Escondida na discreta constelação do Unicórnio (Monoceros) se esconde um sistema estelar interessantíssimo. E ao alcance de pequenos telescópios.
Sua estrela beta é um sistema quádruplo. Três de suas estrelas são razoavelmente brilhantes e próximas uma da outra. A quarta é mais apagada e distante (muito apagada para ser percebida por telescópios amadores). O grupo se encontra a cerca de 450 anos-luz de nós. A sua estrela principal, Beta A, está a cerca de 1000 UA de B. A estrela B encontra-se a 400 AU de C. Dadas as distancias expressivas elas levam alguns milhares de anos para completarem sua dança em orbita uma das outras...
Para localizar Beta Monocerotis comece por Orion. Localize Betelgeuse que é o ombro do caçador. Logo a sudeste você vai ver as Três Marias. Elas formam o cinturão do caçador. Seguindo seu alinhamento rumo a leste você chegará a Sirius, a estrela mais brilhante do céu. Em uma linha imaginaria entre Sirius e Betelgeuse (que é uma estrela bem vermelha) você vai encontrar Beta Monocerotis aproximadamente no meio.
Na região há apenas duas estrelas relativamente brilhantes. Mire na mais ao leste. É Beta Monocerotis.
Aplique a maior magnificação que puder. Geralmente uso 120x para começar podendo chegar a 240 se o seeing permitir. Estrelas múltiplas gostam de magnificação. São bem brilhantes.
Na ocular você vai ver uma estrela primaria branca, A, sendo orbitada por um par bem próximo de estrelas azuladas, B e C.
Um mau seeing não vai permitir muita magnifcação e pouca talvez só permita perceber duas estrela . A e B. Ainda assim forma um belo par colorido.
A é de magnitude 4.6
B é de magnitude 5.2
C é de magnitude 5.6
Beta Monocerotis é um alvo fácil e muito bonito para o céu de verão. A constelação do Unicórnio embora discreta apresenta diversos objetos de grande interesse astronômico e astrofísico.
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Astrofotografia: Aprendendo Andar
O Nuncius Australis decidiu que chegou a hora de ele aprender a tirar fotos do céu. Evidentemente que da forma mais difícil.
Sempre utilizando um esquema auto didata e tentando manter um hobby caro na seara do barato ele pretende apresentar para vocês suas aventuras e desventuras no glamoroso mundo da astrofotografia.
Neste post vou apresentar o que acredito ser o equipamento mínimo necessário para a pratica da astrofotografia com um algo de qualidade.
Senão de qualidade algo com chance de registrar DSO´s com um mínimo de integridade.
Não que eu tenha a pretensão de ser um Cartier-Bresson da astrofotografia.
Minhas ambições são registros honestos que permitam a identificação dos objetos fotografados.
Não creio que venha algum dia adentrar o seleto grupo dos astrofotografos que habitam as colunas de fotos da Astronomy e da Sky and Telescope.
Primeiro por acreditar que não seja do tipo que é capaz de realizar varias exposições longas, com diversos filtros e outros truques de um mesmo DSO. Projetos que podem durar vários dias ou até mais. Isto é coisa para pessoas mais “single minded” que eu.
Sou um homem de muitas paixões . Observação visual, a caça de vários objetos ao longo da noite, desenhar e outras mais.
E de novo porque tento manter o meu hobby do lado mais em conta da astronomia.
Agora vamos tratar de equipamento. E do lado menos em conta...
A câmera será um equipamento fundamental. Esqueça câmeras “point and shoot” e também seu celular. Ainda que fotos pelo método afocal seja viáveis não é disso que estou tratando aqui.
Como busco pelo lado “barato da coisa” uma câmera dedicada é impossível. A minha câmera deve também tirar fotos de pessoas, lugares e etc... Isto elimina as câmeras especiais para astrofotografia.
A escolha obvia recai sobre as DSLR.
São câmeras com recursos de exposição e velocidade bem como com recursos para a utilização de diversas lentes. No caso da astrofotografia esta lente será também seu telescópio.
