últimos momentos aqui noNuncius Australis.

Depois de uma rápida pesquisa me convenci que a Canon T3 seria uma excelente opção para substituir a já velha e antiquada 350 D. Evidentemente que um dos principais motivos da escolha foi o preço. Afinal é um compromisso (e uma necessidade agora mais acentuada ainda com a gravidez) manter os custos do hobby os mais baixos possíveis...

Gostaria de dizer que a entrega transcorreu de forma rápida e fácil. Não posso.

A EGD Eletro demorou exatamente um mês (30 dias) para entregar o produto. No inicio do processo o combinado era 10 dias.

 Existe atualmente um tipo de loja que é muito comum na web. Elas não possuem nada em estoque. São na realidade importadoras nas quais seu pedido dispara o gatilho que vai fazer com que o produto comprado inicie seu trajeto do exterior para sua casa. O produto pode estar saindo da China, dos EUA, ou do Paraguai.

 Já realizei compras assim e em geral o importador nos conta o sistema e pede até um mês para a entrega. Muito justo.

 A minha impressão é que a EGD tenta apresentar uma imagem de firma mais séria. Não é. È exatamente igual às tantas outras importadoras da web. Mas no querendo ser o que não é se enrola, atrasa e inventa varias desculpas. Além de ter um atendente no SAC muito do mal educado.

Em sua defesa posso dizer apenas que depois de mudar a data diversas vezes e contarem muita história acabaram enviando minha encomenda via SEDEX. Eu paguei por PAC.

Creio que devido a uma pratica da justiça. Depois da primeira notificação (que aconteceu em 23 de Janeiro) a empresa responsável tem até 30 dias para entregar o produto. Depois perde o processo. Se mandassem pelo PAC a câmera não chegaria a tempo de livra-los da lei.

Mas enfim, depois deste parto a fórceps, a câmera chegou (provavelmente do Paraguai) em bom estado.

Uma surpresa que me deixou bastante feliz. O Kit que comprei acompanha uma lente EF-S 18-55 mm 3.5-5.6. Chegou uma EF-S 18-55 mm IS II. Ou seja, uma lente mais nova e com imagem estabilizada.  

A Canon T3 é a DSLR no “low end” da serie EOS. Evidentemente que ainda assim é um grande upgrade sobre a antiga 350 D. No mercado europeu ela é denominada 1100D.   O set-up com a 18-55 mm saiu, com frete incluso, por R$ 1352,00. . Inclua aí mais 85 reais que paguei em um novo cartão SDHC de 8 GB (serie 10).

 Na B&H o mesmo kit sai por US$ 549,00. Ou seja, quase o mesmo preço. Se colocar o frete sairia até mais caro.  O preço mais baixo que achei foi US$ 449,00.

É inevitável que este post apresente um caráter comparativo entre minha falecida 350 D e a nova 3T. Mesmo sendo uma tremenda covardia.

Minha antiga câmera tinha um sensor CMOS de 8.0 MP. Já a T3 apresenta um CMOS de 12.2 MP.

Mas confesso um detalhe que realmente faz uma bárbara diferença (especialmente para astrofotografia) é a possibilidade de se focalizar utilizando o LCD nas costas da câmera. Na minha falecida só se podia enquadrar e focar pelo view finder. É claro que este é um auxilio fundamental para uma câmera que pode realizar vídeos. A 350 d era uma câmera exclusivamente Still.

Outro avanço é sua maior sensibilidade. Enquanto a velha XT só possuía ASA entre 100 e 1600 a T 3 possui um leque bem mais amplo e muito maior sensibilidade. Vai de 100 a 6400.  

As comparações com a 350 D devem terminar por aqui. A Canon 350 D foi lançada em 2006. A T3 em 2011. Assim sendo é infrutífera qualquer comparação entre as mesmas. Na verdade ela vem para substituir a Canon XS (1000D).

Vamos tornar as coisas mais justas.

O processador de imagens da T3 é o Digic 4. O mesmo de suas irmãs maiores T3i e T2i. A T3 é a irmão mais pobre destas.

O LCD da T3 não é móvel. E possui 2.7 polegadas.

