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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sigma Orionis - Um Sistema Multiplo.


O sistema de Sigma Orionis esta localizado a cerca de 1200 anos-luz de nós . Consiste de um sistema quíntuplo. Seus componentes A e são estrelas muito brilhantes e massivas  separada por apenas 100 UA (unidades astronômicas). Muito próximas para  telescópios amadores. As estrelas  C e D estão separadas por uma distancia maior . Algo como 3000 UA e 4500 UA respectivamente.  E  E se encontra a quase 1/3 de ano-luz de A.

Para localizar Sigma Orionis primeiro localize a constelação de Órion ( claro...). Localize então o cinturão do caçador. São as Três Marias. O nome das santas é Alnitak , Alnilam e Mintaka.
Alnitak é a estrela mais a leste  . Logo acima (sul) você vai perceber  uma estrela levemente menos brilhante . É Sigma Orionis.

O campo da buscadora é bem congestionado. Sigma é claramente a quarta estrela mais brilhante da buscadora só sendo ofuscada  pelas Três Marias . Forma claramente um triangulo com Alnitak e Alnilam. É um alvo fácil.

O telescópio vai revelar  A e B como uma única estrela de 3.8 mag. de cor branca.  A leste de A/B está a estrela D , de mag. 7.2 e levemente avermelhada. A cerca de três vezes esta distancia  encontra-se E de 6.5 mag e cor azulada. Telescópios de pelo menos 150 mm podem revelar ainda o componente C do outro lado de A/B.  Ela brilha com esbranquiçada com uma magnitude de apenas 10.

Nunca consegui separar C. Mas confesso que só visitei Sigma uma única vez. E seeing é tudo quando se fala de duplas difíceis.

Sigma Orionis é o sistema que " inflama" IC 434. Essa por sua vez cria B 33. E todo o conjunto  desta região  de Órion viaja junto pelo espaço. Tanto Alnitak como Mintaka  ( das Três Marias...) também são estrelas duplas. Alnitak é bem difícil de separar. Já Mintaka é mais dada...

Órion vai dominar o céu pelos próximos meses e isto é sempre uma alegria.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Nebulosa Cabeça de Cavalo


Tenho medo de cair em um lugar comum. Mas ela ,  a Nebulosa Cabeça de Cavalo, é um destes símbolos que não podem ser evitados . Ela é um  DSO ( deep sky object)  que marcou a minha memória desde que vi sua primeira foto. Na verdade imagino que isto aconteça com quase todos os astrônomos.Ela( percebem.. )  é sempre tratada na terceira pessoa. Ela é parte do imaginário coletivo da astronomia amadora.

O universo é muito mais doido do que somos capazes de supor. E assim Ela é também conhecida por Barnard 33 (B33). Uma nebulosa escura. É considerada um alvo fotografico por excelência.
Sua história  nos conta isto.
Ela é uma nebulosa escura que se percebe porque encobre uma outra nebulosa , IC 434. Esta por sua vez é avermelhada e é alimentada pela energia de Sigma Orionis e foi descoberta através de uma chapa fotográfica feita por Pickering em 1889. A Cabeça só foi realmente registrada , também através de foto feita por Isaac Robertson em 1900. É possível que seu primeiro registro tenha sido feito Williamina Fleming que trabalhou como assistente de Pickering e ela registrou algo que poderia ser Ela . Podemos perceber a clara natureza feminina desta beleza. 

Posteriormente a primeira publicação a seu respeito foi feita por Barnard em 1913. Se tornou a entrada de numero 33 de seu catalogo de 1919.

Tanto IC 434 como B 33 fazem parte da  Nuvem Molecular de Orion.Outros membros desta mesma nuvem são M78, M42 ( a grande nebulosa de Orion) e a Nebulosa da Flama (NGC 2024)

Como já disse ela é uma modelo fotográfica das mais requisitadas. Porém se mostra tímida a observações visuais.

Sendo um glóbulo de poeira e gases não luminosos que nasce ao apagar a luz de moderadamente brilhante nebulosa IC 434 não me parece estranho que seja difícil  vê-la usando seus olhos  e não de CCD´s , CMOS ou antigos filmes sensibilizados.