Um rápido levantamento em fóruns e pela web vai rapidamente mostrar que existem dois mundos: O Nikon e o Canon.
Um pouco mais de pesquisa e você vai perceber que se pretende manter sua conta bancaria no azul as câmeras da serie EOS da Canon são as mais indicada.
Acabei por comprar uma Canon EOS 350 Rebel. Usada. Recomendo uma pesquisa no Mercado Livre e você vai ter varias opções. Gastei 600,00 R$. Incluído aí uma lente zoom 28-70 mm, duas baterias, dois cartões de memória e mais uns badulaques. Esta é certamente a câmera mais barata que apresenta os recursos necessário mínimos. ( Posteriormente comprei uma Canon T3. Essa continua sendo uma "low end" da serie EOS. Mas é muito mais desenvolvida que a 350 D. É atualmente (2013) a DSLR mais barata que você vai encontrar facilmente no mercado. Veja a avaliação dela neste post: http://nunciusaustralis.blogspot.com.br/2013/02/canon-t3-primeiras-impressoes.html )
A menos que você tenha grandes pretensões em outros campos da fotografia você não precisa de câmeras com CCD´s enormes. Estes serão subaproveitados pela ótica de seu telescópio. A câmera citada possui um sensor CMOS que é menos sensível que os CCD´s. Mas vai fazer o truque.
Você vai também precisar de um telescópio, é obvio. Mas no caso o que me importa aqui é a cabeça equatorial que você precisa ter no mesmo. O mínimo (mínimo mesmo) é uma EQ -3 motorizada.
No meu caso para adentrar no tapete vermelho eu precisei comprar um motor duplo axis da Orion distribuído pelo Armazém do Telescópio. Some 430,00R$.
Pode-se usar um motor single axis. Se você achar...
Para finalizar você vai precisar de um anel T. Este vai adaptar sua câmera ao telescópio. Cada pessoa vai acabar com a câmera “riggada” de uma forma um pouco diferente. Olhe para o T Ring, olhe para o suporte da ocular e para os parafusos disponíveis e tenho certeza de que você vai conseguir acoplar a câmera ao telescópio. E gaste mais cerca de 80,00R$.
Acredito ser este o pacote básico para o inicio da aventura chamada astrofotografia.
Incluindo um telescópio com uma cabeça digna o suficiente e uma lente barlow você vai gastar algo por volta de 2500,00 R$. Para começar. E se você for atento vai perceber que mínimo, mínimos, mínima e adjetivos do tipo são bastante comuns neste post. Desculpem-me, mas foi inevitável...
Depois disto você ainda vai ter que aprender muito.
Mas isto fica para outros posts. Vai ser um longo caminho.
P.S - Se voce é do tipo o céu é o limite ( não resisti...) e dinheiro não é um problema recomendo que de uma olhada aqui
P.S - Se voce é do tipo o céu é o limite ( não resisti...) e dinheiro não é um problema recomendo que de uma olhada aqui
sábado, 12 de novembro de 2011
NGC 2237- A Nebulosa da Roseta
A nebulosa da Roseta ( NGC 2237-39) esta visível logo a leste de Orion, na discreta constelação de Monoceros.
Situada aproximadamente entre Betelgeuse (Alpha Orionis) e Procyon (Alpha Canis Minus).
Ela é dificilmente avistada sem o uso de filtros.
Mas em céus escuros é possível observá-la “Au natureil”.
O uso de filtros UHC a torna perceptível mesmo a olho nu. Walter Scott Houston e Brian Skiff registraram observações desta em 1983 “piscando” um filtro em frente a seus olhos…
A Roseta é um DSO que é mais facilmente percebido através de buscadoras e binóculos que com telescópios.
É uma de minhas nebulosas favoritas.
Sua história e cheia de reviravoltas e sua nomenclatura no New general catalog é bastante confusa.
Na verdade quando falamos da Roseta se podem incluir aí diversos objetos. NGC 2237, 2238 2246 são todas partes de uma grande região HII. Envolta nesta nebulosa se encontra um brilhante aglomerado aberto que também possui dois números no NGC.