Sua única vantagem sobre suas irmãs mais nobres é sua autonomia. Ela é capaz de tirar até 700 fotos com um ciclo de bateria. As outras não excedem 550. Sem utilizar o LCD. Utilizando este continuamente não espere mais que 220 fotos.   

Possui ainda Live View e sua velocidade de obturador vai de 1/4000 até 30 seg. mais modo Bulb (para exposições mais longas). É necessário comprar um disparador para operar em Bulb. Ou operar via PC.   

De uma olhada nas especificações técnicas da moça comparada a algumas outras companheiras da série EOS... (todas mais avançadas que a falecida)

Canon EOS
Rebel XS
Canon EOS Rebel T3
Canon EOS Rebel
XSi
Canon EOS Rebel T1i
Canon Eos
Rebel T2i
Canon EOS Rebel
T3i
Sensor



Resolução
Efetiva
10.1-megapixel CMOS
12.2-megapixel CMOS
12.2-megapixel CMOS
15.1-megapixel CMOS
18-megapixel CMOS
18-megapixel CMOS
22.2 x 14.8mm
22.2 x 14.7mm
22.2 x 14.8mm
22.3 x 14.9mm
22.3 x 14.9mm
22.3 x 14.9mm
Processador de
Imagem
Digic III
Digic 4
Digic III
Digic 4
Digic 4
Digic 4
 Escala
Sensibilidade
(ASA)
ISO 100 - ISO 1,600
ISO 100 - ISO 6,400
ISO 100 - ISO 1,600
ISO 100 - ISO 3,200/12,800 (expandido)
ISO 100 - ISO 6,400/ 12,800 (expandido)
ISO 100 - ISO 6,400/ 12,800 (expandido)
Disparos
Contimuos
3fps
5 raw/ilimitada JPEG
3fps JPEG/2 fps raw
5 raw/830 JPEG
3.5fps
6 raw/53 JPEG
3.5fps
6 raw/53 JPEG
3.7fps
6 raw/34 JPEG
3.7fps
11 raw/34 JPEG
Viewfinder (mag/ effective mag)
95% cobertura
0.81x/0.51x
95% cobertura
0.80x/0.50x
95% cobertura
0.87x/0.54x
95% cobertura
0.87x/0.54x
95% cobertura
0.87x/0.54x
95% cobertura
0.87x/0.54x
Autofocus
7-pt AF
n/d
9-pt AF
all cross-type; center dual cross to f5.6
9-pt AF
center cross-type
9-pt AF
center cross-type
9-pt AF
center cross-type to f2.8
9-pt AF
center cross-type to f2.8
Velocidade
Obturador
1/4,000 to 30 segs; bulb; 1/160 x-sync
1/4,000 to 30 segs; bulb; 1/200 x-sync
1/4,000 to 30 segs; bulb; 1/160 x-sync
1/4,000 to 30 segs; bulb; 1/160 x-sync
1/4,000 to 30 segs; bulb; 1/160 x-sync
1/4,000 to 30 segs; bulb; 1/160 x-sync
Medição
35 zonas
63-zonas iFCL
35 zonas
35 zonas
63-zona iFCL
63-zona iFCL
Live View
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Video
Não
H.264 QuickTime MOV 720/25p/30p
Não
H.264 QuickTime MOV 1080/20p; 720/30p
H.264 QuickTime MOV 1080/24p/ 25p/30p; 720/50p/ 60p
H.264 QuickTime MOV 1080/24p/ 25p/30p; 720/50p/ 60p
Controle de
Abertura e obturador –Video
n/d
Não
n/d
Não
Sim
Sim
Audio
n/a
Mono
n/a
Mono
Mono;Ent mic
Mono; Ent mic
Estabilização Imagem
Optical
Optical
Optical
Optical
Optical
Optical
LCD
2.5 inches fixed
230,000 pixels
2.7 inches fixed
230,000 pixels
2 inches fixed
230,000 pixels
3 inches fixed
920,000 pixels
3 inches fixed
1.04 megapixels
3 inches articulated
1.04 megapixels
Memória
1 x SDHC
1 x SDXC
1 x SDHC
1 x SDHC
1 x SDXC
1 x SDXC
Wireless flash
Não
Não
Não
Não
Não
Sim
Autonomia
500 fotos
700 fotos
500 fotos
400 fotos
550 fotos
440 fotos
Dimensões
(polegadas)
5.0 x 3.8 x 2.4
5.1 x 3.9 x 3.1
5.1 x 3.8 x 2.4
5.1 x 3.8 x 2.4
5.1 x 3.8 x 3.0
5.1 x 3.8 x 3.0
Lançamento
Agosto 2008
Março 2011
Abril 2008
Abril 2009
Março 2010
Março 2011