Mas reza a lenda que isto não é impossível . Então vamos tentar.

Outro dia recebi um E-mail de um grupo de discussão que participo no yahoo.
 The 60 mm Telescope Group.
É um dos grupos ou forums de astronomia mais ativos que conheço.

 E a discussão seria sobre a possibilidade de avistar a Cabeça de Cavalo com o uso de instrumentos pequenos. "By the book" nada menor que 200 mm tem chance.

Mas a história esta só começando...

Me lembrei de um post que li no Uncle Rod a respeito de como a observar. Ele falava que era de extrema importância saber sua exata posição. Pois afinal ela era pequena , obscura e tímida . Saber exatamente onde olhar é fundamental.  Ele acaba por avista la . Parecia mais um pequeno caroço de feijão que propriamente a grandiosa Cabeça de cavalo. mas estava lá. O uso de filtros H beta ajuda muito.

Uma coisa ficou na minha cabeça . O Tamanho pequeno. Mas isto ia mudar.

Em meio a discussão do forum se levantou que M 57 , a nebulosa do anel , seria muito menor com uma area de apenas 1´ de arco. E ningúem diz que ela é pequena.  A Cabeça de Cavalo se espalha por uma area de 6x4 arcmin. 

Apesar de sua natureza ser totalmente distinta de M57 ela não é pequena. 

Existem registros da observação da cabeça de cavalo usando binóculos em grande quantidade. A mais conhecida virou um post de Phill Harrigton ( Sky watch , Cosmic Challenge...)  no qual ele conta como a avistou juntamente com Tom Lorenzino na Florida usando um 10x70 no qual eles colaram dois Hidrogênio - beta filtro em cada ocular. Ambos a viram . Pequena mais com certeza estava lá. 

Consegui localizar diversos registros de pessoas que avistaram a dama com pequenos telescópios. Um tal de Roger Clarks alega ter visto ela com um refrator de 75 mm em um céu muito escuro. Scotty Houston afirma observa-la freqüentemente com seu 100 mm Clark ( um senhor telescópio). David Knisely , no forum da  Cloudy Nights ,  relatou observa-la com seu Orion 100mm F6 usando um filtro H- Beta.

Existem diversos registros de observações visuais com pequenos aparelhos ao longo dos últimos 20 anos.
Todos tem como ponto em comum céus muito escuros. O uso de filtros H-beta também são muito comuns. Seu uso em telescópios grandes é quase como magica para observa-la.

Saber exatamente onde procurar é condição sine-qua-non.

 Last but not least B33 fica a  menos de 0,5 graus sul-sueste de Zeta Orionis, também conhecida como Alnitak. É a estrela mais a leste do cinturão de Orion. Este conhecido como "As Três Marias".












domingo, 4 de dezembro de 2011

Galaxias Seyfert

Galáxias Seyfert foram assim batizadas em homenagem a Carl K. Seyfert que em 1943 as descreveu como uma classe de galáxias que apresentam em comum um núcleo com linhas de emissão notáveis.

Em seu trabalho ele elaborou uma lista com 12 galáxias relacionadas e posteriormente fez uma pesquisa mais detalhada em seis destas. Não confundir as chamadas seis galáxias Seyferts originais com o Sexteto de Seyfert. São coisas completamente diferentes.

O Sexteto é um aglomerado galáctico cujo membro mais brilhante é Ngc 6027. Com magnitude de 14,7 é muito além das pretensões deste post.

Já na lista de 12 galáxias primeiro descritas por Seyfert em 1943 existem diversos alvos ao alcance de telescópios pequenos.

As galáxias Seyfert fazem parte das chamadas galáxias com núcleos ativos. Um dos tópicos mais badalados da pesquisa astrofísica. Na verdade antes mesmo de sabermos que eram galáxias, diversos destes objetos já chamavam atenção dos astrônomos.