NGC 2239=NGC 2244. O Aglomerado foi observado por Herschel.
Já Albert Marth parece ser o descobridor de uma parte da Nebulosa (NGC 2238) embora Lewis Swift fosse o primeiro a chamar atenção para o grande tamanho desta nebulosa. Barnard também assinala algo em 1883. Sua descoberta oficial é registrada por Swift em 1884. Quem viu que parte e quando é ainda objeto de discussão...
A nebulosa de Roseta e seu aglomerado 2244 são um espetáculo durante o céu de verão no hemisfério sul sua localização não é difícil. E esta ao alcance de todos os tipos de aparelhos. Cada um vai apresentar uma faceta deste belíssimo DSO.
Com finalidade didática prefiro denominar NGC 2237 com sendo a Nebulosa da Roseta...
NGC 2237
Magnitude: 5.50
Brilho da Superfície:
Dimensão: 80.0 x 60.0 '
Posição Angular: 90
Classe: E
Descrição: pB
vvL
dif
part of eL nebs ring ar 2239
Rosette nebula
Name: OCL 511
Constelação: Monoceros
Coordenadas: Aparente
Aparente RA: 06h31m 33.8s DE:+05°02' 28"
Abaixo da data RA: 06h31m 31.9s DE:+05°02' 28"
Abaixo de J2000 RA: 06h30m 54.0s DE:+05°03'00"
Eclíptica L: +98°16'32" B:-18°10'13"
Galáctica L: +206°05'34" B:-02°14'47"
Situada aproximadamente entre Betelgeuse (Alpha Orionis) e Procyon (Alpha Canis Minus).
Ela é dificilmente avistada sem o uso de filtros.
Mas em céus escuros é possível observá-la “Au natureil”.
O uso de filtros UHC a torna perceptível mesmo a olho nu. Walter Scott Houston e Brian Skiff registraram observações desta em 1983 “piscando” um filtro em frente a seus olhos…
A Roseta é um DSO que é mais facilmente percebido através de buscadoras e binóculos que com telescópios.
É uma de minhas nebulosas favoritas.
Sua história e cheia de reviravoltas e sua nomenclatura no New general catalog é bastante confusa.
Na verdade quando falamos da Roseta se podem incluir aí diversos objetos. NGC 2237, 2238 2246 são todas partes de uma grande região HII. Envolta nesta nebulosa se encontra um brilhante aglomerado aberto que também possui dois números no NGC.
NGC 2239=NGC 2244. O Aglomerado foi observado por Herschel.
Já Albert Marth parece ser o descobridor de uma parte da Nebulosa (NGC 2238) embora Lewis Swift fosse o primeiro a chamar atenção para o grande tamanho desta nebulosa. Barnard também assinala algo em 1883. Sua descoberta oficial é registrada por Swift em 1884. Quem viu que parte e quando é ainda objeto de discussão...
A nebulosa de Roseta e seu aglomerado 2244 são um espetáculo durante o céu de verão no hemisfério sul sua localização não é difícil. E esta ao alcance de todos os tipos de aparelhos. Cada um vai apresentar uma faceta deste belíssimo DSO.
Com finalidade didática prefiro denominar NGC 2237 com sendo a Nebulosa da Roseta...
NGC 2237
Magnitude: 5.50
Brilho da Superfície:
Dimensão: 80.0 x 60.0 '
Posição Angular: 90
Classe: E
Descrição: pB
vvL
dif
part of eL nebs ring ar 2239
Rosette nebula
Name: OCL 511
Constelação: Monoceros
Coordenadas: Aparente
Aparente RA: 06h31m 33.8s DE:+05°02' 28"
Abaixo da data RA: 06h31m 31.9s DE:+05°02' 28"
Abaixo de J2000 RA: 06h30m 54.0s DE:+05°03'00"
Eclíptica L: +98°16'32" B:-18°10'13"
Galáctica L: +206°05'34" B:-02°14'47"
Marcadores:
DSO,
Ngc 2237,
Ngc 2244,
Observação
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Villegaignon, Magalhães, Cinema e as Nuvens.