A câmera chega e vem acompanhada de uma bateria, uma alça, carregador, cabo USB para conectar ao PC, dois CDs de instruções e um CD com diversos softwares para ajudar na operação da câmera (EOS utilities) e na edição de imagens.  Vem ainda o manual impresso que serve para referencias rápidas. Os manuais em Cd são bem completos. O manual de instruções sobre os softwares que acompanham a câmera é importante ler. Mas não é neste post que vou tratar disto seriamente. Em uma rápida olhada descobri possibilidades que, tenho certeza, vão levar minhas fotos para outro patamar. Mas preciso estudar um pouco e elaborar um setup que, tenho certeza (cheio de certezas. Sei não...), vai ficar muito bacana. Os próximos meses prometem...

De volta a terra...

Abri a caixa e em poucos minutos estava com a câmera montada. Ela lembra a minha velha 350 D e não apresenta nenhum mistério insondável. Uma das maiores diferenças é que utiliza cartões de Memória SD, SDHC, SDXC. Bem menores e mais práticos que os antigos CF da falecida.  O cartão não vem incluído. Felizmente eu possuo um de 2 GB na minha velha “saboneteira” (uma Casio EX100) que vai fazer o truque até que eu compre algo maior.  Capturando em JPEG o pequeno cartão suporta 413 fotos. Em RAW 103.  

Outra coisa que se faz necessária comprar é ao menos mais uma bateria. Esta deve ser modelo LP-E10.

Como o brinquedo é novo e eu sou homem começo a ler o manual impresso calmamente. Adoro ler manuais.  Conforme vou me adiantando na leitura percebo que poucas coisas mudaram em (pelo menos na interface) relação a minha velha conhecida. Todos os “modos” continuam lá close-up, esportes, paisagem, automático e etc...

 Existe uma novidade o Modo CA.  Creative automatic. É um modo para iniciantes que vai permitir que você controle a “ambiance” da cena sem precisar saber o que significam termos como profundidade de campo ou velocidade do obturador...

E possui modo filme que era ausente na falecida. Ou seja, ela também filma. E em HD.

Outra grande melhoria, embora em nada astronômica, é com a possibilidade de se determinar o ponto do auto focus no Live view de uma forma muito simples. Através dos botões de direção você direciona um pequeno quadrado para o ponto da imagem onde quer o foco. Bem pratico. Quando o quadrado fica verde esta em foco. Infelizmente demora um pouco.

Para a obtenção de um foco perfeito é melhor usar o foco manual, ampliar a imagem e fazer o foco você mesmo. Para fotografia astronômica não existe auto foco...

Alguns outros recursos foram introduzidos e ainda estou me familiarizando com tantos novos menus.

Um dos recursos que me chamou logo a atenção se chama Lighting Optimizer. É uma espécie de auto brilho. Ou auto contraste. O recurso só funciona em JPEG. Em RAW não.  Acho melhor desabilitar...

Mas chega a hora de me preparar para testar a câmera em sua principal função. Fotografia astronômica.

 Preparo o telescópio. Para esta primeira experiência acho uma boa ideia reabilitar o “Galileu”. E Assim coloco o velho refrator de 70 mm na montagem EQ3-2. É necessário um pouco de Silver Tape e um pouco de criatividade mas apesar de parecer meio tosco o “rig” é bem eficiente . E muito leve.


Aproveito a brincadeira para fazer algumas fotos com o brinquedo novo do brinquedo velho. Tudo no automático. Acredito ter percebido algo que já tinha lido a respeito em uma review sobre a T3 na web. Com o White balance standard (default) as áreas mais sombreadas da imagem podem apresentar um leve desvio para o azul. É muito discreto, mas acredito ter percebido isto na panorâmica que fiz da janela. Tudo em modo automático.
Desvio para  o azul nas sombras?