Seus núcleos são alimentados por buracos negros super massivos. Isto os faz super brilhantes. E com isto alvos perfeitos para os astrônomos amadores. 

 M 77, NGC 1275, NGC 3516, NGC 4051, NGC 4151, and NGC 7469. Estas são as seis Seyferts originais. Hoje em dia calcula-se que cerca de 10 % de todas as galáxias sejam Seyferts.

O Nuncius Australis vai apresentar uma lista com algumas das mais belas e brilhantes galáxias Seyfert.

Como o arquétipo de galáxias Seyfert poderia citar M 77.


Localizada em Cetus, a menos de 1º de Delta Cetus esta galáxia teve suas unusuais características notadas já no inicio do sec. XIX por William Ross devido a sua cor azulada em seu gigantesco telescópio (1800 mm). M 77 é uma galáxia gigantesca com massa superior a 1 trilhão de sóis. Seus braços cobrem mais de 170.000 anos luz.

Um alvo austral e uma das mais brilhantes Seyfert no céu é NGC 1365.


Uma das galáxias mais brilhantes do aglomerado de Fornax. Apresenta-se com uma espiral barrada com braços bem desenvolvidos e com estrutura visível (em locais escuros) ao alcance de pequenos telescópios (90 mm). Seu núcleo é um pouco menos brilhante do que é esperado de uma Seyfert já que é obscurecido por linha de poeira bem notável.



Outro exemplar deste tipo de galáxia AGN (da sigla em inglês para active galaxy nucleus) é NGC 3227.

 A menos de 1º a leste de Algieba (Gamma Leonis) você vai localizar esta espiral barrada. Ela brilha com magnitude 10.4 e apresenta uma companheira menor, NGC 3226. Esta é uma pequena elíptica que apresenta 11.4 como magnitude. O conjunto lembra um pouco M51, a galáxia do redemoinho. É aceito que a interação entre ambas tenha aumentado o fluxo de material presente no disco do buraco negro central de NGC 3227.

Entre Leão e Virgem habita o reino das galáxias e próximo a seu coração está M88.

 Esta também uma galáxia Seyfert. Localizada praticamente no maio da linha que liga Denebola (Beta Leonis) e Vendimiatrix (Épsilon Virgo). Mais precisamente a 10.4º de Denebola. Trata-se de uma espiral com os braços extremamente fechados e com um núcleo que hospeda um buraco negro com a massa de 80 milhões de sóis...

Outra Seyfert que se encontra no catalogo Messier é M106.

 Porém mais difícil para os astrônomos austrais. É uma espiral barrada altamente inclinada para nossa linha de visada. Isto a faz bem notável com quase qualquer instrumento. Apresenta 8.4 de magnitude

As galáxias Seyfert, em geral, apresentam um alto brilho de superfície e com isto são (pelo menos seus núcleos) bons alvos para astrônomos que sofrem com poluição luminosa.

Nem todas as galáxias Seyfert são espirais (sua grande maioria é). A lista de 12 galáxias inicialmente utilizada por Seyfert para a criação desta classe consistia em:

NGC 1068 (M 77), NGC 1275, NGC 2782, NGC 3077, NGC 3227, NGC 3516, NGC 4051, NGC 4151, NGC 4258 (M 106), NGC 5548, NGC 6814, and NGC 7469.

Posteriormente NGC 3077 e 2782 foram retiradas da lista e consideradas galáxias de outra classe.

A web apresenta muito material sobre galáxias Seyfert e AGN em geral.

Aqui um bom começo.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Vivendo e Aprendendo

Semana passada contei minhas aventuras em astrofotografia com foco direto. Os primeiros passos mesmo. Como acoplar a câmera a meu telescópio. Não foi um processo tão simples como eu acreditava.
Após algum tempo eu tinha um problemão com relação ao foco. Eu não conseguia foco.
A história é engraçada e o tutorial que se segue pode ser útil. Existe ainda um post anterior falando de equipamento que interage com estes.

Astronomia é um hobby legal porque é uma ciência. E então as vezes você aprende algo. Melhor : descobre.

Por que eu não obtinha foco ?