O Nuncius Australis encontra-se em animação suspensa.
Em uma espécie de viagem no tempo. Mais precisamente para o período entre 1555 e 1559.
O cinema é responsável por tal fenomeno .
O período acima citado se comprime em apenas dois meses.
Este é o tempo em que um grupo de diversas nacionalidades dedicará sua vida a recriar a saga de Villegaignon em sua missão de estabelecer a França Antartica.
A história é interessante e recomendo que assistam o filme que será lançado.
Rouge Brésil.
Uma co- produção Franco Brasileira e Canadense.
A globalização se repetindo.
A própria França Antartica foi um co- produção. No caso envolvia franceses , portugueses, protestantes suíços, Tupinambas e outra etnias...
Mais sobre Villegaignon aqui.
Graças a esta incrível viagem no tempo o Nuncius teve a oportunidade de passar uma longa temporada em Trindade. Uma pequena vila no litoral do Estado do Rio de Janeiro que se encontra cercada por uma reserva.
Céu Escuro de verdade. E ainda por cima lua nova.
Dominando o horizonte sul elas são deslumbrantes e apresentam muita estrutura. Não são uma manchinha como outras nebulosas que pipocam no céu escuro que eu via. Mesmo M 42 é uma manchinha discreta em comparação.
Na primeira noite fiz um pequeno tour com meu binóculo pela via láctea. Todo o miolo central , entre Sagitário, Escorpião e adjacências se apresentou e diversos DSO´s se apresentaram . M8 em grande estilo.
Mas as Nuvens roubavam o show. Mesmo a olho nú.
E apenas com o modesto binóculo pude perceber o potencial desta pequenas galáxias.
A pequena e a grande Nuvem de Magalhães são conhecidas desde a antiguidade e seu primeiro registro é atribuido a Al Sufi em 964. Pigaffeta as descreve durante sua viagem com Magalhães ( 1519-22).
Lacaille as inclui em seu livro e as chama de pequena e grande nuvem. Nuvens de Magalhães é um nome que passa a ser adotado somente depois do sec. XVIII.
Guy Consolmagno e Dan Davis em seu famoso livro " Turn Left at Orion" concedem apenas as duas nuvens e a M42 a cotação máxima de 5 telescópios.
As duas nuvens só são visíveis abaixo de 10 graus sul. Objetos austrais por exelencia.
Imagine uma linha unindo Achernar e Canopus . são uma perfeita referencia para se localizar as Nunvens.
Ambas as nuvens demandam céus escuros para serem percebidas em toda sua beleza. E neste são tão óbvias que não é preciso nada além de seus olhos para as perceber.
Escondem diversos objetos NGC . E são alvos fantasticos para serem escaneadas de telescópios. Nos mapas abaixo estão indicados os DSO que as habitam .
Quantos destes você é capaz de perceber?.
Eu ,particularmente, gosto mais de passear pela GNM.
E é bom lembrar que Tuc 47 não faz parte da PNM. Mas que parece , parece...
Em uma espécie de viagem no tempo. Mais precisamente para o período entre 1555 e 1559.
O cinema é responsável por tal fenomeno .
O período acima citado se comprime em apenas dois meses.
Este é o tempo em que um grupo de diversas nacionalidades dedicará sua vida a recriar a saga de Villegaignon em sua missão de estabelecer a França Antartica.
A história é interessante e recomendo que assistam o filme que será lançado.
Rouge Brésil.
Uma co- produção Franco Brasileira e Canadense.
A globalização se repetindo.
| Globalização em 1555 |
Mais sobre Villegaignon aqui.
Graças a esta incrível viagem no tempo o Nuncius teve a oportunidade de passar uma longa temporada em Trindade. Uma pequena vila no litoral do Estado do Rio de Janeiro que se encontra cercada por uma reserva.
Céu Escuro de verdade. E ainda por cima lua nova.