 Afino a buscadora assim que o Hotel Marina se acende.

Para adaptar o a câmera com foco direto basta utilizar a barlow do Skywatcher .Mas somente o barril, que se rosquea no T- Ring . Sem a lente barlow propriamente dita. Este sistema é muito pratico.

Eu tinha feito uma preview do céu na véspera com meu Zenith 20X50 mm. E sabia que teria vários DSO´s bem brilhantes na cara do gol do “Stonehenge dos Pobres”.

Quando vem chegando o fim do verão a parte sul da Via Láctea começa a se apresentar bem defronte a janela no meio da noite.

E assim meu plano não era em nada ambicioso.  Eu pretendia fotografar IC 2602. As Plêiades do Sul.

É um DSO visível a olho nu mesmo em uma megacidade e com a lua com mais de 90% do disco iluminado. Eu adoro observar com “Full Conditions”. Os ingleses aplicam a expressão na pratica do montanhismo. Significa que esta frio, nevando, ventando muito e sem nenhuma visibilidade. É claro que as encostas estão também apresentando risco de avalanches... 

Curiosamente IC 2602 é membro do catalogo Lacaille, facilmente visível de minha janela e eu nunca o tentei fotografar. Mas acho que vai fazer um bom par com o Galileu. Com 900 mm ele tem um campo maior que o 150 mm (que tem uma distancia focal de 1200 mm) e sendo bem brilhante não será problema para os modestos 70 mm do refrator. 

Com tudo pronto o Paradoxo de Newgear e a maldição do padre começam a rondar. O vento esfria e vem do sudoeste. O céu começa a fechar...

Mas eu não esmoreço. O alinhamento polar a partir da janela de casa é, na teoria, fácil. E eu vou em frente e monto o motor apenas no eixo de RA.  Deixo tudo pronto e só me resta esperar.

Se a terra não parar por volta das 23h00min estará tudo no lugar. E as luzes da vizinhança já terão dado um descanso. Assim espero. Curiosamente sextas feiras costuma ser um bom dia (ou noite) para se fotografar. Os vizinhos costumam sair e as luzes no prédio em frente estarão apagadas.

Claro que com tudo tão planejado as coisas não aconteceram exatamente como o esperado.

Por razões ergonômicas desisto de IC 2602 acabo fazendo algumas fotos da Caixa de Joias. Também chamada de Ngc 4755 é bem menor que as Plêiades Austrais. Vamos ver o que o pequeno telescópio poderá conseguir. .

 O alinhamento polar a partir de casa não é tão fácil como gosto de acreditar. Eu mexi na cabeça em Itaipava e agora não esta como deveria. Alinhamento polar é um saco...    

Mas depois de mexer com a cabeça um pouco para lá e para cá eu me dou por satisfeito, Ficou uma porcaria. Mas eu quero testar a câmera e o tempo vai se tornando cada vez mais nebuloso.

Assim vou testar o foco com Acrux.  

Pânico!!!

Não consigo ver nada nem no finder nem no LCD. Mexe dali mexe de cá. E nada. Começo a desesperar. Mas aí resolvo testar a câmera apontando ela para uma lâmpada. Nem assim. Porra tem algo quebrado.
Finalmente retiro o T- Ring e a Barlow e olho para eles. A barlow esta com sua tampa... Não podia dar certo. Retiro a tampa.

O resultado deste estresse foi  um tremendo suadouro. A sensação térmica no Rio tem batido 50 graus diariamente. Mas agora vai...

Descubro a maravilha que é fazer foco utilizando o LCD. Não preciso mais ficar caçando o finder da Câmera em posições kama sutricas.

O seeing esta horroroso. Não é só o alinhamento polar que esta ruim. Quando amplio a imagem para focar melhor Acrux pula mais que pipoca no LCD. Isto é um péssimo seeing.

As nuvens apagam a estrela. Alguns minutos depois deixam-na brilhar...

 Divido Acrux e faço a primeira foto da nova câmera.

Acrux- Repare na Terceira estrela no canto direito . Acrux é um sistema triplo...

Marco a cremalheira com uma fita para guiar o foco.