Acabei por solucionar o problema de forma empírica e pela experimentação .

Muito bom mas ficava faltando a outra parte para ser ciência.

Então tendo um problema e  uma solução faltava saber porque finalmente deu certo.

Meu problema : Falta de foco....


Para resolver isto é bom sabermos de quantas formas pode se organizar o conjunto da obra:

Montagens para fotografia



E eu buscava acoplar a câmera com o método de foco primário.  
E só conseguia foco utilizando uma barlow . Utilizando o método de projeção negativa

Agora é necessário compreendermos que existem diversos tipos de formas de se montar um telescópio. E pequenas nuances na forma como estes vão se acoplar a sua camera.
Refratores e refletores. Estas duas famílias se subdividem em vários membros. Existem diversos artigos na web que tratam disto e mais ainda .
Elaborados por físicos e óticos muito mais competentes que o Nuncius Australis para tratar do assunto.
 Assim sendo vou pular uma parte e dar mais um dado .
 O meu telescópio é um Newtoniano.


Logo :



Olhando o outro post você vai entender o que aconteceu comigo . E entender que você tem que obter o adaptador certo para seu equipamento. E como usar ele certo. 
Assim você não comete nenhuma das loucuras que me ocorreram 
E nem precisa ( eu pelo menos não precisei) mover seu secundário .
 O que alias, me parece ser uma péssima idéia . Eu recomendo que você não tente isto . 

Astro fotografia é ótica aplicada no meu hobby favorito . Por isso que astronomia é uma ciência onde você aprende ciências... E ainda se diverte com isso.

Vivendo e aprendendo.

sábado, 26 de novembro de 2011

Petavius


Petavius

 Petavius é uma bela cratera que faz par com Wrottesley. Petavius "itself" tem 182 km de diametro e é percebida até mesmo com binoculos 10x50. Uma formação do Imbriano (3.85 bi) .
Localizadas nas mergens sul do Mare Fecunditatis ela é melhor observada  3 dias depois da lua nova ou 2 dias depois da cheia.
Seu nome é uma homenagem a Denis Pétau um teologo e historiador francês do sec XVII.
O desenho foi feito com Pen and Ink ( 0.1 , 0.5 e 0.8) e esboçado com uma lapiseira 0.3 com grafite H.
Um pouco estilizada eu diria...
Interessante perceber as sombras da Rimae Petavius, que são as montanhas no centro da Cratera. Possuem cerca de 170 mm e são um alvo para grandes telescópios.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Usando um T Ring

T Ring para canon EOS
Como foi dito antes o Nuncius Australis decidiu se aventurar pela astrofotografia . Em um dos últimos posts eu apresentei uma kit básico de sobrevivencia.
Com achegada de meu T Ring este se tornou completo . Faltava fazer tudo funcionar ao mesmo tempo agora. Aí começou a complicar.

Como já foi dito vou fazer tudo da forma mais dificil. Assim sendo foi bom o T Ring ter vindo sem nenhum manual.

Em tese a  rosca do tal T Ring ia rosquear em algum lugar do focalizador ou se prender a ele de alguma forma.

Olhei o porta ocular e havia uma rosca . Mas do lado errado.

 Rapidamente notei que  minha Barlow da Skywatcher tinha a rosca na bitola certa para realizar a operação.

E como usar sem a barlow? Moleza . Só tirar a lente e usar o corpo restante como um adaptador.

Só que aí o caldo entornou. Assim o curso do focalizador fica grande e não tenho foco.

Continuando com o metodo dificil eu tento de tudo .

 Quando finalmente me vejo retirando os pequenos parafusos Allen que prendem o anel rosqueado a bainoeta do TRing e colocando estes , ao contrario , através dos furos que se usa para fixar a uma ocular e depois usando os parafusos que normalmente fixam a ocular para fixar a baioneta no anel rosqueado do T Ring chego a conclusão que não pode ser assim. Tá errado...

Mandar fazer uma peça, serrar o corpo da barlow e outras loucuras começam a me ocorrer.