Por razões óbvias não tive muito tempo livre para observar e muito menos a possibilidade de levar algum telescópio. Mas como trabalho com a luz posso garantir a escuridão nas horas vagas... Ou a ausência da mesma durante as filmagens. Veja nossa lua particular...
| Lua??? |
Nos anos de 1555 não existia nada sequer semelhante ao meu pequeno binóculo 10x50mm.
E assim sendo esta viagem é quase toda a olho nu.
A muito tempo não tinha a oportunidade de olhar para um céu escuro de verdade.
As duas grandes estrelas desta temporada foram as Nuvens de Magalhães.
Imaginei como aquelas duas enormes nebulosas devem ter espantado os antigos navegantes. Ocupam áreas enormes do céu e são muito brilhantes. Muito mais brilhantes do que este urbano observador jamais imaginou. Mesmo de céus suburbanos ela se mostram muito timidas.
Na primeira noite fiz um pequeno tour com meu binóculo pela via láctea. Todo o miolo central , entre Sagitário, Escorpião e adjacências se apresentou e diversos DSO´s se apresentaram . M8 em grande estilo.
Mas as Nuvens roubavam o show. Mesmo a olho nú.
E apenas com o modesto binóculo pude perceber o potencial desta pequenas galáxias.
A pequena e a grande Nuvem de Magalhães são conhecidas desde a antiguidade e seu primeiro registro é atribuido a Al Sufi em 964. Pigaffeta as descreve durante sua viagem com Magalhães ( 1519-22).
Lacaille as inclui em seu livro e as chama de pequena e grande nuvem. Nuvens de Magalhães é um nome que passa a ser adotado somente depois do sec. XVIII.
Guy Consolmagno e Dan Davis em seu famoso livro " Turn Left at Orion" concedem apenas as duas nuvens e a M42 a cotação máxima de 5 telescópios.
As duas nuvens só são visíveis abaixo de 10 graus sul. Objetos austrais por exelencia.
Imagine uma linha unindo Achernar e Canopus . são uma perfeita referencia para se localizar as Nunvens.
Ambas as nuvens demandam céus escuros para serem percebidas em toda sua beleza. E neste são tão óbvias que não é preciso nada além de seus olhos para as perceber.
Escondem diversos objetos NGC . E são alvos fantasticos para serem escaneadas de telescópios. Nos mapas abaixo estão indicados os DSO que as habitam .
| PNM |
| GNM |
Quantos destes você é capaz de perceber?.
Eu ,particularmente, gosto mais de passear pela GNM.
E é bom lembrar que Tuc 47 não faz parte da PNM. Mas que parece , parece...
Marcadores:
DSO,
Nuvens de Magalhães,
Observação
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Estrelas Duplas de Primavera
A primavera é um ótimo periodo para se observar estrelas duplas.
Estrelas duplas são perfeitas para serem observadas em ambientes com poluição luminosa . Isto as faz a alegria do astronomo urbano.
Na tabela abaixo apresento diversas estrelas duplas ao alcance do habitante de nossas metropoles.
Nem todas serão perceptíveis a olho nu em ambientes com poluição luminosa.
Algumas serão dificeis mesmo em ambientes suburbanos.
Fazem parte de constelações bem discretas.
Sua técnica navegacional será exercitada .
Use um bom atlas celeste ou um programa planetário para ajudar.
Espere por noites de bom seeing. . Você vai precisar do maximo de aumento que tiver disponivel.
Separe sua Barlow e aquela ocular de 5 mm...
A lua não chega a ser sua inimiga nesta busca.
Boa caçada.
Todas as primarias são visiveis a olho nu de locais escuros e e noites sem lua.
E todas ela são possiveis de serem divididas com telescópio de 75 mm ou mesmo de 60 mm debaixo de condições ideais
Marcadores:
estrelas duplas,
Observação,
observação astronomica.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Orion EQ-3M Dual Axis Motor Drive System
Após apenas 3 dias de espera o Armazém do telescópio (via sedex) entregou o meu tão aguardado Motor Drive.
Novamente sofrendo do "efeito Brasil" o custo do mesmo em muito supera o preço no exterior. Paguei R$ 430,00.