Coloco a 25 mm e me encaminho para o DSO. Com ele centralizado troco a ocular pela câmera e tiro a primeira foto. O foco esta ruim. Faço um pequeno ajuste. E tiro outra. 15 segundos de exposição será o suficiente.
Rapidamente descubro algo que eu sempre soube e procurei esquecer. A qualidade ótica do Galileu é fraquinha. É um refrator da serie firstscope da Celestron que faz o seu serviço. Mas só isso. Com uma câmera sensível e pela primeira vez fotografando DSO´s ele manca. Muitas distorções, aberrações, e outras doenças se apresentam. Ainda mais acentuadas por um alinhamento medíocre e por um seeing ridículo. Definitivamente o 150 mm faz fotos muito melhores. Mesmo exigindo muito mais da montagem.
 Faço apenas cinco fotos antes das nuvens começaram a me boicotar para o deleite de Newgear.  O resultado das fotos é muito semelhante ao que se observa pela ocular. Percebem-se algumas estrelas mais tênues. O pequeno 70 mm só revela, para a visão, as mais brilhantes. 

Ngc 4755 - A Caixa de Joias 

Mesmo sem ter ainda feito uma sessão digna percebo diversas qualidades na nova câmera.

Ela é infinitamente superior a 350 D. Um detalhe que percebo logo de cara é a menor quantidade de hot pixels nas imagens. Mesmo sem dark frames e empilhadas de forma estabanada no Rot ´n Stack eu não percebo as tradicionais trilhas de hot pixels que o Rot apresenta no modo Max das series de quatro fotos que ele (o Rot n´stack) faz para cada set de empilhadas. Como sempre o modo Mean dele é o que me parece mais fiel.
Os "logaritmos" do Rot n´stack: Minimo, Mean , Maximo e Sort.


Com relação às fotos é interessante perceber que apesar de usar asa 3200 o ruído é menos acentuado que com 1600 na velha câmera.
Repara na foto da esquerda os "rastros de hot pixels".A foto foi feita na 350 D com 1600 asa. 

 Isto permite reduzir o tempo das exposições. Sempre útil quando não se é possível fazer o drift para alinhar o eixo polar...
Infelizmente o LCD só consegue apresentar as estrelas mais brilhantes. Assim como no finder. Então para realizar o foco continua valendo o método de focar em uma estrela mais brilhante próxima e depois centralizar o DSO que será fotografado. Com o campo enorme o 70 mm torna isto mais fácil que no 150 mm. A afinação da buscadora se torna um pouco menos critica.  
Espero que o tempo permita e assim que a lua der uma pequena trégua quero fazer um jogo mais sério com o 150 mm. Deixo tudo no lugar para atacar as Plêiades na próxima noite.

   Embora longe das potencialidades do novo equipamento fico feliz com o resultado. Primeiros encontros são sempre delicados. E no final foi feliz.
Abro uma garrafa de Colorado Indica. É uma India Pale Ale. Uma cerveja. Feita em Ribeirão Preto. Graduação: 8%

 E volto para o manual do EOS Utilities... .

P.S. Fiz as primeiras experiências utilizando a câmera plugada ao computador e operada de forma remota pelo EOS Utilities. A interface é simplíssima e não tive problema nenhum . Você  consegue controlar todos os parâmetros da exposição e ainda operar em BULB ( exposições com mais de 30 segundos) sem ter necessidade de comprar um disparador. O programa ainda oferece a possibilidade de colocar duas exposições em over lay e assim saber se o acompanhamento vai bem... Muito bom. Além de que o driver funciona perfeitamente com o Win 7 . Na 350 D era necessário utilizar o XP e mesmo assim a operação não era tão simples e não apresentava metade do controle possível na T3. Possuindo uma montagem com go-to você pode observar pela tela do PC.
 Estou ficando velho... 

2 comentários:

  1. Parabéns por suas postagens. São sempre uma ótima leitura. Tenho um tele parecido com o seu, mas F/6, e seus posts são sempre esclarecedores sobre vários aspectos deste meu primeiro telescopio.

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  2. Ótimo o seu blog e a maneira que vc escreve ,continue postandoeu estou sempre visitando o seu blog
    Em breve vou te mandar umas fotos que fiz com a minha sony nex 3, isso se vc quizer.
    um abraço

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