Já meio de madruga entro em um fórum de astronomia na web em busca de alguma luz. Embora não tenha resolvido na hora uma alma caridosa  deixou bem claro que havia um jeito mais fácil.

-Pensar , professor , pensar!!!

Finalmente a luz . Preciso desmontar mais um pedaço da porta ocular ( que me parecia ser uma peça única).

Agora ficou claro. Eu sou uma besta . Mas em todo caso vou apresentar um passo à passo só para  garantir que ninguem , em um momento de desespero,  serre algo em seu equipamento.


   Primeiro retire o porta ocular do focalizador. É só desrosquear e ele sairá inteiro.









Agora desmonte completamente o porta ocular para conseguir o anel que vai fazer o truque. O Porta ocular só parece uma peça única mas ele se divide . O negocio precisou de um pouco de cuspe e jeito mas a rosca acabou cedendo . ( eu sei..)






Rosqueie os dois . O anel que você tirou da porta ocular e o T Ring . Eles se encaixam perfeitamente.










Você vai terminar com isto em suas mãos. A tal peça que eu queria encomendar para um torneiro...








Agora atarraxe tudo no focalizador.






E encaixando a camera a baioneta do T Ring esta tudo resolvido.

Com Barlow e sem Barlow...







 E com uma chave allen  ( não incluida)você pode soltar os parafusos que prendem a baioneta ao anel rosqueado ( os mesmos que eu ia colocar no porta ocular...) do T Ring e colocar o LCD ou viewfinder na posição mais favorável que você achar.  





A caminhada prossegue ...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Observando Asteróides

Vesta, o quarto asteróide a ser descoberto e um dos mais brilhantes

Em 1 de janeiro de 1801 Giuseppi Piazzi percebeu um tênue objeto na constelação de Touro. Curiosamente aquela estrela não aparecia em nenhuma de suas cartas celestes. Ele marcou a posição desta “estrela" em relação as outras e retornou alguns dias depois para observar a mesma região. Aquela estrela tinha andado.

Futuras observações provaram que o objeto que Piazzi observou era novo e que orbitava o sol a uma distancia de 2.77 UA. (Unidades astronômicas).

Piazzi achou o primeiro asteróide. Pelo menos até que Ceres tenha sido transformado em planeta anão. Como ele foi o descobridor e morava na Sicilia batizou o então asteróide e agora planeta anão em nome de da Deusa protetora da Sicilia. Ceres.

Depois disto centenas de milhares de asteróides foram descobertos e estimativas sugerem que existam mais de um milhão destes objetos com mais de 1 km de diâmetro ou mais...

A maioria dos asteróides se situa entre as orbitas de marte e júpiter. Já ouviu falar no cinturão de asteróides?

Os asteróides mais comuns são conhecidos como carbonáceos. Ricos em carbono. São objetos escuros e que refletem apenas de 3 a 4% da luz solar.

Caçar asteróides é como procurar por agulhas em um palheiro. Mas uma boa carta celeste vai ajudar muito. Sempre que um asteróide atinge 8ª magnitude ou mais e se torna visível a Astronomy e a Sky and telescope vão publicar uma carta detalhada mostrando o caminho deste contra as estrelas de fundo. Diversos programas planetários também são capazes de gerar tais cartas.

De posse de uma destas cartas aponte seu telescópio para o campo estelar mostrado nestas. Uma vez certo de que esta olhando para o local certo passe para a ocular, que deve ser a de maior campo que você possua. Comparando o que vê com sua carta procure por padrões e deduza quem é o asteróide. Faça um desenho acurado da região. Aí aguarde um dois dias e volte ao mesmo ponto no céu. Se você fez tudo certo a estrela que você escolheu terá se movido em relação às outras em seu desenho (ou foto).

Asteróides, por maiores que sejam só serão percebidos como pontos estelares. Aliás, asteróide significa “como uma estrela”. Assim sendo asteróides só podem ser notados graças a seu movimento contra o fundo de estrelas.

É um exercício de astronomia bastante interessante e um desafio para astrônomos amadores.

Boa sorte...