Seu custo em diversas lojas no exterior não supera R$ 300,00 ( isto usando uma taxa de cambio para lá de extorsiva).
O motor veio bem embalado e bem protegido. Não apresentava um arranhão sequer. Todos os componentes cabem em uma caixa 26x16x6 cm.
Este modelo é projetado para ser utilizado com montegens equatoriais EQ-3 que acompanham os telescópios Sky Watcher 1200 ( Explorer) . Assim como diversas outras marcas . São todos produzidos por um mesmo fabricante na China. O Motor drive tem a mesmaprocedencia.
Apesar disto as cabeças apresentam qualidade suficiente para a pratica de astro fotografia.
Acompanha um manual de instalação somente em inglês. Mas as fotos são bastante explicativas e mesmo sem falar a língua a instalação será bem intuitiva.
Após a instalação dos motores você deve conectar o comando de mão e pack de baterias. Um led vai indicar o funcionamento. O motor vai funcionar no ritmo do tempo sideral. Pode também funcionar em 2 , 4 e 8 X este mesmo.
Para funcionar de forma adequada seu telescópio deve estar com o seu eixo polar devidamente alinhado . Para tal consulte o manual de sua cabeça equatorial ou clique aqui.
No controle você deve indicar o hemisfério em que você esta e colocar o switcher ou em " S" ou "N".
O sistema é alimentado por 4 pilhas D ( grande). Estas garantem bastante autonomia (use sempre pilhas alcalinas).
O Nuncius Australis via iniciar um projeto de trabalho que vai ocupar os próximos dois meses e creio que não serei capaz de utilizar o motor em toda sua funcionalidade e especialmente para pratica de astro fotografia até os meados de Novembro.
Mas qualquer novidade apresentarei aqui...
PS: Já se passou muito tempo e o a experiencia levou a conhecer melhor os pontos altos e baixos do motor.
Este apresenta precisão suficiente ( o conjunto cabeça EQ3 + motor -drive) para exposições de até um minuto . Não se aproveitarão todas as fotos ( algo em torno de 25%) . Dificilmente faço exposições superiores a 30 seg. (cerca de 50% de aproveitamento) . Isto sem acompanhamento. O conjunto apresenta um erro periódico significativo . Pretendo adaptar meu telescópio de 70 mm ao conjunto para poder realizar acompanhamento . Com o incremento do peso acredito que as porcentagens se mantenham semelhantes . Mas como poderei utilizar exposições mais longas com mais frequencia ( e manter aproximadamente 25 % de aproveitamento) creio poder obter melhor resultados com objetos de magnitudes mais altas ( Quanta mais alta a magnitude mais tênue o D.S.O....) . Isto facilitará também o enquadramento já que , no meu set up, minha camera não apresenta " Live -View".
De qualquer forma o conjunto é funcional e a pratica da astrofotografia com este é muito gratificante. Realizei diversas fotos de objetos dos catalogos Lacaille e Messier com resultados bastante satisfatórios.
Novamente sofrendo do "efeito Brasil" o custo do mesmo em muito supera o preço no exterior. Paguei R$ 430,00.
Seu custo em diversas lojas no exterior não supera R$ 300,00 ( isto usando uma taxa de cambio para lá de extorsiva).
O motor veio bem embalado e bem protegido. Não apresentava um arranhão sequer. Todos os componentes cabem em uma caixa 26x16x6 cm.
Este modelo é projetado para ser utilizado com montegens equatoriais EQ-3 que acompanham os telescópios Sky Watcher 1200 ( Explorer) . Assim como diversas outras marcas . São todos produzidos por um mesmo fabricante na China. O Motor drive tem a mesmaprocedencia.
Apesar disto as cabeças apresentam qualidade suficiente para a pratica de astro fotografia.
Acompanha um manual de instalação somente em inglês. Mas as fotos são bastante explicativas e mesmo sem falar a língua a instalação será bem intuitiva.
Após a instalação dos motores você deve conectar o comando de mão e pack de baterias. Um led vai indicar o funcionamento. O motor vai funcionar no ritmo do tempo sideral. Pode também funcionar em 2 , 4 e 8 X este mesmo.
Para funcionar de forma adequada seu telescópio deve estar com o seu eixo polar devidamente alinhado . Para tal consulte o manual de sua cabeça equatorial ou clique aqui.
No controle você deve indicar o hemisfério em que você esta e colocar o switcher ou em " S" ou "N".
O sistema é alimentado por 4 pilhas D ( grande). Estas garantem bastante autonomia (use sempre pilhas alcalinas).
O Nuncius Australis via iniciar um projeto de trabalho que vai ocupar os próximos dois meses e creio que não serei capaz de utilizar o motor em toda sua funcionalidade e especialmente para pratica de astro fotografia até os meados de Novembro.
Mas qualquer novidade apresentarei aqui...
PS: Já se passou muito tempo e o a experiencia levou a conhecer melhor os pontos altos e baixos do motor.
Este apresenta precisão suficiente ( o conjunto cabeça EQ3 + motor -drive) para exposições de até um minuto . Não se aproveitarão todas as fotos ( algo em torno de 25%) . Dificilmente faço exposições superiores a 30 seg. (cerca de 50% de aproveitamento) . Isto sem acompanhamento. O conjunto apresenta um erro periódico significativo . Pretendo adaptar meu telescópio de 70 mm ao conjunto para poder realizar acompanhamento . Com o incremento do peso acredito que as porcentagens se mantenham semelhantes . Mas como poderei utilizar exposições mais longas com mais frequencia ( e manter aproximadamente 25 % de aproveitamento) creio poder obter melhor resultados com objetos de magnitudes mais altas ( Quanta mais alta a magnitude mais tênue o D.S.O....) . Isto facilitará também o enquadramento já que , no meu set up, minha camera não apresenta " Live -View".
De qualquer forma o conjunto é funcional e a pratica da astrofotografia com este é muito gratificante. Realizei diversas fotos de objetos dos catalogos Lacaille e Messier com resultados bastante satisfatórios.
![]() |
| M42 Buzios ,Fev 2012 |
sábado, 10 de setembro de 2011
Ngc 5128 - Centauros A
Quando olhamos para esta galáxia nós não percebemos sua freqüência mais marcante. Nossos limitados olhos não notam a forte emissão de ondas de radio que a caracterizam. Alias que a batizam de Cen A.
Estas são fruto de um caso de canibalismo galáctico. No coração desta besta esta um massivo buraco negro que consome uma galáxia menor e que teve o azar de bater de frente com o monstro. O encontro acredita-se, aconteceu entre 160 e 500 milhões de anos.
Este é um espetáculo quase que exclusivo de observadores austrais. Mesmo no sul da Califórnia esta galáxia só se apresenta bem baixa no horizonte e, portanto um alvo difícil. Em San Diego ela nunca se eleva mais que 14 graus do horizonte.
Esta galáxia foi um mistério desde sua descoberta por Dunlop (que a catalogou como Dun 482). Este a descreveu como “uma nebulosa dupla muito singular".
Mesmo Hubble, o pai da astronomia galáctica, achava que esta nébula se encontrava dentro de nossa via láctea.
Shapley descreveu como um problema patológico em seu livro “Galaxies".
Para Localizar Ngc 5128 é mais simples que compreende-la .
Localize Nu Centauro e ela vai estar no limite de sua buscadora. Ela é visível como um esfumaçamento com binóculos de 10x50mm.
NGC 5128
Magnitude: 6.80
Brilho da Superfície: 13.50
Dimensão: 27.6 x 20.5 '
Posição Angular: 35
Classe: SO
Coordenadas: Aparente
Aparente RA: 13h26m 11.2s DE:-43°04' 46"
Abaixo da data RA: 13h26m 11.3s DE:-43°04' 38"
Abaixo de J2000 RA: 13h25m 30.0s DE:-43°01'00"
Eclíptica L: +217°18'47" B:-31°19'47"
Galáctica L: +309°31'26" B:+19°25'07"
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